sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pompons festeiros

Até parece combinação com a nossa mentora Cris, que também mostra aqui uma ideia "pendurativa" nesta Sexta compartilhada com outras inventadoras de moda, mas o móbile com pompons cobertos com forminha de papel é velho conhecido nessa casa onde falta espaço para pendurar tantas vontades.
Os pompons são opção prática e de efeito bem bonito para festinhas, ao ar livre ou internas, para colorir o quarto das crianças ou, para criançonas como eu, dar uma descontraída bem contrastada nos espaços onde reina o verde, como esse mostrado há algumas sextas.
Usei bolas de isopor de dois tamanhos e forminhas de papel para docinhos. Primeiro virei as forminhas do avesso, para deixar a cor bem à mostra.

Fui colando-as com cola branca na superfície das bolas, bem juntinhas, até cobrir totalmente.

Uni os dois pompons com três pedaços de fita mimosa fina, prendendo com alfinete. Na ponta, arrematei com corações recortados em uma forminha verde e uma conta.
Com a variedade de cores e estampas das forminhas à disposição nas lojas de confeitaria, imagine quantas versões interessantes é possível criar! Se fizer, nos mostre. Vamos adorar saber e ver! Ah, e convide as crianças para brincar junto. Tomara que o trabalho por si só seja uma pequena festa, como poderíamos sempre perceber os momentos em que nos dedicamos a fazer o que se gosta. Amém.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vidrinhos, pra que te quero?

Quero pra colorir esta Sexta de Ideias, pra me juntar às companheiras queridas das craftices, mesmo que já seja quase sábado. Pra dar um destino bonito que justifique a coleção deles, de variados formatos, tamanhos e procedências (geleias, palmito, pepino, extrato de tomate...) que abarrotam o armário e quase me configuram uma acumuladora compulsiva. Pra, enfim, fazer a mágica aquela que tanto encanta as sucateiras de plantão, transformando o descartável em objetos com a assinatura do nosso gosto, aqueles que dão um calorzinho no peito quando a gente passa o olho.

A ideia namorada há meses em vários blogs reúne "a fome com a vontade de comer", já que o material é o mesmo utilizado na minha produção das mandalas: tinta vitral e tinta relevo dimensional. Lembro que outra experiência nesse tipo de reutilização rendeu este móbile aqui, mas naquela época não conhecia o "pulo do gato" que faz toda a diferença na hora de pintar os potinhos de vidro.

Vamos ver então como usar a "varinha de condão" para criar vasinhos...
e lanternas bem alto astral? Com a tinta dimensional "desenhei" uma barrinha na parte superior do vidro, "no olho", sem me preocupar muito com a simetria.

Depois, preenchi com bastante relevo.
Colei algumas miçangas com a própria tinta relevo, deixei secar e só então experimentei o "pulo do gato": pintei a parte interna do vidrinho, com pincel médio, puxando bem a tinta.
A pintura, que fica manchada inicialmente, depois de seca ganha uniformidade, o que não acontece quando pinta-se por fora.
Um achado essa técnica mostrada pela Cris, do competente Vila do Artesão!
Para o vasinho, fiz alça com arame envelhecido (enferrujado pela umidade, com as marcas do tempo que adoro!), torcendo as pontas com alicate.
Colhi lavandas bem fresquinhas, nascidas na última semana no quintal, e flores de trevo, singeleza pura que brota na grama alta e dá até dó de aparar, para inaugurar o vasinho na parede.A lanterna comportou uma vela pequeninha que produziu uma atmosfera azulada tão tranquila, serena, ingredientes que a gente preza ainda mais quando deixamos uma zona de turbulência, não é mesmo? E como ela logo viraria vaso, não poupei cliques, garantia de ter à mão a imagem daquela nuvenzinha de paz.
Que ela chegue aí, levando um pouquinho da beleza que me ampara por aqui. Amém!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Flores e cerveja na Sexta de Ideias

Antes que a sexta termine, projetinho vapt-vupt para voltar à companhia tão boa das arteiras comandadas pela querida Cris (que está comemorando o níver do seu Miscelânea de mãos dadas com outra querida, a Cynthia, do Fala Mãe, e sorteando uma almofada cheia de encantos aqui).
O sobrinho Bruno lembrou dessa tia sucateira, adivinhou que eles fariam meus olhos brilhar e pôs os barrizinhos embaixo do braço no final de uma festa regada à cerveja. É mais um daqueles casos em que só a embalagem me seduz, já que sou da turma dos sem-graça (rs): passo bem longe das loiras geladas e meio cálice de vinho quase me leva a um coma alcoólico.


