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domingo, 29 de setembro de 2013

Gosto do passado de volta à mesa

Bem no meio de uma gripe histórica, batendo ponto por mais de 7 dias, me convenci que merecia um carinho doce e com o restinho de energia do meu corpo castigado pela tosse, fui folhear o caderno de receitas à procura de uma sobremesa fácil de preparar, na medida do meu pouco condicionamento. E o velho e aclamado "sorvetão" pulou das páginas carimbadas de dedos lambuzados para tantas memórias. Alguns sabores, confesso, tenho um certo receio de voltar a provar. É o medo de que o encantamento tenha se perdido pelos anos afora, mas dessa vez resolvi arriscar a trazer o passado de volta. Enquanto preparava a sobremesa da infância, lembrei dos Natais, aniversários, festas de final de ano, onde ele sempre marcava presença para minha alegria. E quando me perguntei como um doce que hoje passa quase batido pela criançada despertava tamanha alvoroço no paladar da gurizada, relembrei com clareza do quanto sorvete industrializado era artigo raro lá nos anos 60, 70. Tão raro, que ir à sorveteria na rua principal era um acontecimento dos mais esperados e festejados. Lembrei também dos carrinhos de picolé anunciados a quadras pela buzina estridente, dos pauzinhos com coleção de bandeirinhas tão almejadas, dos palitos premiados que faziam a gente devorar o picolé para ver se a sorte tinha dado as caras. Acabei me perguntando se a garotada de hoje terá lembranças gustativas tão prazerosas com essa gama infindável de ofertas de consumo sempre ao alcance da mão. Talvez suas melhores memórias passem pelo caminho inverso nessa rotina atual tão apressada. Recordem com saudade das gostosuras feitas em casa, em momentos únicos e raros, muito mais do que qualquer delícia propagandeada que o dinheiro pode comprar. Tomara que seja assim...
E o sorvetão? Não resisti e inventei uma moda na receita original, mas mantive a alma da delícia gelada. 
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
a mesma medida de leite
3 ovos
1 colher (sopa) de amido de milho
1 caixinha de creme de leite
biscoitos champanhe
geleia de morango
morangos e chantilly (para decorar)

Preparo:
Faça o creminho básico: leite condensado + leite + gemas + amido milho, em fogo baixo, mexendo até engrossar.
Passe rapidamente os biscoitos numa mistura de leite com chocolate em pó e acomode-os em pé nas paredes de uma fôrma de pudim.
Espalhe geleia de morango no fundo e, por cima, o creme.
Bata as claras em neve e acrescente o creme de leite. Despeje sobre o creme.
Feche a fôrma e leve ao freezer por algumas horas.
Desenforme na hora de servir, aquecendo rapidamente no fogo.
Decore com morangos e chantilly.
E voilá! O presente temperado de passado é mesmo um presentão, ops, um sorvetão! Bom domingo a todos. Amém.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Uma festa handmade (final)



Com quantos doces se monta uma mesa bem bonita? O cálculo levou em consideração o número de convidados e uma dose extra por conta da preferência escancarada da dona da festa por doçuras. Então, a lista com 100 pessoas (mais o plus) indicava mil doces, 850 produzidos pelo filho, namorado da formanda, e pequena equipe. Pareceu-me um número um tanto exagerado, mas quem sou eu para contestar dois profissionais da área (rs). Sim, a nora também se formou em Gastronomia e engrossou o time das panelas que circula na família. 
O cardápio montado pelos dois passou por um couvert com pães artesanais e pastas, creme de moranga e risoto servidos individualmente e o grand finale: os doces!  Mini mil-folhas, trufas... 
sagu  de vinho e creme em copinhos, brigadeiros de chocolate e de bergamota e coco, brownies, olhos de sogra.
Incorporei a boleira que fui e preparei um minibolo personalizado com direito à frigideira e colheres.
Reprisei os corações de brownie das lembrancinhas do aniversário da mãe e juntamos um cartãozinho com o retrato da moça bonita.
A mesa foi a menina dos olhos do salão, sem dúvida. E os mil doces? Fizeram a festa das formiguinhas e pouco sobrou.

