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domingo, 2 de junho de 2013

Um "acampamento" 5 estrelas

Por muitos anos namorei a proposta audaciosa desse lugar que se pode dizer único com U maiúsculo. Na semana passada, pisei  finalmente nesse sonho como uma princesa que se dá de presente de aniversário um pacote de muitas coisas que tocam sininhos na sua alma. 
O Parador Casa da Montanha é um verdadeiro combo de alegrias para quem ama o frio, a serra, o clima campeiro e barracas!
Sim, as acomodações da pousada são em barracas! Mas barracas com confortos que toda minha experiência de campista de anos não imaginaria, num cenário de tirar o fôlego.
Com isolamento térmico e decoradas com extremo bom gosto...
delicadezas nos tons, formas, no perfume do difusor, na música suave presente em todas as acomodações que não chega a prejudicar o deleite do barulhinho bom do rio.
Imaginem um lugar encantador em cada recanto mesmo sem a presença do sol nos dois dias que estivemos lá. Imaginem  a companhia de um livro nesse cantinho inspirador...
ou nessa cama...
quase dentro da paisagem...
com direito à hidromassagem.
A pousada oferece duas modalidades de acomodação: as barracas suítes, onde ficamos, e luxo, menores, como esta acima.
As temperaturas baixas atraem turistas de todos os cantos à região famosa pelos canyons.
E eles dão nome às barracas, assim como animais dos Campos de Cima da Serra.
Um lugar pra descansar os olhos nos seus horizontes muito amplos, estender o descanso por todo corpo e pela alma, conhecer "toda a paz que houver nesse mundo". 
O fogo de chão...
à beira do rio...
o entardecer silencioso...
o aconchego dos ambientes...
o pequeno SPA...

o calor da lareira...
o jantar reservado...
o bolo-surpresa... 
Guardei tudo em papel de seda como uma bênção do Pai do Céu.
Que a idade nova, que estreou com capítulos tão bonitos, carregue em si muito do que preciso para seguir perseguindo sonhos e dando conta da realidade. Amém.
P. S. - Aqui você encontra todas as informações se quiser conhecer também esse paraíso.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Outros achados em Garopaba

