Mostrando postagens com marcador presentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador presentes. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Presente fofo para brincar de fazer bolo


Tem coisa melhor do que confirmar que aqueles que nos rodeiam, mesmo nessa roda viva a zilhões por hora, se dedicam a procurar a chave da portinha aquela que dá acesso ao que acende todas as luzinhas de alegria em nós? É o maior presente que escolheríamos sem piscar, mais ainda quando essa atenção vem de filho. Assim foi com a caixa via sedex que chegou umas semanas depois do Natal, endereçada a ele, me provocou aquela coceirinha da curiosidade por mais de um dia e que, quando mostrei ao comprador, ouvi um "É pra ti" com a maior surpresa. Desculpou-se pelo atraso, sem necessidade, já que outro presente lindo ocupou o espaço do retardatário na noite do Noel. Sem falar que mimo fora de hora tem o gostinho bom de nos pegar desprevenidos, e aí mora uma graça dobrada, não?

O kit com três forminhas de bolo para crianças me devolveu a infância no primeiro olhar. Quis não voltar de lá, só imaginando o que não faria com uma preciosidade dessas nos meus tempos de menina. O que não inventaria aquela criaturinha que já amava a cozinha e montava a sua embaixo de uma árvore? Quantas horas passaria com o caderno de receitas da mãe, os poucos livretos de culinária e alguns exemplares da coleção Bom Apetite, à procura do melhor bolo para estrear suas pequenas fôrmas?

Cinquenta anos me separam daquelas cenas inesquecíveis do fogão improvisado com lata de leite em pó e suas minúsculas panelinhas fabricadas com outras latinhas, raridade naquela época. Mas esse longo percurso, como quase tudo na vida, tem seus prós e contras, e a vantagem, dessa vez, se mostrou rapidinho. Se antes necessitava de uma lista de ingredientes e um passo a passo bem explicado para me aventurar no preparo de um doce, o know-how de hoje permite o atrevimento de criar a alquimia quase sem receio. 

Para a pequena fôrma (nem tão pequena assim, uns 20 cm de diâmetro), vamos lá fazer uma pequena receita! A experiência dita a regrinha básica: manter a proporção dos ingredientes. O pragmatismo, o conselho número 1 da cozinha: consulte a despensa. E aí foi barbada preparar o Bolinho de Fubá com Goiabada.

Ingredientes:
100 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
2/3 de xícara de açúcar
2 ovos
1/4 xícara de leite
1 xícara de fubá
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
raspas de casca de limão
goiabada em pedacinhos (usei a cascão)

Modo de fazer:
Bati a manteiga com o açúcar, à mão (por pura preguiça de pegar e lavar a batedeira), até ficar uma mistura clarinha.
Acrescentei os ovos inteiros, um a um, misturando bem.
Depois, intercalei as farinhas com o leite e, por último, o fermento.
Untei e enfarinhei a forminha com gomos e deitei a massa.
Dispus por cima os pedacinhos de goiabada passados na farinha de trigo, apertando um pouco para afundarem na massa. 
E levei ao forno preaquecido em temperatura média por cerca de 30 minutos.
O primeiro pedaço pra quem foi? Ora, para o menino presenteador, meu maior e mais doce presente. Gratidão ao universo, sempre, por tamanha bênção. Amém.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Mandalando" em feltro



Talvez seja o inverno a pedir materiais quentinhos o culpado pela vontade de reproduzir a geometria sagrada além das mandalas em vidro. E assim começaram a nascer pingentes misturando a simetria das formas com as cores opacas, lindas, do feltro e pontinhos de linha.

Nesta primeira, para a amiga Susi, também mandaleira, miçangas fizeram o acabamento da borda. Mas como toda novidade, descobrir outras fórmulas é o melhor da brincadeira.

Então entraram em cena botões, perolinhas...
e crochê.

Tons de algodão-doce voaram pra longe para pousar no peito de outra amiga de coração colorido.
São tantas as possibilidades, que não resisti a experimentar pontuar as intersecções com pedrinhas, pendurá-las como pingente e circular com correntinhas de crochê. E assim outra aniversariante ficou faceira com seu colar exclusivo.