Um brinde à doçura de todos os momentos dessa jornada festeira que ganhou forma e sabor por tantas mãos afinadas pelo entusiasmo. Um brinde à felicidade da querida formanda! Amém.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lembrancinhas com minibrownies para uma "menina-moça"



Esta semana comemoramos com muita, muita alegria os 82 aninhos de minha mãe. A espera e expectativa pela data de nossa menina-moça mais parecia de uma debutante dos anos 70, e quem diz que os dias passavam na velocidade que ela gostaria? As semanas se arrastaram, já que os telefonemas para convites começaram lá em junho. Mas, enfim, finalmente o dia 29 chegou e, com ele, a aniversariante que amanheceu com um sorrisão de dar gosto e assim se manteve ao longo das horas, recheadas de abraços e carinho de tantos.
Nos bastidores, essa filha fez tudo um pouco. Brincou de promoter, de decoradora, maquiadora, cabeleireira, fotógrafa, doceira... (rs) Uma delícia se dedicar a uma festa, quando tempos atrás, a dedicação era toda voltada a sua saúde, a sua recuperação.
Cada passo dessas últimas semanas foram motivo de agradecimento, e por isso tive a ideia de presentear os convidados com corações, afinal, todos eles participaram de alguma forma desse processo curativo, desde aqueles que estiveram ao lado nos momentos difíceis, àqueles que contribuíram com suas orações e boas intenções.
Comprei forminhas de alumínio em forma de coração, um mimo, e preparei brownie com receita certeira do Panelinha. Para quem quiser conferir, está aqui. Substituí o chocolate branco por nozes e assei rapidamente, não mais que 15 minutos, para ficarem bem úmidos.
E aí veio a melhor parte: embrulhar e enfeitar os presentinhos.
Acondicionei em saquinhos de celofane e fechei com fita mimosa e cartãozinho para o qual usei um molde pronto, arquivado há muito tempo e que se prestou como uma luva. Adicionei o texto e mandei imprimir e cortar.
Juntei uma colherzinha, já que o doce ficou com textura molinha.
As lembrancinhas fecharam com chave de diamante o encontro de tantos corações, alguns distantes há décadas, mas sempre unidos pelo afeto dos laços que nos mantêm fortes em todas épocas.
Reunir tantos que amamos numa só "cajadada", num espaço criativo e caloroso como o Villa D´Assisi, foi um elixir milagroso. A semana segue e as lembranças daqueles momentos continuam nos alimentando de felicidade.
Felicidade que aprendi a buscar com essa aniversariante faceira, guerreira, a quem dedico meus aplausos e rendo todas as homenagens, com todo meu coração.
Que o entusiasmo e a busca pelo bem-viver esteja sempre entre nós. Amém.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Domingo "colorex"


Numa arrumação no armário da cozinha na semana passada, reencontrei uma preciosidade lá no fundo: o prato de bolo Colorex herdado da sogra. Na época, torci o nariz pra ele, mas guardei, afinal, era um presente e provavelmente recheado de histórias de aniversários da família do marido. Na minha casa de menina também tínhamos um desses, que saía da prateleira em todas as festinhas para acomodar as tortas produzidas pela mãe, aquelas que acompanhávamos de perto os passos do preparo e aguávamos até a hora de saborear. 
Domingo meu prato antiguinho voltou à cena como cama de uma receita também vintage.  O Brigadeirão, que a  exemplo do Quindão, é barbada de fazer: aqui.
Antes disso, preparei o bolo de pêssego que Jamie Oliver chama de pudim, numa adaptação livre (rs) de outra adaptação, enfim, uma anarquia culinária que teve final feliz. Substituí os pêssegos in natura por pêssegos em calda que também estavam perdidos no armário. O resultado é um bolo de massa bem leve e úmida, perfeito tanto no chá ou café da tarde, como na sobremesa, nesse caso, melhor ainda se servido morninho com sorvete de creme. A receita está aqui.
Porque gosto que me enrosco de publicidade antiga, tão reveladora do modo de viver de cada época, ri muito quando reencontrei o slogan da Santa Marina para sua linha de louças:
"Se não for Colorex, não é Colorex".
Que não nos falte cor, sabor e bom humor. Amém.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pudim de claras e quindão: gostinho vintage

