Mostrando postagens com marcador bolos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bolos. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de abril de 2013

Biscoitos do André, bolos da Rita

Nas questões culinárias, sou contraditória. Prefiro sempre o salgado ao doce, mas na hora de por a mão na massa, é a confeitaria que faz meus olhos brilharem e a colecionar um "acervo" de receitas de doces que, que se me propusesse a testar uma por dia, levaria anos na empreitada.
Nos últimos tempos, tenho me disciplinado a ir pra cozinha preparar doces só nos finais de semana, e também escolhido receitas pequenas. Tenho uma diabética em casa, comportada diga-se de passagem, mas não dá pra provocar demais. Sem falar nos cuidados com a tendência da herança dessa genética. 
Então, vou relembrar com vocês as últimas experiências, com meus pitacos, receitas de duas "feras" gastronômicas: a musa Rita Lobo e o conceituado André Nogal, marido da musa do decor Vivianne Pontes.
Ontem foi a vez de conferir os "baci di dama", beijos de moça italianos, numa adaptação de André. Como biscoito é "praia" que surfo com certa facilidade, confirmei que são mesmo fáceis de fazer, rendem bem, crocantes daquele jeito que derrete na boca. Na próxima fornada, reduzirei o açúcar. Como são recheados com doce de leite, meu paladar gritou o excesso. Mas, sem dúvida, deliciosos, perfeitos também para presentinhos. Receita aqui.
Mudcake, um bolo com muuuuuito chocolate, é daqueles doces pra se comer menos do que se costuma, como avisa Rita Lobo. Com uma textura muito macia e sabor bem forte, casa perfeitamente com sorvete de creme. Receita aqui.

E para fechar a "cozinha experimental", um bolinho com gosto de casa de tia. Como as laranjeiras foram generosas nesse outono, não poderia perder a oportunidade de perfumar a casa com um cheirinho nostálgico. Super prático, com resultado garantido, como são as receitas assinadas pela Rita. Aqui.
Que a semana seja doce, farta e nos desafie a explorar novidades de diferentes sabores, cores, aromas e boas sensações. Amém.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Na caça às casquinhas, bolo de uva e sorvete de chocolate

É chegada a hora boa de recrutar a coelhinha que existe em nós (não, não estamos falando da Playboy, rs) e por aqui, época de usar e abusar de receitas com ovos, esquecendo, ao menos por hora, do colesterol. Tudo em nome do deleite de reunir um cesto de casquinhas para inventar muita moda com elas, atividade que me leva muito tempo, primeiro em busca de ideias (e são tantas nessa infindável enciclopédia Google!), depois nos capítulos igualmente deliciosos de colocá-las em prática.  
Então, nos últimos dias, duas receitas me renderam um bom começo no arsenal para os preparativos da Páscoa. Simples e  deliciosas, penso que irão aprovar também.
O Bolo de Uva é tradição que nunca me canso de reprisar. A safra da frutinha é farta, o preparo faço quase de olhos fechados, sem falar no lado terapêutico do processo: o exercício de paciência de retirar as sementinhas grão por grão. Há quem seja menos rabugento nesse quesito, mas morder as danadinhas para mim põe tudo a perder. Por isso não penso duas vezes no tempo gasto com a cirurgia (rs).

Bolo de uva

Ingredientes:
100 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
3 ovos
3/4 xícara de açúcar
1/2 xícara de leite
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (sobremesa) de essência de baunilha
raspas de casca de limão
1 colher (cafezinho) de noz-moscada ralada
1 xícara de uvas pretas (2 cachos médios)

Modo de fazer:
Retire as sementes com a ponta de uma faca cortando levemente os grãos de uva. Reserve.
Preaqueça o forno em 180 graus.
Prepare a massa batendo a manteiga com o açúcar na batedeira ou à mão até esbranquiçar.
Junte os ovos, um a um, e continue batendo.
Acrescente a farinha peneirada com o fermento, alternando com o leite. (A massa deve ficar firme.)
Junte as raspas de limão, a baunilha e a noz-moscada.
Transfira para uma fôrma pequena (25 cm) untada e enfarinhada.
Passe as uvas em farinha (para não afundarem) e distribua sobre a massa.
Polvilhe açúcar e leve ao forno por cerca de 30 minutos (faça o teste do palito, se sair sequinho, está pronto).
O sorvete foi um achado inesperado, já que não costumo assistir ao programa da Ana Maria Braga. Chamou a atenção seu entusiasmo pela novidade da receita dispensar aquele vaivém do freezer à batedeira que a maioria dos sorvetes exige para ficar cremoso. Testei, aprovei e repeti a dose no final de semana. 
Para incrementar, preparei uma calda (purê) de damasco, fervendo as passas da fruta com água até amolecerem. Depois, bati no liquidificador, acrescentei um pouco de açúcar e levei ao fogo para ganhar consistência (rala).
Faltava ainda uma "crocância". Derreti em fogo baixo umas colheres de açúcar até o ponto de caramelo, juntei nozes, mexi um pouquinho e despejei sobre uma tábua de corte. Deixei esfriar e, com um rolo de massa, esmaguei para fazer o crocante.