Mas pensando bem, esta historinha começou mesmo em outro junho frio, pelo presente da Helena, que hoje nos faz pensar nos caminhos da criatividade lá no Quilts são Eternos. Vale conferir as questões levantadas por essa mestra das palavras que se mescla tão bem com a crafteira de mão cheia.
O trabalho primoroso da Ana Vergara é uma fonte sem igual de inspiração para as bordadeiras, mesmo as iniciantes como eu, que mal sabem enfileirar pontinhos atrás e alinhavo.
Será que essa moda vai colar nos meus dedos e imaginação? Não importa, que seja bom enquanto dure (rs). Amém.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pra Páscoa não passar em branco

Dias difíceis com a saúde da mãe complicada desafiam a capacidade de perceber o colorido da vida. É preciso um esforcinho a mais, eu sei. Então, em meio a aflições, registrei a Páscoa quase como uma medida terapêutica. Uma maneira de me conectar com as pequenas belezas que também em momentos de coração pesado ajudam a aliviar, a reconhecer que a luz está sempre presente, manifestada nas coisas que nos fazem bem.
Vesti a casa na última semana com lembranças, presentes e recordações de anos passados e as poucas novidades que consegui preparar. As casquinhas tingidas ganharam fama pela divulgação no
Dcoração. Foi uma alegria ver o produto da cidade ficar conhecido por esse mundão afora, como só um blog de tanto prestígio consegue. Por obra desses roteiros que nem sempre compreendemos, soube agora que essa foi a última Páscoa em que os corantes foram fabricados. A tradicional empresa de carimbos que os produzia há décadas fechou suas portas. Fico na torcida que alguma outra reconheça seu valor e dê continuidade a essa história tão bonita do seu Adamy e família. E apegada como sou, guardei as sobrinhas das tintas para testar um uso novo: pintura no papel, feito aquarela.
Não tive tempo nem disposição para recheá-las, mas emprestaram sua cor junto aos anjinhos e ao coelho, que este ano ficou assim, branquinho, graças a uns jatos de tinta spray. Gostei desse recurso para dar nova cara a figuras simples, até mesmo encontradas em lojas de 1,99. Parece porcelana, não?
Uma família orelhuda também saiu da caixa onde moram as mimosices pascoalinas. Tão bom rever essas criaturinhas que convivem com a gente poucos dias no ano. Os ajudantes do Coelho foram trazidos por uma colega há tanto tempo, mas lembro tão bem do quanto me encantei com a proposta lúdica da peça.

Na porta, a guirlanda da Páscoa passada, irmã de outras que produzi e mostrei aqui.

O pano de prato foi presente da sogra, que não está mais conosco. Na cozinha, um jeito de ter seu carinho por perto.

E a coelhona, presente de outra colega querida, com seu sorriso aberto que não esqueço, ganhou seu nome. Silvinha é de fé, está comigo há muitas e muitas Páscoas, sempre com esse ar de boneca antiga que não envelhece.

Se é época de renascer, que renasça com força a esperança. As borboletas que voltaram com o outono fazem a sua parte, brincam, dão rasantes, pousam e se alimentam nas suas flores preferidas. Tudo para chamar minha atenção para os ciclos perfeitos do universo - acredito.

Que a alma guarde o recado. Amém.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Uma caixinha fresh

Representando outras caixinhas que forrei para presentear no Natal, mas que acabei não mostrando aqui para não tirar a graça da surpresa, esta aí ainda conseguiu ser clicada antes de ir morar com sua dona, a querida tia Dada, a maior cuca-fresca que conheço. Segredo para chegar aos 8.8 dando de 10 em vitalidade em muitos de 5.0, como essa sobrinha que nem sempre consegue seguir seu modelo no stress? Com certeza, boa parte de seu longo e bem viver deve-se à sua mente aberta e arejada, sem esquecer das lentes cor-de-rosa do seu olhar para a vida.
Pra ela então misturei melancias e flores num céu bem azul e arrematei com pomponzinhos.


Mas antes de tudo, costurei botões de rosas poá, xadrez e estampada na tampa e uni os três num cabinho com pequenos pontos. Recheei com o cheirinho bom da Provence do sabonete líquido da L´occitane, um achado daqueles na sua loja virtual, mais toalhinha e brilho para os lábios.