Como prometido no post de ontem, vamos seguir no garimpo pelas ruas, algumas bucólicas, de Garopaba. Para quem está chegando agora, clicando aqui você vai ao começo desse passeio. Para as meninas que se entusiasmaram com os achados e se perderam na minha situação geográfica, a amarga realidade (rs): voltamos de Santa Catarina ontem, e neste momento, o panelão escaldante do Vale do Sinos (RS) chia. Aff!
Voltemos então rapidinho, ao menos pelas imagens, ao paraíso!
Gosto muito desta casa, e sempre dou uma paradinha, como manda a placa (rs), para namorá-la. Casas me fisgam em qualquer escala, e assim como a Regina, do lindo blog Casa de Retalhos, sou obcecada por elas em miniaturas, em todos os estilos.
Imaginem então meu encantamento na frente desta luminária, com direito à cortina de bolinhas...
... e desta outra, uma casa de orações, réplica da Igreja Matriz, na ponta sul da praia que preserva o astral, o cotidiano e a história dos pescadores.
Como o dia anunciava mais chuva, a Feira de Verão foi a salvação para seguir explorando as maravilhas artesanais dos catarinenses, que há décadas respeito pela qualidade e originalidade. As casinhas, e outras peças bacanas de cerâmica, também estão expostas lá. Aqui, assim que coloquei o pé, sabia de antemão que a Susi, do Copy&Paste, fã incondicional do crochê, se sentaria para ver tudo com calma. Eu, perdi as palavras com o xale e, logo adiante, a voz, com o preço da peça em liquidação: 15 reais! Não é justo - me cobrava - com a mão na carteira. E a crocheteira só fazia aumentar minha culpa: Não paga nem a linha... - Eu sei, minha senhora, como sei! - murmurava com os olhos nas possibilidades. Fim da novela: ele veio comigo, mas provavelmente vai cobrir não meus ombros, mas o encosto da poltrona.
Só porque o Natal ficou logo ali atrás no calendário, resisti às muitas formas e formatos dos pequenos presépios temáticos dos bolivianos, sempre presentes com seu artesanato típico nas feiras aqui do sul. Sei que em dezembro lembrarei, e me arrependerei, mas...
Voltando à rua principal, a Flor de Vênus é sem dúvida a esquina mais encantadora aos meus sentidos. Extremo bom gosto somado a muita sensibilidade e pitadas generosas de ousadia só poderiam render um espaço que é cara e a alma da sua dona, a querida e talentosa Jane. Fico devendo para a próxima visita imagens das roupas artesanais, peças únicas belíssimas, carro-chefe da loja. Deixo a bolsa registrada como prova singela das minhas palavras.
Na outra vitrine, a maior delas, habitualmente dedicada a fadas e mandalas, este verão exibe esta ideia luminosa que muitas de nós já namorou pela net e que a criativa Jud ensina a fazer aqui. Várias lâmpadas foram transformadas em vasinhos, decoradas com glitter dimensional, pedrinhas, linhas, com efeito super delicado, perfeito para compor a cena junto com as criaturinhas aladas e as ¨bolachonas" de vidro. Sucesso reconhecido pelos veranistas que não se cansam de fazer um pit stop para admirar.
Bem ao lado, outras ideias luminosas na loja que produz suas próprias velas (e que, perdoem, esqueci o nome). Como já trabalhei com esse tipo de produção, dou um valor e tanto às peças bem-acabadas e criativas. Mas foi na calçada que parei mais tempo para olhar muitas vezes o expositor. Lembrei do pinheiro de sobras de madeira que fizemos aqui, e também deste endereço aqui, que "faz chover" com esse material.
Mas nem só de programas crafteiros se faz umas micro-férias gostosa. Outros achados também ficam para lembrar com ternura. Na pousadinha, uma menina felina demarcou seu território e ninguém ousou querer jogar xadrez e interromper sua soneca .
E os novos amigos (um deles mergulhando), todos com menos de 10 anos, dividiram muito na boa a hidro, os planos de verão, o papo solto e se ofereceram até a repartir a sobremesa, uma musse rápida de capuccino, que a mestre-cuquinha passou a receita com maior gosto.
Será que eles também se agitaram, meio eufóricos, para atravessar o túnel de Morro Alto? Na ida, o debut. Na volta, cliques e mais cliques para ilustrar o ditado tão batido, e tão verdadeiro: Quem procura, acha! Acha até a luzinha no fim do túnel!
Obrigada pela companhia, meninos parceiros de viagens de toda vida. Obrigada pela companhia, seguidores de fé do Amém. Que a gente continue juntos procurando e... achando! Amém!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Da terra da uva...