Algumas receitas parecem levar pó de pirlimpimpim tamanho o encantamento com o qual são recebidas quando chegam à mesa. Ícones da culinária que saem e voltam à moda, nos remetem a deslumbramentos da infância que nos faziam salivar, nos entusiasmam enquanto se prepara e nos inflam de empolgação quando finalmente vimos que deu tudo certo. 
Com os clássicos quindão e pudim de claras a coisa funciona assim, ao menos aqui em casa e na casa da comadre, para onde foi a dupla preparada no fim de semana. Olhinhos brilharam quando apareceram para fechar o almoço preparado pelos filhos e se juntaram ao hors concours sorvete de morango da anfitriã. 
Interessante que as duas receitas que causam tanto impacto, são facílimas de preparar, especialmente o quindão. Experimentei o da Rita Lobo, mas prefiro a minha versão:
Ingredientes:
5 ovos inteiros
5 gemas
400 g de açúcar
100 g de coco ralado (sem açúcar)
Bato tudo no liquidificador e coloco numa fôrma untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Levo ao forno em temperatura média até ficar corado. Desenformo ainda morno.
Já o pudim de claras estreou na minha cozinha após anos de namoro à distância. Confesso que não sou fã de carteirinha dele, mas também não deixo de gostar. Então, como o desperdício me incomoda, resolvi testar a receita do Panelinha (aqui), já que havia preparado o quindão da Rita e sobraram as 10 claras. 
A receita é descomplicada, só faltou avisar que a fôrma precisa ser grande porque o pudim cresce. Então, o topo grudou no teto do forno, levei um susto quando o tirei, mas acabou tudo bem, salvo o o fato do trabalho para remover a meleca grudada no fogão. Também reduzirei os ingredientes da calda pela metade da próxima vez.
Que os dias sejam doces e leves como o pudim de nuvem. Amém.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Minicestos com amendoim açucarado

Sou apaixonada pela cestaria indígena. Em nossa região, é comum encontrar índios kaingang, na maioria meninos e meninas (uma carinha mais linda que outra, numa rotina tão questionável pelos direitos das crianças), vendendo seu artesanato super colorido pelas ruas. Nessa época, a oferta fica ainda mais vistosa e irresistível e preciso fazer uma ginástica de autocontrole sempre que passo por eles.
(foto Delfim Martins)
Se resisto à compra, aproveito a inspiração para mais uma invenção com as casquinhas de ovos.  Substituo a palha por tirinhas de papel crepom bem torcido e vou colando na base, misturando cores.
Para uma bossa, uma trancinha fica lindo! 
As possibilidades são muitas para os enfeites e acabamentos. 
Dá pra fazer alcinhas, tampinhas, arabescos, flores...
Não vou mentir, precisa-se de uma boa dose de paciência, especialmente com a meleca da cola. Mas, rendam-se: o resultado compensa, não?
Prontinhos, para rechear também temos várias opções: M&M´s, jujubas, balinhas, mas os meus, não penso nem meia vez,  amendoins açucarados, sempre!! A maior perdição da Páscoa, troco chocolate por um bom punhado deles, sempre! Por isso,  testei várias receitas até chegar nesta com aquele "pulo do gato" que faz toda a diferença.

1/2 kg de amendoim cru (com casca)
3 xícaras de açúcar
1/2 xícara de café forte
1 colher (sopa) de chocolate em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de fermento em pó

Misture todos os ingredientes numa panela grande e funda.
Leve ao fogo e quando a calda começar a engrossar, mexa até secar.
Retire do fogo e despeje numa assadeira untada.
O "segredinho" para ficar bem crocante: coloque no forno médio por 15 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar.
Espere esfriar e guarde em pote bem fechado. 
Que dar forma ao que nos encanta seja um exercício de prazer incorporado a nossa rotina como talismã contra as chatices. Amém.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Bombas e palmas para brindar a primavera

