segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Criancices (3) com PAP

Tenho as mãos nervosas, como tão bem define a Cecília, do Quilts são Eternos, desde muito cedo. Se a memória é fraca, os registros dos primeiros passos no mundo craft são nítidos como poucos. Volta e meia, retomo algum trabalhinho desenvolvido quando criança, e é uma alegria dobrada, muito por hoje ter tanta fartura de material, bem diferente daquela época de vacas magras no porquinho-cofre. Acredito que foi justamente a escassez de recursos que me ajudou muito a desenvolver a criatividade. Quem não tem cão, procura gato, passarinho, pato, tartaruga para caçar... (rs) e dá um jeito de viabilizar os projetos.
A natureza é um baú de tesouros para os olhos de uma criança que conta com menos de meia dúzia de materiais para dar forma a alguma inspiração. Muitas vezes, a própria inspiração nasce da observação de algum elemento do jardim, da pracinha, do canteiro da rua. Pedrinhas, galhos, sementes, folhas, conchas, penas... valem ouro para a imaginação entrar em ação. Assim foi com as florzinhas que viraram febre quando tinha lá meus 8 a 10 aninhos. Os eucaliptos da redondeza ofereciam seus pequenos cálices sequinhos em abundância, e num belo dia, clic!, fez-se a luz. Juntando a eles círculos de retalhos de tecido estava feita a mágica: rapidamente nasciam lindos buquezinhos. Então montava arranjos, cestinhos, usando como base as também escassas sucatas, já que naquele tempo as embalagens eram poucas.
Para brincar com vocês, encomendei ao meu sobrinho Bruno as sementinhas cheirosas, porque hoje não tenho mais nenhuma dessas árvores por perto. Gentil, meu querido tratou da "colheita" na casa de veraneio dos avós, e quando me entregou, justificou: "Agora não é época das sementinhas, por isso trouxe poucas". Mas elas rendem, e a porção foi mais do que suficiente para a pequena guirlanda. Vamos ver como se faz?
As sementinhas(?) secam na árvore e, na época certa, é possível colhê-las com cabinho. Estas, por já serem velhas e pegas no chão, estão sem o galhinho.
O miolo é estreito e precisamos tirar os "gominhos". Para isto, usei um pequeno alicate pontudo, mas pode ser feito também com a ponta de uma faca.
Para a flor, recorte círculos de mais ou menos 4cm de diâmetro de um mesmo tecido ou de vários.
Pingue um pouco de cola dentro do "cálice".
Coloque o círculo em cima e com a ponta de um pincel firme o tecido, apertando para ajudar a dar forma à florzinha.
O tecido ganhará um leve franzido.
Faça várias florzinhas. Como sou nervosa também com as cores (rs), usei retalhinhos de diferentes estampas e tons.
Agora vamos à guirlandinha. Como mostrei aqui, minhas árvores-vovós produzem bastante cipó e posso tramar guirlandas com eles. Mas se você não tem essa disponibilidade, nas lojas de artesanato encontra-se guirlandas de diferentes tamanhos e materiais. Pode-se também fazer uma base circular de papelão, cobri-la com tecido e depois colar as florzinhas. Enfim, olhe em volta com olhos de criança e com certeza encontrará uma solução para a base do enfeite.
Cole as flores na guirlanda com cola quente, agrupando-as sem se preocupar com muita simetria.
Finalize com um laço de fita.
A minha mimosa ficou assim:
E já está na parede tão exibida quanto sua dona (rs).
Tem menina em casa? Que tal convidá-la para brincar de florista? A menina da sua alma ficou com os olhinhos brilhando e coceira nas mãos com a ideia? Aproveita para levá-la pra passear enquanto procuram eucaliptos cheirosos... Se precisamos de um empurrãozinho para curtir a criança que morará eternamente em nós, o feriado de amanhã dedicado aos pequenos por ser uma boa desculpa, não acham?
As manualidades são curativas, e sou imensamente grata às minhas mãos nervosas que, com seus movimentos, me presenteiam com uma tranquilidade como só elas sabem tecer em mim.

