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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Coroa na fôrma


Quase dou o bolo na amiga Cris nesta Sexta de Ideias, mas tirei a fôrma do armário ainda a tempo de participar com mais uma opção para decorar o ninho para o Natal com elementos que temos em casa. Gosto especialmente de dar novo destino aos utensílios da cozinha. Xícaras, pratos, canecas, cortadores de biscoito sempre rendem delicadezas quando agrupados a outros objetos, fitas, flores E assim foi rapidinho montar a coroa de advento na fôrma de bolo, linda por si só. A ideia veio de uma das "casinhas de boneca" mostradas pela vizinha Solange Fernandes. Primeiro, montei os "castiçais" colando as quatro velas no topo das pinhas. Usei cola quente. Amarrei um lacinho de fita mimosa na base de cada uma delas. Depois, foi só ajeitar alguns galhinhos de cipreste dentro da fôrma com água e dispor as velas.

A coroa chegou atrasada para o ritual de acender uma vela a cada domingo que antecede o Natal, por isso, não resisti em quebrar de vez o protocolo e ter toda a guirlanda iluminada para fotografar. Parece que só nesse momento o clima da festa, que sempre foi a mais bonita do ano para mim, se instalou na atmosfera aqui de casa. E só por isso já valeu tirar a ideia do arquivo.

A mesma fôrma, uma relíquia que sempre faz bonito na parede da cozinha, também brilhou no Natal passado. Emborcada, virou castiçal grandão, com os mesmos ciprestes e vela robusta.


Gosto, muito, das duas formas. Cada vez mais, gosto menos dos arranjos, bonecos e objetos de decoração natalina em profusão nas lojas e supermercados, a grande maioria, made in China. Tenho uma quase lei frente a isso: só são bem-vindos, quando presenteados. Aí ganham valor, o afetivo. Comprar, mesmo que o olho brilhe por instante por alguma peça mais criativa, não compro não. Sei de antemão que são as singelas criações caseiras que realmente me fazem bem. E por falar nisso, a ideia desta Sexta da Cris tá imperdível. Não deixa de passar e ver a lindeza dos seus murais confeccionados com bandejas.

Se tirar as fôrmas do armário, não deixe de me contar e mostrar. Será uma alegria.

Até amanhã, com mais um capítulo da saga natalina. Amém.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Guirlanda "do limão, a limonada"



Nesta Sexta, duplo desafio: acompanhar as "gurias" sempre afiadas nas ideias crafteiras e seguir firme e forte na proposta de uma imagem por dia, melhor dizendo, um projetinho por dia, na contagem regressiva à espera do Natal.
E para animar um pouco as coisas por aqui, aí vai uma brincadeirinha: quem adivinha o material usado na confecção dessas rosas rubras? A charada tá no título: do limão, a limonada.
Na estrutura da guirlanda, arame enferrujado (adoro!) torcido e fita de um presente fofo que ganhei há tempos de uma arteira de primeira.
Mais uma chance! Abre a foto, olha bem de pertinho.

Descobriu? Pois é, confesso que muitas vezes torço o nariz para o fruto de invenções com materiais reciclados. Confesso também que meu preconceito primeiro dessa lista é com as garrafas plásticas, com poucas mas belas exceções. Exemplo disso é a decoração deslumbrante do Natal Luz, em Gramado, trabalho de profissionais primorosos na utilização das PETs.

Me rendi à embalagem metalizada das pastilhas de cálcio, companhia diária com sabor cítrico para a "manutenção do esqueleto" (rs), assim que a tira foi delineando pétalas. Daí foi só perder a resistência e experimentar o efeito enrolando as florzinhas. Gostei mais ou menos.
Depois de pintadas com tinta spray, comecei a levar fé no potencial das vermelhinhas.
E quando casei com as bolinhas, o arame amarronzado e a fita singela, disse amém ao novo rebento.
Tão bom perder um pouco da rigidez com as impressões preconcebidas, exercitar a flexibilidade, não é mesmo?
Que a disposição para fazer limonada docinha com os limões que a vida apresenta não nos abandone jamais. Que a gente siga suando a camiseta da criatividade com muito tônus resiliente. Amém!
Nota: as rosinhas podem ser feitas com papel metalizado das embalagens a vácuo, como as de café.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Magricelinha de papel e arame




Vi no Vem da Terra, sempre tão inspirador, que viu no Apartamento Alugado, e por tabela me apaixonei pelas criaturinhas confeccionadas com recortes de papelão e arame. Nasceu então uma irmã delas aqui, mas apesar de pertencer à mesma família, tem lá suas características próprias, resultado dos jeitinhos que vamos dando com o que temos à mão.