Confesso, já ouvindo a vaia ao fundo, que a primavera não é minha estação queridinha. Perde de longe para o outono, que anuncia o inverno, por quem morro de amores, mostrando o quanto sou gaúcha de corpo e alma (rs). Mas gosto muito da troca das estações que vai marcando o andar do tempo e os milagres da natureza. Da primavera, curto essa motivação que ela gera no coletivo, como uma onda que devolve a alegria infantil pela promessa de dias mais intensos em cor, luz, aromas. Tenho a impressão que se propuséssemos aos adultos desenhar a estação mais amada e marqueteada, teríamos uma coleção das clássicas cenas da casinha rodeada de flores, os dois morros no horizonte e o sol nascendo atrás deles. E só por isso ela merece mesmo ser saudada com honras de gala.
Por uma conjunção, talvez astral, a entrada da primavera foi marcada com dois rituais singelos com a cara da estação, registros lá de trás que me trazem sensações muito boas.
Morangos encontra-se atualmente em qualquer época do ano, mas quando era menina, só davam o ar de sua graça lá pelo final de setembro. Que festa quando o verdureiro estacionava sua camionete e avistávamos de longe as caixinhas de papelão recheadas das frutinhas mais esperadas! Miúdos, vermelhinhos por fora e por dentro, doces, colhidos no pátio da figura grandona, folclórica, nos proporcionavam o melhor lanche da tarde. Batidos com leite bem gelado, parecia milk-shake com aquela espuminha cor-de-rosa,  coisa só namorada em revistas. Fico tão entusiasmada quando chega a sua safra, que a sou a primeira a comprar os kits com 3, 4 bandejinhas dos meninos que vendem nas sinaleiras. E me sinto realmente rica com tamanha fartura.
Então, munida dessa riqueza, vem a segunda parte bem boa da história: sair à cata do que fazer com eles. E foi nessa procura por uma receita diferente das sempre certeiras, mas já batidas, que não sei de onde lembrei das bombas, outro ícone da cozinha imaginária da minha infância. Em dias bem raros, tínhamos o deleite de fazer o melhor programa que a cidade oferecia em termos de doces. Nos produzíamos com a roupa mais bonita para lanchar na Confeitaria Central. Ainda sinto lá no fundinho da memória o cheiro delicioso que recepcionava os fregueses já na calçada. Uma mistura de doces assando e salgados fresquinhos, aliás, esse era o maior trunfo do point tradicional: tudo feito no dia, tenro, com ingredientes de primeira e, sem dúvida, mãos de fadas que trabalhavam longe dos olhos da freguesia. Sonhava conhecer aquela cozinha, descobrir seus segredos...
Mais tarde, o programa se repetiu como primeira escolha do filho menino. As segundas-feiras eram sagradas para o passeio com a vó Lili, dia de folga das cabeleireiras, e o destino foi aprendido desde o carrinho de bebê. Muito conflito na hora de fazer o pedido na frente do balcão recheado de tantas gostosuras, mas pra não me arrepender, acabava na "bomba" de chocolate, e o filho seguia o exemplo. Não me arrependo até hoje: as melhores bombas do mundo dividindo o ranking com as melhores mil-folhas! A confeitaria fechou, deixou saudade em muitos, quem sabe contribuiu na escolha profissional daquele menino que adorava suas gostosuras e voltou a ganhar vida nas horas da semana passada em que passamos perseguindo a receita das bombas, mais conhecidas fora daqui por carolinas. Depois da primeira experiência mal-sucedida, o outro menino que hoje me acompanha nos programas gastronômicos me convenceu a arregaçar as mangas e começar tudo de novo. E, dessa vez, deu certo! A receita é esta aqui , super aprovada. Só inventamos no recheio, acrescentando, é claro, morangos.
A massa tem um quezinho mágico: cresce, estufa, forma bolhas por dentro e as bombinhas ficam ocas, perfeitas para receberem o creme e as frutinhas. Bastante recheio é a dica para ficarem bem molhadinhas, seguida à risca pelo sobrinho. E pra finalizar, fios de glacê de chocolate (açúcar de confeiteiro, chocolate em pó e pinguinhos de leite).
Na cozinha, olho para os doces tão bem casados com o prato de vidro, herança da sogra, e as palmas (gladíolos) cor de laranja que há tantos anos não via, compradas aos suspiros na subida da serra. E enquanto tento capturar a atmosfera "anos dourados" desse momento com minha "xereta", vou confirmando um parágrafo do livro da hora: "Feng Shui para a Alma", de Denise Linn.
"Nossa casa também é uma crônica da nossa história pessoal. Nossas experiências formam uma base que confere estrutura e contexto à nossa vida. É pelo passado que nos definimos. Nossa história é trazida para o presente através dos símbolos com os quais nos cercamos." 
Um viva à primavera por acordar um passado tão doce e colorido! Que sua missão seja compreendida por todos nós. Amém.

domingo, 16 de setembro de 2012

Cupcake de cenoura: gol na certa!