domingo, 10 de outubro de 2010

Criancices (2)

Maria-sem-vergonha é a florzinha-símbolo da minha infância. Tão fácil de cultivar, quase inço no quintal, uma matéria-prima sempre à mão que, com sua variedade de cores, permitia incontáveis brincadeiras. Além de decorar os pequenos vasos das casinhas montadas no canto do quarto ou embaixo de alguma árvore, tinha uma propriedade mágica de se transformar em tinta quanto amassada e esfregada no papel. Adorava o efeito aquarelado da técnica, também experimentada com outras tantas flores e matinhos. Seus frutinhos eram, e ainda são, uma diversão à parte. No verão, engordam, ganham uma barriga estufada, e quando levemente apertados, estouram espalhando as minúsculas sementinhas e imediatamente se enroscam e viram caracóis frisados. Procurar as grávidas mais gordas é um exercício de percepção que faço quase que no automático, e não é uma ou duas vezes que, saindo de casa, mesmo atrasada, paro em frente a uma moita de balsaminas para estourar as gordinhas.
A versatilidade das "marias" também chegava aos sonhos de vaidade da menina que não via a hora de se tornar mulher. E para ser mulher, na concepção que tínhamos do feminino na infância, precisaríamos de alguns aparatos de beleza, como unhas compridas e bem-cuidadas, como as que tanto admirava nas mãos da mãe, tias e professoras. Era uma época em que as meninas aguardavam os 15 anos para ganhar passe-livre a alguns artifícios, como usar batom e pintar as unhas. Batom não gerava grandes expectativas, mas as unhas... Ah, para quem roía as suas até não aparecer nenhum branquinho, era uma imagem distante. Então, enquanto esperava a idade andar, brincava de mulher crescida (que não roía unhas) ...
E as pétalas da maria-sem-vergonha eram perfeitas para criar as mãos que gostaria de ter. Podia trocar de cor de "esmalte" numa piscar de olhos. Bastava despetalar a florzinha, passar saliva em cada unha e "colar" as postiças. Quanto maiores, maior a satisfação.
Daí era só fazer poses, gestos e imaginar a mulher que um dia me tornaria. Projetar o futuro pelas unhas da mão, mesmo que parecessem unhas de bruxa, tinha um estranho poder de assegurar que um dia deixaria de ser uma roedora e, com unhas vermelhas, bem mais fácil seria encontrar meu lugar no mundo.
A "profecia" se cumpriu. A mania de roer unhas ficou no passado, logo depois passei a pintá-las vez que outra de escarlate, enquanto abria espaço para desbravar a vida.
Hoje, prefiro o brilho discreto do esmalte incolor, ainda que a moda aposte na paleta de cores lindas e vibrantes dos esmaltes. Sem vergonha, assumo que o básico me basta e uma gostosa sensação de liberdade me abraça. É bom se desvencilhar do papel de maria-vai-com-as-outras, mesmo que a menina que mora em mim às vezes se aborreça com isso. Mas daí ofereço-lhe um colinho, e logo fizemos as pazes.
Um bom domingo a todos! Amém

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Criancices (1)

A menina que fui pede licença para celebrar o Dia das Crianças em capítulos, um por dia, até a terça-feira. Convida a criançada de "todas" as idades que passa por aqui para pegar uma carona e dar uma marcha à ré no tempo. Um exercício divertido e, talvez, terapêutico para todos nós. Desatar alguns nós da "adultice" e deixar que os olhos da nossa memória sinalize o que nos fazia felizes, quem sabe trace também atalhos para dar uma polida na alegria de viver. Torço por isso.
Então, a primeira investida da menininha lá de trás não poderia ter outro mote senão as criaturas aladas que desde muito cedo me transportam para uma atmosfera de encantamento. Lembro que desenhar borboletas, colori-las, folhear livros sobre elas eram momentos tão intensos de mergulho numa bolha de beleza, que sumia toda e qualquer tristezinha dessas que sentem as crianças por tantos motivos. Poder tocá-las, então, seria tão espetacular, mas a razão insistia em puxar os pés à realidade, avisando: melhor nem sonhar esse sonho impraticável... Mas quem diz que se segura sonho que pede pra ser sonhado, hum? E quem determina a espessura da linha que separa o possível do impossível? Pode ter demorado um pouco, umas 50 primaveras, mas para o êxtase da menina que me acompanha, neste setembro encontramos f-i-n-a-l-m-e-n-t-e! a mansa e dengosa borboleta que gosta, e muito, de carinho. Fazer cafuné nas asas de uma borboleta entra triunfantemente na lista dos desejos realizados e, com letras brilhantes, no meu currículo, como prova viva e entusiasta de que sim, Einstein tem razão: "Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atômica: a vontade", como acaba de lembrar por e-mail a doce amiga Teresa. Quer conhecer essa outra menina sonhadora? Clique aqui para pousar e se deliciar no Se essa lua fosse minha.

