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sábado, 28 de abril de 2012

Cadeirinha para uma princesa

Depois de uma longa pausa, na semana passada relembrei a delícia que é transformar uma cadeira em um troninho cheio de delicadezas para fazer feliz uma menininha.
Sua dinda, que ano passado presenteou a afilhada Maria  com esta cadeirinha em rosa, verde e laranja,  fez outra encomenda.

Hoje, contou-me por telefone que a princesa Martina fez uma performance cinematográfica quando ganhou seu presente personalizado. Depois de experimentar, arrastar pela casa, foi a vez de sentar suas bonecas no brinquedo novo, uma mamãe de um aninho já envolvida com suas filhotas.
O melhor desse trabalho é poder liberar geral. Todos os frufrus e fofurices nos materiais, cores, arremates são permitidos, desde que a harmonia seja a maior intenção, é claro.


 


Quando olho a peça pronta, o pensamento é recorrente: Como adoraria ter uma assim quando era menina... E, de uma certa maneira meio mágica, sinto que ao produzir o pequeno móvel presenteio também a garotinha que fui.
Que nossos olhos se permitam, vez que outra,  usar lentes cor de rosa. Amém.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Piquenique com farofa

Tivemos um feriado de encomenda, com céu gaúcho anil, contrariando o tempo fechado que normalmente faz nessa data. Exatamente como pedimos na véspera, enquanto preparávamos nosso piquenique, ritual que sempre entusiasma a campista nem tão adormecida que mora nas minhas melhores lembranças.

O sobrinho Bruno é parceirão também nesses projetos e, organizado, lista tarefas e vai-se encarregando de algumas, como preparar os muffins da Ana Sinhana, primeiro quitute escolhido para o passeio. Os bolinhos viraram mania em casa desde que os descobri e mostrei aqui. Dessa vez, Bruno conseguiu fazer a receita do início ao fim. Precisou apenas da minha orientação e da minha assistência orgulhosa ao ver outro menino, como seu dindo, engraçado pela cozinha.Como recheio, rodelas de banana, entre duas camadas de massa (já fiz igual acrescentando uma colherzinha de doce de leite sobre a banana, e ficou delicioso).
A cesta terminou de ser recheada à noite com o pote grande azul guardando a maior atração: a tradicional galinha com farofa, sempre motivo de muitas recordações quando chega à mesa.
O dia amanheceu amarelo de sol na extensa e bela área verde do lago da Casa da Vovó, em Dois Irmãos, RS. Montamos nosso QG enquanto os meninos exploravam o terreno.Na boa companhia da natureza e de quem amamos o tempo balança a alegria...
E a maior sorte é ter uma criaturinha no alto da inquietação dos seus 9 anos, que nos chama para as pequenas diversões tantas vezes esquecidas. Brincamos de fazer comidinha, improvisando utensílios e ingredientes, para o almoço "na floresta". A toalha xadrez e a bagunça dão o tom do "evento" e, em volta da farofa festiva, desenrolamos histórias do passado em que ela esteve presente: os passeios da escola, as idas ao zoológico, as viagens à praia... Ouvidos atentos e fome de leão, Bruno vai escrevendo mais um capítulo da sua infância, com tamanha entrega ao cardápio, que arrisco o título: "Eu amo galinha com farofa!" (rs). Farofeiros assumidos não dispensam uma melancia geladinha na sobremesa (melhor ainda assim, sem sementes) ...
E na digestão, uma preguiça boa que não escolhe lugar para tomar conta.
Preguiça com quem fiz um trato sério ao me despedir do nosso dia feliz. Até o final de semana ela se compromete a ficar bem quietinha para que o trabalho ande por aqui. A fabriqueta dos pequenos móveis precisa dar conta das encomendas (como esta abaixo que acaba de ser entregue) e, para isso, talvez precise ser uma chefe mais severa de mim. Vamos ver como nos comportamos...