Andei às voltas com um pedido de receita para o encarte do Dia das Crianças de uma rede de supermercados daqui da região. A amigona, responsável pelo trabalho, encomendou um prato saudável para os pequenos, em que eles possam colocar a mão na massa junto. Depois de uma primeira tentativa frustrada com uma receita que não deu em nada, a não ser em sujeira na pia e a minha cara amarga com o resultado, resolvi reprisar a experiência com os bolinhos de cenoura da Ana Sinhana, super aprovados. Pensando na praticidade dos leitores do encarte, fiz pequenas alterações. É interessante como as afinidades também passam pela cozinha. E com a Ana é assim: se penso numa receita certeira, bato na cozinha dela. É batata! Gol na certa. Vale experimentar:

Massa:
1 1/2 xícara de açúcar mascavo (apertado na xícara na hora de medir)

3 ovos

3/4 xícara de óleo (de preferência de canola ou girassol)

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher (chá) de bicarbonato de sódio

1 colher (chá) de fermento em pó

1 colher (chá) de canela em pó

1/2 colher (chá) de gengibre ralado (opcional)

1/2 colher (chá) de sal

1 colher (chá) de extrato de baunilha 

3 cenouras raladas

2/3 xícara (chá) de nozes picadas

Forminhas de papel para cupcakes (usei tamanho grande e renderam 9 bolinhos)


Cobertura:
1 caixinha de cream cheese (Philadelphia)
3 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro

Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180°.
Coloque o açúcar, o óleo e os ovos numa tigela e bata com o fouet (batedor de arame) para agregar bem os ingredientes.

Aos poucos, misture a farinha, bicarbonato, fermento, canela, gengibre e sal peneirados juntos e acrescente a baunilha .

Por fim, misture a cenoura ralada e as nozes até incorporar bem.

Coloque as forminhas de papel dentro de fôrma para cupcakes ou de empadas e distribua a massa enchendo 3/4 delas.

Leve para assar na grade do meio do forno,  por cerca de 20 minutos, até dourar. 

Tire os bolinhos da fôrma e deixe esfriar antes de cobrir.

Para a cobertura, misture delicadamente o cream cheese e o açúcar de confeiteiro. Cubra usando uma colher e enfeite com confeitos.

*Se preferir, faça um bolo único assando a massa numa fôrma pequena.

Que as doçuras sejam atalho e desculpa para muitos encontros. Amém!

**Deu a louca no blogger e a postagem tá uma salada de fontes de letras. Desculpem a poluição.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bolo-brownie de chocolate e maçã

Para deixar o fim de semana mais gostoso, doce, criativo, uma receitinha diferente no fazer e no resultado, suave e harmônico.

Ingredientes:
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
1 colher (chá) de canela em pó
120g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 xícara de açúcar
3 ovos
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 maçã grande ralada
60g de chocolate meio amargo
1/2 xícara de nozes ou castanhas-do-pará picadinhas

Modo de fazer:
Peneire juntos a farinha, o fermento, o sal e a canela. Reserve.
Bata a manteiga e junte o açúcar aos poucos, sempre batendo (fiz manualmente).
Acrescente os ovos, um a um, e bata mais um pouco.
Misture a essência de baunilha.
Junte os ingredientes secos, pouco a pouco, agregando bem à massa.
Retire uma xícara da massa, coloque em outra vasilha e misture a maçã ralada.
À massa restante, junte o chocolate derretido em banho-maria, já frio, e as nozes ou castanhas.
Espalhe a metade da massa de chocolate numa assadeira pequena, untada. 
Cubra com a massa de maçã e, sobre ela, espalhe com cuidado a massa de chocolate restante.
Asse em forno com temperatura moderada durante 40 minutos.
Depois de frio, corte em tiras ou quadradinhos.
Uma delicadeza para o paladar! Porque a gente merece e precisa desses carinhos... Amém. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Quadradinhos de geleia


Friozão + vontade de acender o forno e comer uma coisinha boa = resgate dessas doçurinhas diferentes, meio bolo, meio biscoito. Lembrei delas ao ver o pote de geleia de figo, produzida com a fruta do pomar dos agricultores de numa das tendinhas que tanto gosto de visitar na beira da Br 116, em Morro Reuter. Intocado na geladeira, há semanas, merecia um destino digno. 
A receita é dos tempos em que produzia o material de culinária para o Jornal VS, aqui da região, onde trabalhei por mais de 20 anos como editora do caderno infantil, o Sininho. Lembro dessa história para os que são novos por aqui. OAssim e Assado era um desafio semanal que envolvia pesquisar, testar, fotografar e editar as páginas. Reunia numa só tacada habilidades que sempre me entusiasmaram: cozinhar, escrever, criar.