O pai do Bruno, irmão engenhoso e dono de uma boa-vontade que me orgulha, tratou de abrir as latonas. E elas então transformaram-se em cachepôs divertidos para as flores que pintam a primavera na área de entrada.

Aproveito para mostrar outras soluções encontradas no que por pouco não se perdeu no lixo. A gradezinha de madeira veio de uma engradado de garrafas. As laterais da caixa ainda aguardam um destino criativo, talvez um cabideiro.

O baldão foi resgatado num depósito de sucatas e é multiuso desde que chegou aqui. Além de abrigar a orquídea da terra, também faz bonito como balde de gelo nos churrascos ao ar livre.



O cesto velhinho, já sem uso, agora enfeita a parede como toda mandala sabe tão bem fazer. E a estrelinha? A estrelinha é para a Nana, do Manga com Pimenta, que salvou o Amém do danado do malware, responsável pelos tantos novos cabelos brancos nessa semana. Obrigada, querida!

Um final de semana bem criativo, cheinho de ideias que "descem redondas". Amém.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Atendendo ao chamado da primavera, eu tô voltando

"A primavera me pediu para abraçar sua rara e delicada flor. É uma orquídea, uma açucena ou um perfumado jasmim? É uma fada disfarçada que faz perdurar a alegria de saber que existe gente meio flor." (Marli Blankenheim)
Divido com vocês a mensagem da amiga poeta, terapeuta, profunda conhecedora das palavras e da alma humana, uma das melhores pessoas que tenho a graça de ter por perto. Mal sabia eu que o sinal do celular que me acordou hoje cedo acordaria também o reconhecimento da beleza, às vezes camuflado quando se anda às voltas com as voltas que a vida dá.
A todos que aqui passaram nesse mês de recolhimento e deixaram demonstrações de carinho e amizade, minha gratidão. O tempo é atípico, a rotina mudou, temos minha mãe agora conosco e todos os olhos e sentidos dedicados a sua recuperação e bem-estar. Mesmo quietinha, tenham certeza, a companhia de vocês é um afago que me faz muito bem. Vou voltando devagarinho, acomodando as horas, recuperando a inspiração, combinado?
Abraço colorido e perfumado, querida gente meio flor. Uma linda primavera pra todos nós! Amém.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

São Francisco no Sexta de ideias (6)

Lembram da imagem que a comadre me trouxe de Assisi? Lembro que ela justificou o presentinho, dizendo saber que não sou desse tipo de religiosidade, mas que escolhera a lembrança por ter pensado em mim lá no seu santuário. Interrompi logo suas desculpas apaixonada pela criaturinha vinda de tão longe. Passaram-se meses e São Francisco continuava aqui ao meu lado, no meio da bagunça da mesa de craftices, note, livros... Olhava pra ele e entendia que quase sempre demoro mesmo para encontrar o lugar de cada personagem, de cada peça que chega para fazer parte do cenário da casa. Mas também reconhecia o mal-estar que a desordem sempre acaba causando nos bagunceiros, e apesar de curtir a companhia próxima de Francisco, resolvi buscar um habitat mais justo para ele. Sem nenhuma inovação, pensei num oratório pequeninho, de acordo com seu tamanho, e logo encontrei a estrutura numa caixa de sabonete. Com estilete, recortei a "vitrine".
E na parte retirada, desenhei e cortei a moldura superior.
Forrei com tecido.

Cobri a caixinha com tecidinho de outra estampa, miúdo também.

Depois de coladas e secas as partes, fiz uns fricotes com fita e florzinhas recortadas de renda.
E lá foi São Francisco pra sua casa nova, morar na parede já bem habitada da sala. Fim da novela? Eu também acreditava que sim, até a ida ao supermercado no início da semana. Olhos arregalados com a superpromoção de bonsais, a 5 reais, voltei pra casa faceirinha com uma miniatura de cipreste. Por este preço camarada, dá até para correr o risco da frustração se ele não vingar, como já aconteceu outras vezes - me convenci rapidinho. E começou outro caça ao melhor lugar, agora para a arvorezinha. Provisoriamente (a desculpa é sempre essa, e o provisório quase vira permanente), coloquei a miniatura na mesinha de canto, onde à tarde entra o Sol. Ontem, assim que bati o olho no bonsai iluminado, tive o estalo aquele que faz a gente mudar o rumo das histórias, e corri para libertar São Francisco de sua vitrine apertada.
Levei-o para junto da natureza, onde sempre foi e será seu lugar.