Peço perdão pela falta das fotos da "gestação" da magricela, mas nos blogs citados encontra-se o PAP bem completo.

Na falta de papel machê (técnica que ainda quero experimentar), enrolei uma bolota de papel higiênico e cobri com papel de embrulho, amassando, apertando, torcendo para dar a forma da cabeça. Pintei com tinta para artesanato. Nas adaptações, recortei o vestido em papelão, colei e, depois de pintado, costurei com linha de crochê. Fiz cabelo e detalhes com bolinhas de guardanapo de papel.


Em cima do coque da moça, prendi um coração de arame que serve para pendurá-la.

A borboleta que faz a diferença no modelito também foi recortada em guardanapo, colada e pintada e ganhou anteninhas de arame.

Botinhas de papel de guardanapo enrolado e um coração-bolsinha completam o visual fashion da magricelinha que foi morar na casa da comadre. Presente de aniversário para a melhor dinda desse mundo, maior apreciadora das invenções de moda dessa irmã emprestada que precisa, vez que outra, ir ao mundo da Lua e voltar cheia de ideias de criaturas que parecem mesmo de outro mundo. Um mundo tão livre de padrões massificados de beleza...

Falando em beleza, já imaginaram quantas figuras natalinas interessantes pode-se criar com esse material? E quanta curtição pode rolar com a criançada numa rodada de "mãozinhas em ação" para esperar o Natal?

Fica o convite: troque o embalado "made in China" pelo feito amorosamente em casa. As outras meninas da Sexta fazem coro com ideias lindinhas para brincar de ajudante de Papai Noel: aqui, aqui , aqui e aqui.

Divirtam-se! Amém.
Atualizando: a sempre "antenada" às tendências crafteiras Susi, do Copy e Paste, mostra hoje o trabalho supercriativo de uma "artista do papel" que faz maravilhas materializando personagens imaginários do universo infantil. Espie aqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cabideiro pra cozinha "nova"



Pra quem, assim como eu, gosta que se enrosca de por a mão em projetinhos simples, econômicos e de bom efeito e utilidade, fica a dica do cabideiro confeccionado com uma ripa de pinus e barrado de tecido. Dobrei e recortei gomos numa das pontas da tira de tecido. Depois, foi só colar com cola branca um pouquinho diluída em água, pincelando toda a área coberta para impermeabilizar. Antes disso, passamos Osmocolor na placa e fixamos os ganchos, comprados em loja de ferragens. Leia-se marido, irmão e eu nesse "nós", convocados pela minha inquietação (rs).
A madeira sobrou da cobertura de uma das paredes da cozinha, no projeto maior de "revitalização" do espaço, em espera desde dezembro passado. Como a vida ganhou outras prioridades e necessidades, deixamos os planos de remodelação dormindo. Talvez pela proximidade do Natal, e também pela urgência de envolver-me em qualquer mudança que gere entusiasmo, voltamos a acordar a vontade de criar um ambiente com cara nova na peça mais usada da casa. A mudança mais festejada ficou com os azulejos da década de 70 pintados, finalmente cobertos de amarelinho palha, cobrindo a estampa que mesmo uma fã pelo estilo vintage não aguentava mais conviver. Junto com outras e mais outras ideias "pendurativas", o cabideiro reina agora na parede numa espécie de vitrine de coisinhas que preciso ter ao alcance dos olhos e de outras, ao alcance das mãos.

Entre elas, esses tesouros, recheados de histórias, frutos da história de amizade com minha querida Lourdes e sua mãe, que contei aqui. O ralador ganhou status de amuleto assim que o presente chegou. Poderia ser diferente sabendo da sua origem? Pertenceu à sua avó Rosamunda (isso lá nos anos 30), que por osmose considero um pouco minha também, mesmo que não a tenha conhecido. E o pano de louça, pode uma criaturinha com mais de 90 anos continuar sua jornada crafter com tamanho esmero?

No próximo post, que espero não ficar tão pendurado no tempo como nas últimas semanas, mostro mais da cozinha "nova".

Agora passa lá na Cris e nas outras meninas prendadas da Sexta e alimente seu "bichinho carpinteiro".

