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sábado, 27 de julho de 2013

Merchandising doméstico


Cada um com seus apaixonamentos. Essa é a regra da casa onde as coisas e coisinhas da cozinha são predominantes, sem entrar no universo dos materiais crafts, um capítulo realmente à parte. Utensílios, livros, revistas, apetrechos culinários sempre fizeram meus olhos brilharem de um jeito especial. O gosto foi herdado em potência nunca imaginada pelo filho, que fez dele sua profissão, e nessa realidade, mais coisas e coisinhas começaram a circular, até aquelas sempre desejadas de longe, com ares profissionais. São aros, fôrmas de diferentes tamanhos e formas, sem falar na minha coleção de cortadores de biscoito, um xodó. Mas como é da condição dos aficcionados, sempre tem algo na listinha do que se precisa muito(rs). Assim, na última semana, tive chilique quando me deparei com forminhas de silicone para cupcakes numa promoção do fermento Royal. Como não tinha recomendações muito positivas sobre as fôrmas desse material, me mantive há naos com o pé atrás, até porque não são baratas.
Bem, mas a tal promoção era chance de testá-las com custo muito atraente. Comprei um kit, 2 fermentos e 6 forminhas, por menos de 6 reais. Estreei com os melhores bolinhos de cenoura do mundo, e me rendi à facilidade do silicone de não precisar untar e desenformar num vapt-vupt.
Aprovadas, precisava de mais delas, em outras cores, para formar um arco-íris. E voltei ao súper e fiz um rancho de 6 potinhos de fermento que rendeu uma dúzia e meia de forminhas.
Recebi a cunhada, as sobrinhas e os sobrinhos-netos para um café nos dia seguinte com as belas bem recheadas de muffins de morango e pão caseiro, o hit da estação gelada na casa.
As visitas adoraram os quitutes e ganharam até lembrancinha na saída: 1 potinho de fermento. Rimos bastante do presentinho e já tive notícias que ele anda inspirando uma jovem confeiteira.
Enquanto isso, nosso bebezão recuperou-se de uma gripe braba, com direito a várias injeções (ô dó), explorando novas camas. A preferida, como todo felino autêntico, foi essa aí. Gato merengue encaixotou-se, branquinho como leite, e elegeu ali como o melhor lugar do mundo para se proteger da friagem danada dessa semana gaúcha.
Que os apaixonamentos nos rendam criatividade ilimitada e muitas pequenas grandes alegrias, sempre! Amém.

domingo, 26 de setembro de 2010

Arte e amigas em dois turnos deliciosos

O sábado foi tão bom, tão diferente, tão intenso, tão temperado de tantas coisas que me fazem tanto bem. Perdoem tantos "tãos" e "tantos", são reflexo da fartura na despensa dos prazeres reabastecida como estava mesmo precisando. Querem ver os mantimentos?

Manhã de mosaicos

No primeiro turno, juntamos nossos pedacinhos com a artista plástica Cláudia Sperb, no lançamento do seu livro lindo que mostra parte da sua trajetória com seus mosaicos gigantescos.

A possibilidade de brincar com os retalhinhos coloridos deu asas à imaginação e às horas. Logo (que pena) já era meio-dia. Metade de um dia planejado pela Jane, amiga da vida inteira.

Lado a lado, quietinhas como é difícil acontecer com duas tagarelas...
... o sábado começou ensolarado e colorido, como retrata a composição da amiga conectada à alegria da infância.
Conhecer de perto quem se admira de longe é momento-presente do Universo. Ganhar seu autógrafo, um registro que nos devolve a expressão da criança que fomos (minha pose de "bobinha feliz" é prova disso... rs).
Não deixe de conferir a grandiosidade do trabalho da Cláudia clicando neste caminho . Ele o levará a uma atmosfera fascinante (foto abaixo), onde a artista vive e compartilha suas expressões criativas reconhecidas pelo mundo afora.
(Uma amostrinha do que pretendo em breve ver ao vivo. Foto do seu site)