Gostaria que vissem a alegria da presenteada com seu mimo! Uma menina que não se cansava de abrir e fechar a caixinha, entre exclamações e elogios derretidos. Cena que só reforça a convicção de que presente que nasce de nossas mãos e vai para almas criativas sempre, sempre vale nosso empenho, não é mesmo?

Uma semana tranquila e produtiva pra todos nós. Amém.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma fadinha grávida

Parece que está virando moda anunciar presentinhos primeiro aqui e esperar a reação do presenteado, rezando para que ele dê uma passadinha pelo Amém e seja surpreendido. Quando isso não acontece espontaneamente, não resisto e deixo um recadinho no e-mail, do tipo: "Tem uma surpresinha pra ti lá no blog"!, como fiz com a Jane. É legal ver que logo, logo a visita bate à porta e dá retorno, faceirinha.
Parece também que nos últimos tempos, esses gelados, chuvosos e de rotina alterada pela atenção à minha mãe, a síndrome de caracol vem fazendo casa em mim. Encolhida na rotina, estar com as pessoas queridas virou artigo de luxo, e tem me feito muita falta a companhia delas. Até mesmo os aniversários, sagrados na minha agenda, nesse semestre muitos ficaram sem o abraço ao vivo. Assim foi com a Tina, sobrinha que é vizinha de muro, e que mesmo com a proximidade, acreditem, recebeu os parabéns por torpedo. Questiono se essas facilidades atuais não estão também a serviço do distanciamento, quando tanto aplaudimos as distâncias encurtadas que elas nos oferecem. Com certeza, há algumas poucas décadas, sem os recursos virtuais de hoje, nem o frio, nem a chuva, nem o cansaço justificariam deixar de abraçar uma pessoinha especial. Mas, saudosismo não parece muito produtivo...

O post então é outra ferramenta moderna para tentar me redimir pela dupla falta com a mãe do Murilo. Dupla porque também ainda não a apertei contra o peito para dizer-lhe da alegria de vê-la grávida pela segunda vez para nos presentear com mais um(a?) sobrinho(a?)-neto(a?).

Para tocar a alma daquela menininha que circulava livre pelo nosso pátio numa época em que não nos preocupávamos com muros e portões (ô saudismo que não larga do meu pé), fiz uma fadinha. Delicadamente exibida como só as grávidas conseguem ser, abraça a barriguinha.



Cabelos fartos, presos, e asinhas de folhas de roseira.
Que ela fique como lembrança desses meses de espera pela reedição do maior milagre da vida. Que ela abençoe o novo amor dessa querida familinha. Amém!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Friiiio e as amigas cancerianas


(Para ver o PAP do bonequinho clique aqui)


Há bem mais de uma semana os gaúchos buscam alternativas para não "encarangar", expressão ressuscitada nesse julho congelante, num misto de humor e uma certa aflição que as temperaturas bem abaixo dos 10 graus têm provocado, até em quem gosta do inverno desde sempre. Sou dessa turma, que espera ansiosa pela temporada de se deliciar com os raios quentinhos de sol, dos blusões sobre blusões, bolsa de água quente na cama, fogãozinho a lenha aceso, banhos bem demorados com água quase escaldante (sei, sei, nada aconselhável para a pele e o cabelo, mas nesse friozão, mais me valem esses minutos de relaxamento). Mas confesso: esse inverno como os de antigamente anda me mostrando sua face pouco romântica, a mais clara delas, que não combina com convalescentes. As dificuldades na rotina de minha mãe, que passou por uma isquemia, aumentaram tanto com esse clima, que adoraria ter uma varinha de condão para trazer à luz uma primavera prematura. Sem o poder da mágica, rastreio a meteorologia em busca de boas notícias, torcendo por dias que amanheçam menos frios e mantenham a temperatura próximas dos 20 graus. Hoje me entusiasmei. De acordo com os homens e mulheres do tempo, isso deverá acontecer na próxima semana. Um alívio, quem diria!
Inverno é tempo tão bom para as manualidades, que quem dera poder me dedicar a elas com a mesma intensidade desse frio histórico. Mas sempre é possível dar um jeitinho para fazer aquilo que supre um pouco da nossa carência de prazer. Então, montei uma super bolsa com materiais de fácil transporte, com lãs, agulhas, linhas, paninhos. É a minha parceirona do dia a dia, já pula no meu ombro e acompanha o vai e volta entre as casas. Mesmo que muitas vezes não consiga fazer mais do que duas carreiras de tricô ou crochê, ou bordar mais que alguns poucos pontinhos enquanto cuido da minha doentinha, é uma garantia de que posso ter alguns minutos de distração, e isso ajuda, e muito, a dar um colorido às horas.