E na companhia do passarinho, que voou de um outro cenário em miniatura...

... por enquanto, e se ele ajudar, por um bom tempo, tenho agora um santuário que me convence.

Me sinto realmente protegida cada vez que namoro a cena de longe, pela graça das pequenas dimensões e pela sincronia que trouxe São Francisco nesse momento em que a vida me confirma que a simplicidade, não necessariamente franciscana, abre portas para tantos tesouros.
E como a busca por ela parece ter virado mania, a novela também não fica nesse capítulo. A embalagem, com esse recorte tão lindinho, inspirou novo projeto e já está em adiantado processo de transformação. É a ideia da próxima Sexta. Espero vocês, e as meninas "comandadas" pela Cris também.

Ah, o cobre-jarra de uma dessas Sextas já está morando em solo carioca, com uma amiga que muito me honra por me chamar de "sorrizão", desde esse nosso encontro aqui, a querida Cecília, do Quilts são Eternos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais crochê no Sexta de ideias (5)



O crochê vem sendo uma tábua de salvação nesses meses de pouco tempo, pouca inspiração e pouco sossego, itens tão indispensáveis para as manualidades. Com a sacola companheira carregada de lãs e agulha a tiracolo, as salas de espera, os intervalinhos entre um cuidado e outro com a mãe, os recreios rendem pequenas confecções que nascem meio sem destino, numa quase compulsão. Então, para esta Sexta, projeto que também ajuda e muito na motivação (obrigada, Cris), as florzinhas e folhas que já coloriram guirlandas na Páscoa se reuniram em galhos secos, ideia encontrada em perambulações pelo mundo virtual das artesanias, onde ando mais quietinha, sem muito comentar. Que as amigas me perdoem.

Como na semana passada, o projeto requer o básico do crochê e permite infinitas variações. Os círculos, com duas ou mais cores em ponto baixo, fazem bonito como flor estilizada.
As folhinhas começam e terminam com ponto baixo entre os pontos altos. Faço tudo "no olho", mas neste endereço tem PAP bem explicadinho. E neste aqui, vários vídeos para crochetar flores de muitas formas.

Monte o arranjo colocando as florzinhas e folhas em um galho, aproveitando as pontas para fixá-las, sem precisar nem de cola. E tá prontinho o vaso com suas flores perenes pra enfeitar um cantinho da casa, enquanto esperamos, ansiosos, pelas cores da primavera.

E pra fazer um suspensezinho, o cobre-jarra da última Sexta pegou o rumo da estrada para presentear uma querida crafter que conheci por aqui e ao vivo. Semana que vem conto onde ele foi morar.

Beijos azuis, de paz e carinho a todos!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sexta de ideias (4)



Com o friozão que faz aqui, suco não é lá muito convidativo, bem ao contrário do café, chá e chimarrão, para os gaúchos mais autênticos do que eu, companheiros nesse inverno histórico. Mesmo assim, desde que vi essa sugestão dada pela Susi, amiga querida que faz do Copy & Paste uma vitrine rica de inspiração, me agarrei à ideia de criar algo parecido. Então, com bolinhas e correntinhas nasceu o cobre-jarra, ou cobre-copo.
Mesmo quem domina só o beabá do crochê tem condições de reproduzi-lo, tamanha a facilidade. Corte um círculo de tecido de mais ou menos 20cm de diâmetro, faça uma bainha estreitinha e cubra com pontos baixos bem próximos. Depois, siga com carreiras de correntinhas, com 6 a 7 laçadas, com cores "combinativas". Para arrematar com graça, prenda bolinhas com miçangas .
O cobertorzinho é versátil...
... e pode ser usado também como guardanapo.
Fica aí a contribuição para essa Sexta de Ideias, proposta da Cris queridona, aberta a quem quiser entrar. Abraço bem grande a todos! (Perdoem a falta de luz nas fotos, registro da semana cinzenta daqui.)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sexta de ideias (3)


O velho e sempre charmoso carimbo de batata, outra produçãozinha publicada no Sininho, faz o convite para reunir a criançada numa mesa de bagunça bem gostosa. Você também pode usar na decoração de papeis para pacotes, cartões, envelopes e até mesmo em tecidos e paredes, com tinta adequada, o que quero muito experimentar (e daí mostro pra vocês).

Usei cortadores pequenos de biscoito. As fotos relembram os passos que lembram a infância.













Não fica um amor?

As outras meninas do Sexta também mostram ideias bacanas hoje, aqui e aqui. Inspirem-se! Amém.