P.S: se ganhei o domínio sobre o ócio, perdi com o blogger, que hoje resolveu não me obedecer e a seu bel prazer colocar os textos em fonte gigante. Não considerem exibicionismo... (rs)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Doçuras

Como a abelhinha nas minhas lavandas, que tão gentilmente fez pose, paradinha o tempo necessário para eu encontrar o foco da máquina sem lá grandes recursos, vamos percorrer as delicadezas dos meus últimos dias e nos adoçar juntos?
Gelatina com molho de baunilha, servida em taça no "crafter room", coloriu de suavidade vintage uma tarde de trabalho.Bibi banhando-se ao sol, metódico e vagarosamente, é um docinho de coco para todos os meus sentidos. Mais uma cadeirinha vestida de arco-íris, para uma menina Maria. Não é um algodão-doce?
Um buquê de camomila, presente de Dona Julita para um chazinho depois de certos exageros, perfuma a cozinha, ao lado do café companheiro e do açúcar aromatizado pela fava de baunilha.
Chocolates suíços trazidos na bagagem da amiga Susi da sua terra natal, e mais uma constelação de mini-sóis, acordam o apetite para as delícias da vida. E o olhar cúmplice de uma ruivinha, depois de "lamber" o prato da sobremesa, não é a prova viva de que os momentos doces são a melhor vacina contra a visão embaçada pela amargura?

Que nos motivemos a ter olhos para reconhecer a riqueza da nossa despensa de parágrafos açucarados. Amém!

Atualizando: Ganhei hoje mais um presente muito doce, dessa vez em forma de post. A talentosa e querida Andrea Guim, do BlogArte, dedicou espaço na sua vitrine tão conceituada para os "pequenos móveis" que nascem aqui. Passa e vê se não é de ficar derretida de tão contente.

Obrigada, Dea!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A primeira encomenda...

... a gente não esquece, e fotografa com as top models mais fofas. Rosinha, uma graça de cozinheira produzida pela amiga Cássia, chegou de presente há muitos aniversários, de avental e até uma luva de cozinha. Foi a primeira a testar a cadeirinha pedida para presentear outra boneca, a pequena Gabriella, bebezinha ainda.
Logo depois foi a vez da indiazinha Ísis, trazida pela amiga Marli também há alguns anos (parece viva, não?). Sempre que presto atenção nela, penso que se tivesse uma filha, seria parecida com minha boneca de pele bronzeada, cor de cuia, como os gaúchos costumam denominar. A cliente deu carta branca para a composição, apenas pediu alguns verdes e liláses para harmonizar com o quarto da pequena.
Poás (ah, que febre contagiosa essa que vem nos fazendo suspirar em coro pelas bolinhas...), florais, xadrez se casaram aos poucos e, para marcar a união, um coração de sinhaninha (aqui conhecida por trancelin) guarda o nome da sua dona enquanto aguarda que ela cresça para convidar : "Vamos brincar de princesa?".
E para arrematar o assento, pomponzinhos (outra paixão epidêmica das meninas de todas as idades), no mesmo tom das bolinhas do tecido.
E eis a mocinha aí, prontinha para habitar o mundo da Gabriella. E eis eu aqui, faceira com minha "fabriqueta de pequenos móveis", que nasceu assim e assim. De retalho em retalho, a produção me fortalece com um misterioso elixir da juventude, efeito parecido com o que confessa Adélia Prado:

“Entre paciência e fama quero as duas, pra envelhecer vergada de motivos.
Imito o andar das velhas de cadeiras duras e se me surpreendem,
explico cheia de verdade:
Tô ensaiando!
Ninguém acredita e eu ganho mais uma hora de juventude!”

Amém!

domingo, 29 de agosto de 2010

E nasceu a cadeirinha...

... alma gêmea do banquinho!
Com laços...

fricotes em crochê... como "touquinhas" em par ...
pomponzinhos e coração com dedicatória à musa inspiradora. Embalada para presente...para a ruivinha mais encantadora do planeta...
que comemorou seus três aninhos hoje, em festa celebrando também a vida do planeta...
com fartura colhida pelos pequenos no quintal...
na mesa colorida...
na criatividade das mãozinhas...
no compartilhar dos presentes com os convidados...
que levaram a colheita e as flores por eles plantadas como recordação da tarde feliz.
Que a cadeirinha que foi morar numa casinha de bonecas, junto à natureza bem cuidada, acompanhe, vele e revele os sonhos da sua princesa.
Amém!