Amigos cancerianos (lunáticos, sensíveis e amorosos de seu jeito que adoro), tenho vários deles, que estão trocando de idade, também dão um empurrãozinho nas pequenas produções. Com data marcada para os presentes, acabo mais comprometida e com maior agilidade. E assim tem nascido alguns mimos para dizer o quanto eles me são especiais.
Aqui, um presente anunciado, para fazer diferente dessa vez. Se a presenteada, que aniversariou no sábado mas ainda não ganhou o abraço nem a declaração de amizade, passar por aqui, aposto na ideia de que o protocolo quebrado possa ser uma maneira inédita de agradá-la.


Minha amiga-irmã de tantos anos é a prova de que o Poetinha sempre tem razão. Nos (re)conhecemos em meio a um grupo grande de trabalho e fomos laçadas pelo afeto que perdura em todas as estações da vida. Um presentão daqueles!
A almofada florida ficou tão alegre! Alegria de viver é o que mais lhe desejo...
... junto com bom humor, que os poás remetem.
Lá longe, no Espírito Santo, outra amiga querida também assoprou velinhas recentemente.
E aquele paninho que mostrei aqui no último post seguiu viagem para sua cozinha que me recebeu com quitutes e carinhos inesquecíveis, coisa que todo bom canceriano tira de letra. Amizade tão próxima nascida pelo mundo blogueiro que dá a ele um sentido maior e faz valer a pena nosso empenho e atenção às nossas casas virtuais.


A terceira canceriana da lista das maiores amigas, bem diferente das duas primeiras, ama o verão, e ama sua casinha de quatro rodas onde passa todo e qualquer tempinho de folga. O cenário campista tratou de reforçar a amizade iniciada pelos filhos, isso há quase 30 anos! Nos últimos meses, tem sido meu porto seguro, atendido com generosidade sem fim todos os meus pedidos de help e comprovado que médicos por verdadeira vocação fazem da profissão uma linda missão de luz.
Imprimi minha gratidão no panô.

Desejei que seus dias felizes sejam multiplicados, e que possamos continuar compartilhando desse amor à simplicidade que as estadas junto à natureza tanto nos proporcionam.
Embalei de um jeito também simples.

A mensagem se estende junto com meu abraço afetuoso a todos que batem à porta do Amém e entram com o coração disposto a aquecer o que temos de melhor: a reconhecer o melhor do outro. Amém!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vermelho e azul com bolinho

Será que a histórica rivalidade entre colorados e gremistas, apesar de não curtir futebol, era a razão da minha antipatia de até bem pouco tempo pela combinação vermelho e azul? Ou seria culpa da associação com a bandeira norte-americana, que segue não caindo nas minhas graças estéticas (nem com todo talento da rainha do craft Martha Stewart inventando moda para as comemorações do 4 de julho), muito menos nas graças políticas e tanto mais que representa? Uma coisa é certa: nem tudo que repudiamos um dia permanece nos causando mal-estar. De outra coisa também não tenho dúvidas: o olho desperta para novidades quando menos se espera e, aí, o que até então desagradava, num belo dia mostra sua outra face. Quando vimos, temos novos amores. Assim, com a colaboração de uma profusão de imagens casando azul e vermelho pelos blogs afora, acabei rendida. Hoje engrosso a turma dos apaixonados pelo casamento dos rubros com celestes, turquesas, anis...