Quer me contar sobre seus sonhos infantis? Será uma alegria sem tamanho.

Um sábado leve e livre para todos nós! Amém!

sábado, 2 de outubro de 2010

Meninas que amam muffins

Seguindo o roteiro de aproveitar ao máximo a safra dos morangos, depois de camuflá-los com brigadeiro na sexta-feira, ontem preparei outra surpresinha, dessa vez em forma de muffins. E enquanto misturava a massa, fui lembrando de outros links da receita e me deliciando com esse passa-passa que a rede de amigos nos oferece.
A primeira vez que namorei os bolinhos foi na "casa" da
Ana Sinhana, neste post aqui. (Passa lá para buscar os ingredientes e modo de fazer.) Tempos depois, encontrei uma bandeja deles na cozinha de outra amiga querida. Laély usou cerejas, e os bolinhos ficaram um charme, com o cabinho à vista. Espie aqui.
Ana foi de blueberries, frutinha que encontramos mais facilmente por aqui no verão. Mas como o objetivo é usar e abusar dos moranguinhos, coloquei um em cada muffin, não sem antes passar na farinha de trigo, para se manterem inteiros.
Depois de assados, polvilhei com açúcar de confeiteiro, e eles ficaram assim, nevados.
Ainda morninho, cortei um deles ao meio, ansiosa para ver o resultado da surpresa. Foi só o tempo de fotografar para abocanhar e me derreter de paixão pela textura da massa e sabor da combinação com a fruta transformada quase numa geleia.
Para a "produção" das fotos, saí à cata de um guardanapo, e eis que lembro de um joguinho americano com uma estampa de mandalas-flores que me remeteu direto às criações belíssimas da Ana, como as carteiras mostradas no seu último post.
E indo um pouquinho adiante no passa-passará, logo ali na sala encontro um outro encontro do trio. O gato preto (contraponto do Bibi, meu gato de verdade), que em junho ganhou a companhia de um mascotinho, produzido pela Ana e trazido de presente pela Laély.
O pequeno logo pousou na borboleta, enquanto o amigo no chão o observa e tenta alcançá-lo, num espetáculo sem fim. A imagem me faz bem, me fala das histórias que se entrelaçam, que se complementam, que se sustentam, talvez, por um único fio, aquele que trama esperança com afeto.

A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar
...
(O Bêbado e A Equilibrista , composição de João Bosco e Aldir Blanc)
Se pegar carona nesse passa-passa, nos mostre seu capítulo nessa história e seus bolinhos, combinado?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Então tá combinado

Morango combina com chocolate, casamento banhado de contrastes e harmonia, indiscutível até para quem não tem lá maiores amores pelos descendentes do cacau (como essa que vos escreve...rs).
E se brigadeiro é unanimidade nacional, o morango não fica para trás. É fruta que nunca passa desapercebida, e para muitos, como eu, tem sua safra aguardada com água na boca. Símbolo da primavera nas hortas, ainda terei um canteiro deles para colhê-los miúdos, que são os mais doces e têm o miolo vermelhinho.
Camuflei as frutinhas com uma camada não muito grossa de brigadeiro e depois passei numa mistura de uma parte de lasquinhas de chocolate branco e outra de amêndoas laminadas, torradas rapidamente na frigideira.
Daqui a pouco estarão na casa dos amigos que nos esperam para um jantarzinho, como costumamos fazer esporadicamente desde que os filhos, ainda crianças, eram colegas de escola e companheiros de dividir a casa. Se os seus caminhos hoje não se cruzam mais com frequência, os nossos são alimentados pelo o que de melhor combina entre nós: o cuidado carinhoso pelos nossos anos de histórias partilhadas.
Que nossos ombros amigos continuem se encontrando em muitos abraços, nas horas doces e nas outras (que nem sempre podemos evitar) também. Amém!