Foi nesse clima com uma pitada de saudosismo que arregacei as mangas (só um pouquinho pra não congelar...rs) para lembrar daqueles deliciosos movimentos "editoriais" na minha cozinha e agora brincar de "jornalar" com vocês. 
Quadradinhos de geleia
Ingredientes: 
1 1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar
1/2 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de canela em pó
125g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
1 ovo
1/4 de xícara de leite
1 xícara de geleia
açúcar de confeiteiro para polvilhar

Modo de fazer:
Numa tigela, peneire os ingredientes secos.
Acrescente a manteiga aos pedacinhos até que a mistura adquira uma consistência granulada. Adicione o ovo e o leite e misture bem.
Espalhe a metade da massa numa assadeira retangular pequena (20 x 30 cm), untada e enfarinhada. Cubra com a geleia e deixe a massa restante cair às colheradas sobre a geleia.
Asse em forno quente por aproximadamente 30 minutos.
Corte em quadradinhos e polvilhe açúcar de confeiteiro.

Tomara que provem e aprovem! Amém.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Maio e seus prazeres

Como tão bem declara minha amiga Anelise Bredow no seu calendário, "certos prazeres só se colhem com inocência. Ou espanto!". Não definiria melhor a impressão que tenho do mês de maio, das sensações suaves mas intensas que me traz a época onde o outono mostra sua beleza por inteiro. Lembro desse estado meio encantado ainda criança e agora, quanto mais coloco os dois pés na meia idade, maior fica minha preferência escancarada pela meia estação.
Maio me devolve uma certa inocência, e só por isso ele já mereceria ser meu "queridinho". Por medo de perdê-la, faço uma festa dentro de  mim quando alguma coisa no ar anuncia que aquela alegria genuína será despertada. Tão difícil descrever como esses pequenos estados de graça se desencadeiam, e a faxina que fazem nas áreas embaçadas por aflições, cansaço, desânimo. Quem cultiva-se inocente tem mais chance de manter a esperança agarradinha ao coração. E, só assim, acredito ser possível, vez que outra, ser tomado por relâmpagos de espanto, uma dádiva que nos devolve por instantes à criança pura e curiosa que fomos. Uma viagem rápida que enche o tanque de um misterioso entusiasmo e garante combustível para mais um bom trecho da estrada.
Capturei imagens de alguns desses momentos significativos, todos aqui  na rotina do meu reduto, onde me empenho (às vezes a reboque) a ser sentinela da vida que pulsa, a  despeito da mesmice que possa ser vista na superfície.
O jardim se renova na mesma intensidade da primavera. E entre os recém-renascidos, a arvorezinha que desconheço o nome exibe sua mágica: as flores desabrochadas bem branquinhas que mudam de cor conforme se fecham. Não sei o que é mais lindo, se a flor alva com seus pistilos amarelos, lembrando hibiscos, ou o botão fechadinho colorido de cor de rosa. Conhece, Fabiano?
Para meus sentidos, o ritual de preparar doce em calda é passaporte certo para pisar no território da ancestralidade. No caso da abóbora, a pergunta que acompanha o passo a passo é a mesma desde menina, quando via a mãe às voltas com a química da coisa: como alguém, algum dia, pensou em colocar cal para a casquinha ficar firme e o miolo macio? Salve o gênio dessa ideia crocante!
E não é que aqueles pezinhos quase esquecidos de crisântemos miúdos resolveram mostrar sua força?
Honrando o mês das noivas, casamento a vista! Vou levar esta mandala no cinto, bem exibida com a solução caseira bordada às pressas.
A ísis também quis se exibir na semana passada. Uma passadinha rápida de apenas um dia, mas de grande esplendor. E eu ali fotografando e dando serviço aos meus botões: e se ela vivesse por meses me causaria o mesmo frenesi? A possibilidade da perda iminente, em todos os reinos, sem dúvida potencializa a admiração, o afeto, a gratidão.
E maio é também mês pra dividir o soprar velinhas com o irmão também taurino, agora também cinquentão. Uma noite feliz por tantos motivos: pelo melhor irmão que a vida poderia ter me presenteado, pela comemoração no restaurante do filho, pela companhia tão desejada da nossa mãe... Uma curtição modelá-lo como um cartum.
E elas, os bandos, sem exagero, que me chamam para fora, que me tiram da toca e  hipnotizam com seus bailados, rasantes, pousos ... É sagrado, em dias ensolarados, que a melhor sobremesa é sentar quietinha no quintal e pegar carona nesses movimentos que tanto me dizem. A  única forma que sei meditar.
Que o cardápio de maio ainda reserve a todos nós outras belas surpresas! Amém.