Dias fechados os últimos por aqui, mas o perfume das laranjeiras do quintal que se espraia casa adentro é animador. A primavera se insinua, doce, provocando vontades adormecidas, devolvendo cores intensas à natureza e, aos humanos, uma aura de esperança, mesmo que velada ou inconsciente. Será Perséfone bailando na sua volta à luz, estendendo a mão a nos convidar para entrar na dança? Sigo outros passos, mas também ritualísticos, afinal, acredito que tudo em que se põe a mão com atenção e intenção tem lá seu pezinho na magia. E a magia nesse final de agosto tem sido a de alegrar também a casa, meio emburrada depois de meses hibernando. Então, uma das providências foi recauchutar o penduricalho de vasinhos do banheiro, trocando a fita e as flores. Seu aspecto desbotado e empoeirado há tempos incomodava, mas gosto por demais dele para passá-lo adiante. Aproveitei o desmonte e a nova montagem para fotografar e mostrar aqui sua "logística".
Usei 4 vasos de cerâmica bem pequenos, mas a ideia pode ser adaptada para modelos um pouco maiores. Cortei um pedaço de fita, dei dois nós na ponta e passei uma conta grande, maior do que o furinho do vaso.
Repeti o nó e a pedrinha, deixando uma boa distância entre um vasinho e outro, cuidando para que o espaço fosse o mesmo.
Colei florzinhas que sequei em casa, como sempre-vivas, lavandas, hortênsias trazidas da serra, até umas miúdas e redondas como pompom que enfeitaram a mesa nesse jantarzinho histórico aqui.
E assim que voltaram ao seu posto ao lado do espelho, vejam só quem veio lhes fazer companhia?
A kokeshi-pinça, presente fofo da amiga Jane, que com jeitinho de deusa sapeca contribui junto com o móbile repaginado para renovar o astral da peça (e o da sua dona, bonequeira por natureza, também). Uma sexta-feira aquecida de belos projetos para o fim de semana a todos!