domingo, 26 de setembro de 2010

Arte e amigas em dois turnos deliciosos

O sábado foi tão bom, tão diferente, tão intenso, tão temperado de tantas coisas que me fazem tanto bem. Perdoem tantos "tãos" e "tantos", são reflexo da fartura na despensa dos prazeres reabastecida como estava mesmo precisando. Querem ver os mantimentos?

Manhã de mosaicos

No primeiro turno, juntamos nossos pedacinhos com a artista plástica Cláudia Sperb, no lançamento do seu livro lindo que mostra parte da sua trajetória com seus mosaicos gigantescos.

A possibilidade de brincar com os retalhinhos coloridos deu asas à imaginação e às horas. Logo (que pena) já era meio-dia. Metade de um dia planejado pela Jane, amiga da vida inteira.

Lado a lado, quietinhas como é difícil acontecer com duas tagarelas...
... o sábado começou ensolarado e colorido, como retrata a composição da amiga conectada à alegria da infância.
Conhecer de perto quem se admira de longe é momento-presente do Universo. Ganhar seu autógrafo, um registro que nos devolve a expressão da criança que fomos (minha pose de "bobinha feliz" é prova disso... rs).
Não deixe de conferir a grandiosidade do trabalho da Cláudia clicando neste caminho . Ele o levará a uma atmosfera fascinante (foto abaixo), onde a artista vive e compartilha suas expressões criativas reconhecidas pelo mundo afora.
(Uma amostrinha do que pretendo em breve ver ao vivo. Foto do seu site)


Tarde de rosas

E o roteiro com mulheres artistas e mulheres amigas emendou a manhã à tarde, na abertura da exposição Rosas de Primavera, da ceramista Simone Sgorla D'vieira, no Um Café, em Morro Reuter (RS).
Além das peças grandes, como os paineis com madeira de demolição, aramados e mandalas, as rosas também fazem bonito em objetos inusitados e utilitários. De encher os olhos, provocar suspiros profundos...
Se a manhã passou voando, a tarde não deixou por menos. Dizem que quando o tempo ganha velocidade acelerada é sinal que foram horas leves e bem vividas. Não poderia ser diferente na companhia tão agradável da amiga Carina. Nosso primeiro encontro real mais uma vez confirma que as afinidades que nos reúnem em tribos virtuais se estendem facilmente em um papo em volta de uma mesa, e garantem uma intimidade que quebra o gelo no primeiro olho no olho. Desfiamos assuntos do primeiro ao último minuto, em tamanha sintonia, que ninguém que nos observasse imaginaria que acabávamos de nos conhecer. De todos os pré-requisitos para uma relação, seja ela o tipo que for, a disposição para ouvir e falar está sempre no topo da minha lista. E quando o que se fala e o que se ouve é facilmente compreendido, as chances da "plantinha vingar" triplicam. O que dizer então quando se fala a mesma frase em coro? Ou quando o outro se adianta e diz o que acabávamos de pensar? É fruto colhido milagrosamente de uma sintonia finíssima. Tem presente mais bonito?
E quando esse presentão ainda traz um plus tão delicado quanto o presenteador, melhor ainda, produzido pelas suas mãos?
Afinadas também no paladar, já anoitecia no pé da serra quando nossos olhos pousaram na torta de maçã do Gustavo, o multitalentoso sócio do Um Café e da EcoArte. Que grande pecado seria não provar, ambas concordamos. Fechamento à altura das nossas cinco horinhas redondas de parceria e doce cumplicidade.
Que a arte e a amizade sigam ao nosso lado, dando um pezinho para ver o mundo por novos e surpreendentes ângulos. Amém!
Confira no Cacareco Chique o olhar da Carina sobre nosso encontro.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Às voltas com o ninho...