Tarde de rosas

E o roteiro com mulheres artistas e mulheres amigas emendou a manhã à tarde, na abertura da exposição Rosas de Primavera, da ceramista Simone Sgorla D'vieira, no Um Café, em Morro Reuter (RS).
Além das peças grandes, como os paineis com madeira de demolição, aramados e mandalas, as rosas também fazem bonito em objetos inusitados e utilitários. De encher os olhos, provocar suspiros profundos...
Se a manhã passou voando, a tarde não deixou por menos. Dizem que quando o tempo ganha velocidade acelerada é sinal que foram horas leves e bem vividas. Não poderia ser diferente na companhia tão agradável da amiga Carina. Nosso primeiro encontro real mais uma vez confirma que as afinidades que nos reúnem em tribos virtuais se estendem facilmente em um papo em volta de uma mesa, e garantem uma intimidade que quebra o gelo no primeiro olho no olho. Desfiamos assuntos do primeiro ao último minuto, em tamanha sintonia, que ninguém que nos observasse imaginaria que acabávamos de nos conhecer. De todos os pré-requisitos para uma relação, seja ela o tipo que for, a disposição para ouvir e falar está sempre no topo da minha lista. E quando o que se fala e o que se ouve é facilmente compreendido, as chances da "plantinha vingar" triplicam. O que dizer então quando se fala a mesma frase em coro? Ou quando o outro se adianta e diz o que acabávamos de pensar? É fruto colhido milagrosamente de uma sintonia finíssima. Tem presente mais bonito?
E quando esse presentão ainda traz um plus tão delicado quanto o presenteador, melhor ainda, produzido pelas suas mãos?
Afinadas também no paladar, já anoitecia no pé da serra quando nossos olhos pousaram na torta de maçã do Gustavo, o multitalentoso sócio do Um Café e da EcoArte. Que grande pecado seria não provar, ambas concordamos. Fechamento à altura das nossas cinco horinhas redondas de parceria e doce cumplicidade.
Que a arte e a amizade sigam ao nosso lado, dando um pezinho para ver o mundo por novos e surpreendentes ângulos. Amém!
Confira no Cacareco Chique o olhar da Carina sobre nosso encontro.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Abraçando Cecília forever

A filha Helena já tinha me dado a alegria do abraço real, depois de muitas trocas bloguísticas, e de dividir a mesa num jantarzinho inesquecível aqui em casa, junto com minha hóspede Laély, no início de junho. Ontem, no capítulo seguinte da nossa história recheada de sincronias, foi a vez de abraçar Cecília, a mãe. E a tarde emburrada e fria do Sul ganhou ares de festa que o coração reconhece quando não vê o tempo passar e o papo se desenrola macio como novelo de lã nas mãos das tricoteiras. Tal mãe, tal filha, as duas são mestras em quiltar tecidos, linguística e também assuntos para uma conversa colorida e harmoniosa, e assim foi nosso café na Villa D´Assisi, espaço bacana em São Leopoldo que reúne um combo de belas propostas: restaurante, livraria, escola de música, ambiente para exposições e shows de boa música, tudo isso ambientado numa casa de grande bom gosto.
Gosto bom experimentado pelas meninas nos doces e bebidas, como o "Brasileirinho", escolha certeira da carioca Cecília que não se intimidou com a baixa temperatura e optou por um café com sorvete. Não poderia me encolher, como gaúcha e entusiasta do inverno, e acompanhei o pedido da visita em outra versão: waffle quentinho com sorvete de creme
.

Mas antes disso, Edna, cunhada de Cecília, encarregou-se da trilha sonora do encontro no piano à disposição dos clientes. Despretensiosamente, nos presenteou com sua música e fez bonito.
Seguindo o tour pela Villa, na livraria mais uma sincronia aguardava Cecília bem à mão na estante que tem como atração os relógios mostrando as horas em diferentes partes do mundo: Tito Madi, citado por ela no post de chegada ao Rio Grande, que pode ser visto aqui.
Amizades que rapidamente criam intimidade é dádiva preciosa. Em pouco mais de uma hora estávamos tão à vontade que o papo passou também pelo banheiro, um show de estilo na Villa. Sabíamos que as meninas que nos acompanham também gostariam de conhecê-lo e, então, tratamos de clicar.
O amplo toalete da casa, que já foi moradia, manteve seu estilo anos 60 (ou seria 50?) e causa impacto. Um túnel do tempo com os azulejos contrastantes, almofadas, flores, bancada, todos na mesma paleta de cores (e seguindo o preto e rosa, a fotógrafa e sua bengala, com destaque para o colar com mandala: olha ele aí, Helena!), um ambiente totalmente "mulherzinha" que nos faz sentir divas em um camarim.
Menos diva, mas com um outro glamour embalando a aura, o das boas experiências vividas, começo mais um dia gelado com direito a auto-retrato, com a alma e o peito aquecidos pelos pontinhos da Cecília.
Abençoados são os pontos de luz que nos agrupam nesse surpreendente patchwork das vidas que se encontram, forever.