Que a gente não esqueça, nunca, de perseguir as novidades, sejam elas do tamanho que forem. Amém.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estante vestida





Tenho o olho espichado pelos briques desde a época de montar a casa para casar, isso lá na década de 80, coisa que fazia muitos torcerem o nariz, afinal, comprar tudo novinho era o sonho da grande maioria das noivas. Mesmo assim, com teimosia própria de uma taurina, temperada por certa rebeldia riponga (rs), firmei algumas propostas consideradas indecentes para o gosto vigente: fico com a cama da avó do marido, seu baú também, o balcão da sogra, as poltronas preteridas pela prima... Não quero sofá, me serve melhor um colchão no chão. Também troco de bom grado as estantes moduladas, tão na moda naqueles tempos, por caixotes de maçã (aí o povo quase desmaiava...).


Conto isso com aquele gostinho de orgulho que a subversão à ordem costuma deixar na gente, mesmo que tenha sido uma coragem bobinha. Conto para dizer da alegria que me toma vendo hoje pelos blogs tantas meninas montando seus ninhos com propostas tão parecidas àquelas que me entusiasmaram (e continuam entusiasmando). Conto para recontar a mim mesma que, graças aos céus, o tempo não levou meu olhar garimpador, esse que me salva da necessidade de ter o que tantos sonham, o que tantos pagam alto demais considerando-se tão efêmera a alegria de determinadas aquisições. Mas longe, bem longe de mim, qualquer pretensão de discurso ao desapego, já que o preço baixo não determina um valor afetivo menor ao que me rodeia. O encantamento pelas minhas coisinhas, sejam elas de terceira mão ou zero bala, é igual, e também como taurina genuína, sou apegada a elas feito chiclete. Tanto, que algumas me acompanham nesses 30 anos e continuam recebendo meu olhar enamorado, como a nossa cama de ferro, que não troco e não vendo por nada.


Tudo isso para mostrar a última investida na tentativa de organizar a bagunça que tomou conta da casa desde a vinda da mãe para morar conosco. Na pressa, recolhemos para a área dos fundos todas as traquitanas, todos os livros e toooodo o material de craftices do quartinho "guarda-tudo", para acomodá-la. Os meses foram passando e a gente ajeitando as coisas aos poucos, tal qual a nova realidade da família. Maleiros abarrotados, armários idem, ainda faltava encontrar uma morada para aqueles livros que gostamos de ter à mão. Foi quando entrou em cena a pequena estante arrematada há quase um ano num brique pobrinho de opções. Bem detonada, na época serviria para o acalentado craft room, depois de uma bela repaginada. Como o sonho está em stand bye, arregaçamos as mangas para torná-la útil às necessidades atuais. E não é que a bichinha coube direitinho no vão do armário do quarto?! Aqui, um parêntese: o roupeiro parece mesmo conspirar a nosso favor, desde que chegou desmontado, vindo da sua primeira dona, minha amigona Lourdes. Conforme o irmão montava, crescia a expectativa pelo espaço para o ar-condicionado. A torcida foi ao delírio quando as paredes se encaixaram em volta do condicionador certinho, tão justo, que talvez nem um armário sob medida ficasse assim perfeito. Mais um trunfo em defesa da compra de usados na ponta da minha língua (rs). Peguei carona no entusiasmo do Bruno e na energia física dos seus 10 aninhos e, depois de pintarmos a estrutura, no segundo tempo fizemos a colagem dos retalhos de tecido de maneira bem livre, sem muito pensar, sem muito querer combinar.
Arrematei com barrinha de crochê feita pela mãe, um tesouro tamanha delicadeza!


Depois de ocupada, o fundo colorido foi desaparecendo, encoberto pelos livros.
Mas não faz mal, a cena do meu querido companheiro de aventuras crafteiras compenetrado na sua missão, essa vale por todas as horas mal sentada ao seu lado, pelas mãos grudentas de cola. Também pela frustração de não encontrado o tom certo da tinta e nem um jeito de disfarçar o antipático fio do ar-condicionado naquele cantinho quase perfeito que me lembra casa de praia dos veraneios da infância.
Valeu, Bruno! Valeu, Cris e companheiras dessas Sextas que põem fermento no bichinho grilo que ainda mora em mim (rs)! Até a próxima! Amém.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Entre meias e flores (roubadas e choradas)


A ideia foi roubada de tantos blogs que vi por aí desse reaproveitamento dos pares de meia desmantelados, aquela velha história do buraco negro que engole um pé de meia e deixa o outro à espera de um saci ou... de um vidrinho para ser coberto e virar vasinho charmoso, ou porta-lápis e guarda-pinceis fofos.

Veio muito a calhar nesta sexta e já nos 47 minutos do segundo tempo, me salvou de dar o bolo na Cris. Mais rápido, impossível.