...para a primavera que chega na próxima madrugada, ando no ritmo do casalzinho de corruíras que trabalha há dias para a inauguração da casa na área de entrada da minha morada. Incansáveis, descobriram só agora a "residência" ali instalada há anos, e trabalham numa parceria que dá gosto de ver, desde cedinho da manhã. Os vestígios da sua persistência ficam no chão, embaixo da casinha: os muitos gravetinhos espalhados no piso que deixam cair quando tentam acomodar no interior do ninho, com acesso dificultado pelo tamanho da entrada. Na vigilância, aguardo com certa ansiedade a hora em que a mamãe se acomodará na pequena casa para esperar seus bebês, semelhante à história que acompanhei no ano passado e mostrei aqui.
E como na casa grande os tempos são de vida sem faxineira, o feriadão ensolarado serviu também para uma limpeza boa, que fica melhor ainda quando a gente termina e vê o "depois" incomparável ao "antes". Fugindo do roteiro das faxinas que limpam "só onde passa a procissão", como minha mãe costuma falar para definir o trabalho das profissionais que se "esquecem" dos cantos e detalhes, o trato no mosaico que une sala e cozinha rendeu um branco renovado, e quase quis colocar uma placa de "não pise" (rs), tamanho o contentamento. Foi juntando caquinhos com muita paciência que o filho encontrou a solução para a junção dos dois pisos, com pequeno desnível. Nasceram estrelas assimétricas, e a faixa, que comumente é vista como recurso em áreas externas, é um xodó aos meus olhos, talvez também pela pitada de irreverência e subversão à ordem.
Mas, em outros espaços, é preciso botar ordem na casa, especialmente no quartinho que semana a semana vai ganhando status de crafter room. A mesa, improvisada com cavaletes e madeira bruta, grita que quer uma cor, mas enquanto toco as encomendas de bancos e cadeirinhas, a pintura vai sendo adiada. Então, vou me contentando com pequenas organizações, que facilitam o trabalho deixando o material à mão, como esta ideia que vi no blog Lu Espejo. As fitas, cada uma enrolada em um prendedor de roupa e depois agrupados em um aro de arame com gancho dobrado com alicate, agora até parecem...... uma guirlanda em arco-íris, quem sabe um bela proposta para inovar na decoração de Natal (ai, prometi a mim que não falaria, nem pensaria nele tão cedo!). O companheiro de quase metade da vida, do alto da sua latinha, parece ter aprovado os movimentos e a intenção de dar um jeito no pequeno espaço onde convivemos por horas a fio, não é o que sua carinha bochechuda demonstra?

Tem também quem aprovou a indicação do passeio ao Morro Reuter do Amém para conhecer a encantadora dona da Kombi mais florida. A Carina, do blog Cacareco Chique, minha vizinha de cidade que ainda não conheço pessoalmente, aproveitou o sábado de quase primavera e pôs o pé na estrada. Ela conta aqui como foi o passeio, e eu pedi bis! No próximo sábado, prestigiaremos juntas este evento no Um Café, espaço charmoso em Morro Reuter.O convite é estendido a vocês da região, e fico aqui torcendo os dedos para que mais gente que passa por aqui chegue lá, nessa tarde que promete celebrar a entrada da nova estação a rigor, com a beleza das rosas. Mas antes disso, com certeza daremos uma passadinha na nossa amiga Julita para abastecer a despensa de muitos verdes, rosas... Bordôs...
Brancos e liláses...
Amarelos e laranjas...

Em um manifesto pelos ninhos e dias renovados, atendendo ao chamado da natureza mais uma vez milagrosamente renascida. Amém!

(Todas essas flores que enfeitaram meu ninho na semana passada são da produção de dona Julita e custam - pasmem - 2 reais o buquê.)