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sábado, 2 de outubro de 2010

Meninas que amam muffins

Seguindo o roteiro de aproveitar ao máximo a safra dos morangos, depois de camuflá-los com brigadeiro na sexta-feira, ontem preparei outra surpresinha, dessa vez em forma de muffins. E enquanto misturava a massa, fui lembrando de outros links da receita e me deliciando com esse passa-passa que a rede de amigos nos oferece.
A primeira vez que namorei os bolinhos foi na "casa" da
Ana Sinhana, neste post aqui. (Passa lá para buscar os ingredientes e modo de fazer.) Tempos depois, encontrei uma bandeja deles na cozinha de outra amiga querida. Laély usou cerejas, e os bolinhos ficaram um charme, com o cabinho à vista. Espie aqui.
Ana foi de blueberries, frutinha que encontramos mais facilmente por aqui no verão. Mas como o objetivo é usar e abusar dos moranguinhos, coloquei um em cada muffin, não sem antes passar na farinha de trigo, para se manterem inteiros.
Depois de assados, polvilhei com açúcar de confeiteiro, e eles ficaram assim, nevados.
Ainda morninho, cortei um deles ao meio, ansiosa para ver o resultado da surpresa. Foi só o tempo de fotografar para abocanhar e me derreter de paixão pela textura da massa e sabor da combinação com a fruta transformada quase numa geleia.
Para a "produção" das fotos, saí à cata de um guardanapo, e eis que lembro de um joguinho americano com uma estampa de mandalas-flores que me remeteu direto às criações belíssimas da Ana, como as carteiras mostradas no seu último post.
E indo um pouquinho adiante no passa-passará, logo ali na sala encontro um outro encontro do trio. O gato preto (contraponto do Bibi, meu gato de verdade), que em junho ganhou a companhia de um mascotinho, produzido pela Ana e trazido de presente pela Laély.
O pequeno logo pousou na borboleta, enquanto o amigo no chão o observa e tenta alcançá-lo, num espetáculo sem fim. A imagem me faz bem, me fala das histórias que se entrelaçam, que se complementam, que se sustentam, talvez, por um único fio, aquele que trama esperança com afeto.

A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar
...
(O Bêbado e A Equilibrista , composição de João Bosco e Aldir Blanc)
Se pegar carona nesse passa-passa, nos mostre seu capítulo nessa história e seus bolinhos, combinado?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Afin(idades)

(Bibi, em duplo estado de graça: pelo cafuné e pelo prêmio no Eu Vi Bichos)

Nesse mundo paralelo que é a blogosfera, os encontros significativos sempre me remetem a cenas de pescarias, como em desenho animado ou gibis. Estamos nós quietinhos no nosso canto do micro, fazendo do mouse um anzol, às vezes com isca gorda (posts incrementados), às vezes com uma pobre minhoquinha (posts apressados, minguados), compenetrados nas águas desse rio farto, quando de repente puxamos um peixe. Se ele prende a atenção, vamos atrás para conhecê-lo melhor, e se a boa impressão fica, resolvemos segui-lo assim que o devolvemos a sua casa. E passamos a nos encontrar sempre que ele dá um bote sobre a água anunciando novidades. Com o passar de algum tempo, nos acostumamos de tal maneira a acompanhar as notícias de alguns ou muitos peixinhos que caíram nas nossas graças, que quando nos damos por conta, formamos um cardume! Um cardume excepcional, com peixes de diferentes espécies. Como se acharam, como se reuniram? - pensariam os que não circulam por aqui. E os peixes-pescadores são unânimes e rápidos na resposta: ora, pelas afinidades!
Afinamos distâncias, costumes, gostos, idades, facilmente, movidos pelas preciosas afinidades.
Então hoje, quando o peixinho mais novo do meu cardume avisou que eu ganhara a promoção do seu blog -a foto do seu animal de estimação - a palavra pulou na minha frente: afin(idades)! Vicente Carpinejar, 7 anos, que conheci na barriga da sua mãe, colega querida de muitos anos, e que recebeu esse nome inspirado no meu Vicente, tem a poesia no DNA e brinca com as palavras com a desenvoltura de um peixe de olhar atento e sensível ao cotidiano de suas águas. Não escorrega em nenhum momento nas obviedades que facilmente caímos quando falamos de animais, e seu blog, Eu Vi Bichos, é um deleite para quem valoriza os processos criativos. Quer pescá-lo também, se lambuzar de poesia e conhecer a história do nosso Bibi? Clica aqui e boa pescaria!
E falando em animais, acho que eu vi dois bichanos brincando com seus gatinhos, um aqui, outro lá, na Sala da Laély! Porque as afinidades também passam, e como, por esses amores arrebatados, o cardume das blogueiras que adoram gatos (mesmo que sejam de mentirinha, como os da Ana Sinhana, mas não menos encantadores) é um espetáculo à parte, com ronrons como trilha sonora, estofados detonados pelo afiar de unhas como cenário e muitos olhos derramados de ternura do público da casa ...
Bibi e Pingo, com seus mascotes, provam que o valor das afinidades é assim... terno e imensurável.