Sorvete de chocolate com calda de damasco e crocante de nozes

Ingredientes:
4 claras
4 colheres (sopa) de açúcar
2 caixinhas de creme de leite
200 g de chocolate meio amargo derretido

Modo de fazer:
Numa batedeira coloque 4 claras e bata bem até ficar em neve. Adicione 4 colheres (sopa) de açúcar e bata bem até formar um merengue (+/- 5 minutos). Desligue a batedeira, acrescente 2 caixinhas de creme de leite e misture delicadamente com um batedor de arame. Adicione 200 g de chocolate meio amargo derretido e misture.
Num refratário despeje o creme e leve ao freezer por 4 horas
Retire do freezer e sirva em seguida.
Uma dica do filho (chef): passadas as 4 horas, bater no liquidificador (não na batedeira) e voltar ao freezer por mais algumas horas.

Servida assim, a combinação fica bastante harmoniosa.
Que a doçura da Páscoa nos contagie! Amém.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Presente fofo para brincar de fazer bolo


Tem coisa melhor do que confirmar que aqueles que nos rodeiam, mesmo nessa roda viva a zilhões por hora, se dedicam a procurar a chave da portinha aquela que dá acesso ao que acende todas as luzinhas de alegria em nós? É o maior presente que escolheríamos sem piscar, mais ainda quando essa atenção vem de filho. Assim foi com a caixa via sedex que chegou umas semanas depois do Natal, endereçada a ele, me provocou aquela coceirinha da curiosidade por mais de um dia e que, quando mostrei ao comprador, ouvi um "É pra ti" com a maior surpresa. Desculpou-se pelo atraso, sem necessidade, já que outro presente lindo ocupou o espaço do retardatário na noite do Noel. Sem falar que mimo fora de hora tem o gostinho bom de nos pegar desprevenidos, e aí mora uma graça dobrada, não?

O kit com três forminhas de bolo para crianças me devolveu a infância no primeiro olhar. Quis não voltar de lá, só imaginando o que não faria com uma preciosidade dessas nos meus tempos de menina. O que não inventaria aquela criaturinha que já amava a cozinha e montava a sua embaixo de uma árvore? Quantas horas passaria com o caderno de receitas da mãe, os poucos livretos de culinária e alguns exemplares da coleção Bom Apetite, à procura do melhor bolo para estrear suas pequenas fôrmas?

Cinquenta anos me separam daquelas cenas inesquecíveis do fogão improvisado com lata de leite em pó e suas minúsculas panelinhas fabricadas com outras latinhas, raridade naquela época. Mas esse longo percurso, como quase tudo na vida, tem seus prós e contras, e a vantagem, dessa vez, se mostrou rapidinho. Se antes necessitava de uma lista de ingredientes e um passo a passo bem explicado para me aventurar no preparo de um doce, o know-how de hoje permite o atrevimento de criar a alquimia quase sem receio. 

Para a pequena fôrma (nem tão pequena assim, uns 20 cm de diâmetro), vamos lá fazer uma pequena receita! A experiência dita a regrinha básica: manter a proporção dos ingredientes. O pragmatismo, o conselho número 1 da cozinha: consulte a despensa. E aí foi barbada preparar o Bolinho de Fubá com Goiabada.

Ingredientes:
100 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2/3 de xícara de açúcar
2 ovos
1/4 xícara de leite
1 xícara de fubá
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
raspas de casca de limão
goiabada em pedacinhos (usei a cascão)

Modo de fazer:
Bati a manteiga com o açúcar, à mão (por pura preguiça de pegar e lavar a batedeira), até ficar uma mistura clarinha.
Acrescentei os ovos inteiros, um a um, misturando bem.
Depois, intercalei as farinhas com o leite e, por último, o fermento.
Untei e enfarinhei a forminha com gomos e deitei a massa.
Dispus por cima os pedacinhos de goiabada passados na farinha de trigo, apertando um pouco para afundarem na massa. 
E levei ao forno preaquecido em temperatura média por cerca de 30 minutos.
O primeiro pedaço pra quem foi? Ora, para o menino presenteador, meu maior e mais doce presente. Gratidão ao universo, sempre, por tamanha bênção. Amém.