Vista um pote de vidro com a meia e corte o calcanhar, deixando uma sobrinha. Costure para fazer o acabamento na parte debaixo do vidro. Em vidros cilíndricos, faça um franzido. Muitos têm uma reentrância na sua base
que permite ajeitar o arremate.

Depois de vestidos, os meus, um acinturado (de Nescafé) e outro magrinho (de azeitonas), ficaram assim:
Hora boa de ajeitar as flores, também roubadas, na fugida a Gramado no meio da semana. Da cidade das hortênsias, trouxe um buquê delas, apanhado na beira da estrada, onde os milhares de pés começam a florescer, preparando o caminho mais florido do Sul aos visitantes de todos os cantos do planeta que chegarão em breve para o Natal mais encantado.
Do meio da mata que abriga a pousada Chalets do Vale, um lindo lugar, diga-se de passagem (depois conto mais dessa paragem), veio essa espécie nativa com formas e tom tão únicos que roubaram meu olhar à distância.
No vasinho cor de rosa, belíssimas rosas vermelhas. Ainda que minhas preferidas sejam sempre as amarelas, essas me cativaram feito a do Pequeno Príncipe .
As robustas cachopas com 4 a 5 rosas graúdas, avistadas e "suspiradas" em alguns jardins divinos na subida da serra, foram motivo de uma romaria às floriculturas atrás de mudas. Sem notícias delas e frustrada com a possibilidade de voltar com as mãos vazias, mudei a tática. Na última parada, algumas roseiras lá no fundo reacenderam a esperança. Fui logo avisada que eram as últimas e não estavam à venda, serão matrizes de novos pezinhos no próximo maio, época de plantar e fazer mudas. Murchei e com olhar "pidão", quase implorei que vendessem então um galhinho. Funcionou: a florista continuou irredutível em não comercializar as beldades, mas estendeu-me um buquezinho como presente, e eu me desmanchei em agradecimentos. Presentou-me também com a promessa de que reservará as primeiras roseiras-bebês para mim, isso lá no mês do meu aniversário. Um presente anunciado que talvez ela não dimensione o valor. Fazendo pose, os dois bonitinhos no cenário ainda em andamento, projeto a 4 mãos com meu fiel companheiro de empreitadas, o sobrinho Bruno.
Prometo mostrar na próxima Sexta. Que Chronos diga amém!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Coca-Cola no prato!



Ontem, quando vi o rótulo comemorativo dos 125 anos da Coca-Cola (vício feio de confessar, eu sei), tive aqueles estalinhos de ideias crafteiras. - Essas imagens vintages são tão fofas, bem que poderiam ser utilizadas em algum projetinho. Mas são plásticas, eta material bem antipático... - confabulei com minha pequena inspiração. Não demorou e lembrei de uma técnica mostrada pela Cris, da Vila do Artesão, com colagem em pratos transparentes. Estava feito o roteiro para o experimento. Mas corre, Rosana, porque amanhã já é sexta, dia de bater o ponto com outra Cris muito arteira, a Isobe!

Foi o que fiz e me deixou faceira nesta manhã dividida entre recortes e colas, panelas e fogão, remédios e atenção à mãe. Então, com a experiência quentinha, saindo agorinha do forno, mostro os passos do prato que nasceu às pressas e ainda termina de secar na parede.
Recortei a imagem com bastante cuidado, já que o plástico rasga com facilidade.
Passei colagel para decoupage Daiara na frente...

e coloquei no verso do prato, centralizando e alisando para tirar as bolhinhas.

Risquei a circunferência em um tecido de algodão e recortei com 5 cm a mais, para garantir a cobertura total do prato (fundo, o único em casa à disposição).
Cobri toda a parte do fundo do prato com a cola e assentei o círculo de tecido. Alisei para colar uniforme e deixei secar. Depois, aparei o excesso de tecido com tesoura e reforcei a cola nas bordas.

A tal cola, que nunca experimentara, assim que seca fica bem transparente, aprovadíssima para o resultado e acabamento.
A técnica é fácil e rápida, e já me coço com as possibilidades tantas que permite. Temo pelo destino de pratinhos menores, herança da sogra, que acabo de lembrar estão no fundo armário .
Acredito que mesmo para quem não curte, gente saudável em quem deveria me espelhar (rs), o design dos produtos Coca-Cola é apaixonante. Minha paixão agora está ainda mais declarada, junto a outras na parede quase altar.

Que a energia criadora faça ninho aqui e aí! Amém.