...trouxe pêssegos, graúdos e perfumados, comprados direto da fonte. As uvas, essas namorei de longe, na região de Bento Gonçalves, nos parreirais que cobrem morros e vales em imensos tapetes, em muitos tons de verde, onde vi nascer 2011. Praticamente toda a produção tem destino certo: as incontáveis vinícolas, que produzem os vinhos que tanto orgulham os gaúchos, e também o suco (adoro!) que abastecem grande parte do país.
Trabalhar a quatro mãos é sempre uma experiência rica, e foi assim que iniciei o ano das atividades na cozinha, o que considerei um bom presságio. Ao voltar do passeio, encontrei uma surpresa daquelas na geladeira: uma massa amanteigada de torta prontinha!, à espera de um belo recheio. Presente do filho, que viajara e não tivera tempo de concluir o projeto. Pus a mão (que exibia unhas vermelhas como raramente acontece e quase me roubam a identidade...rs) na massa e cobri o fundo e um pouco das bordas de uma fôrma de aro removível com ela. Levei ao forno em temperatura alta para pré-assar por 10 minutinhos.
Descasquei e fatiei 5 pêssegos polpudos e cobri a massa com eles.
Misturei 1 xícara de creme de leite fesco (nata) com a casca de meia laranja e levei ao fogo até ferver. Deixei paradinho por meia hora e coei. Bati 3 gemas com 3/4 de xícara de açúcar e uma pitada de sal e juntei à primeira mistura.
Derramei sobre os pêssegos.
Com cortadores de biscoito, recortei corações e estrelinhas com a sobra da massa e distribuí na fôrma. Reparem nos minúsculos pontinhos escuros na massa. São sementinhas de baunilha (de verdade...rs), um luxo que, depois que experimentamos, dói na alma voltar à essência de vidrinho.
Voltei ao forno, dessa vez em temperatura média, por cerca de 45 minutos.
E ficou assim...
... uma gostosura, casando o azedinho da fruta com a crocância da massa.
Para quem quiser cometer o mesmo pecado, encontrei a receita da massa num blog de confeitaria que confio muito, o Chocolatria, da doce Simone, neste endereço aqui. Aconselho a fazer a receita dobrada e a também experimentar sua versão, com recheio de maçãs, um clássico que nunca perde espaço para paladares delicados. Ah, e para garantir a autenticidade da nossa torta de pêssegos, vale investir numa fava de baunilha. Acredite, só o aroma já vale o investimento.
Que as parcerias que alimentam a vida com os melhores condimentos continuem presenteando a nós todos com boas surpresas. Amém!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Brinquedos, renas, desejos e neve!

Prosseguindo com nosso passeio na Aldeia do Papai Noel, em Gramado, RS, que começou aqui, a próxima parada é a Fábrica de Brinquedos.
Num grande pavilhão, é ali que o bom velhinho e seus ajudantes crafters de mãozinhas cheias trabalham o ano todo para dar conta de confeccionar os brinquedos e atender aos pedidos.
Sua assistente confere atenta a produção...
enquanto cada setor dá conta do seu recado.
Aqui, lembrei das amigas costureiras, que também já estão com suas bancadas abarrotadas de encomendas para o Natal, não é Lu , Ana e Beti?
Mas Papai Noel também põe a mão na massa e como chef de cozinha não deixa por menos e faz bonito.
Mais adiante, meus olhos brilham em dobro...
pelas casinhas minuciosamente decoradas.
A história dos enfeites natalinos traz orgulho aos gaúchos e a fábrica exibe com destaque...
a primeira máquina de bolas de Natal.
À noite, a Aldeia ganha o brilho de milhares de luzinhas, e durante o dia, a vista do Vale do Quilombo, ao fundo, é um espetáculo à parte.
Voltamos a pé para a carona que nos aguardava...
mas o trajeto também pode ser feito de um jeito ultra-moderno, neste metrô aéreo:
Bem acomodados no trenzinho...
a volta reserva fortes emoções...
E aí estão elas, em horário de preguiça...
ao vivo e em cores, como nas ilustrações.
Logo em frente, nosso gentil motorista faz mais uma pausa e a cena, tocante, remete a um ritual budista. Nas plaquinhas de madeira recebidas na entrada do parque, escreve-se rapidamente pedidos, e lá vai o marido, aniversariante do dia, levá-las para se juntar às centenas de desejos ali depositados. Que a força dessa natureza pulsante diga amém à saúde nossa e de todos a quem amamos que pedimos com fé revigorada.

Na casa dos ursos, uma lojinha para testar o controle de consumo (rs)...
e ao lado, no museu de brinquedos, raridades de várias décadas, lindíssimas...
como as loucinhas que me levaram de volta à casa da madrinha, dona de uma coleção que ainda hoje lembro com detalhes e saudade.


E na reta final, hora da folia...no banho de neve de mentirinha, uma divertida provinha de faz-de-conta que só faz aumentar o desejo de conhecer uma paisagem nevada de verdade.
E o recadinho do Papai Noel, um pra mim, outro para vocês, queridos amigos:

"É época oportuna para escutar nosso coração e principalmente ouvir o que nos diz o coração de quem está ao nosso lado."

Amém!

O Amém está no blog do Papai Noel, recheado de notícias sobre o Natal na Aldeia e em Gramado, um lindo presente que vocês podem conferir aqui.