Renovei então a despensa das linhas e tenho palpitações a cada descoberta de um novo tecidinho que conjugue as cores, como o da toalhinha que me acompanha nos últimos dias. Ela já deveria estar pronta e ter tomado o rumo da casa da presenteada, que aniversariou ontem, mas faltou mão e sei de antemão que serei perdoada pelo atraso. Confiança que as amizades estabelecem como só elas, né? Tem também aqueles em quem confiamos de olhos fechados enquanto abrimos o pacote, os que acertam sempre na escolha de nossos presentes. Com o filho é assim, a afinidade mútua com a cozinha garante, mesmo que nossos olhares de menina e menino, de amadora e de profissional, peguem caminhos opostos nos detalhes. Muitas vezes ele consegue driblar a situação e encontra um caminho do meio, com peças "unissex". Noutras, se rende um pouquinho às mimosices que sabe renderão um plus de alegria na alma cor de rosa da mãe, e ganha o dobro de beijos. No Dia das Mães, não deu outra: as xícaras em pares vermelhos e azuis, em tons vintage, me fizeram feliz em dobro. Pela beleza das peças de louça portuguesa e por sua sensibilidade para conhecer até minhas paixões recentes, ataca-me a corujice cada vez que vão à mesa.
Nessa semana cinzenta, suas cores parecem mais desbotadas nas fotos, mas ao vivo, garanto que ajudaram a quebrar a monotonia dos cafés, mais ainda tendo como fundo as cerejinhas da Bela. Mas faltava um item nesse cenário para entrar por instantes no País das Maravilhas. Bolinhos, é claro! E para buscar outras novidades, testei o Bolo de Cenoura e Nozes, da última edição da Claudia Comida&Bebida, dispensando recheio e cobertura, requinte e calorias demais para uma Alice de mentirinha.

Vale experimentar:

1 cenoura grande ralada grosso

1/2 xícara de nozes trituradas

1 xícara de açúcar

2 ovos grandes

90 g de manteiga sem sal derretida
1 1/2 xícara de farinha de trigo

1 1/2 colher (chá) de fermento em pó

1/2 colher (sopa) de bicarbonato de sódio

1/2 colher (chá) de canela em pó

Na batedeira, bata a cenoura com as nozes e o açúcar.

Junte os ovos e a manteiga e bata por mais um minuto.

Sem parar de bater, adicione a farinha misturada com o fermento, o bicarbonato e a canela até a mistura ficar homogênea.

Em fôrmas ovais de 12 cm untadas e polvilhadas com farinha (usei uma pequena de orifício central e outras de papel para cupcake), leve ao forno moderado, preaquecido, por 25 minutos ou até dourar.

Rendeu 6 bolinhos, de massa delicada e sabor suave, deliciosos.

Bom final de feriado, quem sabe com bolinho, hum? Amém!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Da mala da comadre

Sempre me impressiona, e encanta, os fenômenos que acontecem com aqueles que se conhecem profundamente, pelo direito e pelo avesso, lado A e lado B (fazendo vistas grossas com suas implicações....rs). Entre tantas manifestações do poder dessa intimidade, é quando os amigos viajam que uma delas me faz cafuné no coração: relatam em minúcias cenas e passagens que sabem de antemão me causariam um alvoroço de alegria. Às vezes são detalhezinhos, como uma espécie de árvore, a moldura de uma janela, a textura de um doce. E como num toque de varinha de condão, vivencio a situação como se tivesse participado dela, chegando bem perto do sabor, do cheiro, da vibração da cor, da emoção do momento...

Comadre tem essa capacidade aguçada de me dar carona nas suas andanças. Descreve como só ela lugares, povos, costumes, tudo ricamente detalhado, dispensando até fotos. Adoro ouvi-la, como criança escuta histórias antes de dormir e vai ficando molinha, molinha.... Dessa vez, voltou com a bagagem transbordando de novidades gastronômicas, culturais, religiosas, comportamentais, depois de uma aventura com sua grande família pela Europa. Num intervalo delicioso do cotidiano meio castigado dos últimos meses, em dia de aniversário, emprestei meus ouvidos com muito gosto para os melhores momentos que ela foi pinçando de acordo com meus interesses. Logo de início, tira uma caixa cor de rosa da sacola anunciando que ali morava uma coleção de coisinhas que recolhera para mim pelos trajetos da "expedição". Assim que a vi, vivi mais uma vez a certeza de que grandes amigos promovem o milagre de se apropriar de nossos olhos e fazer escolhas certeiras dos principais nutrientes da nossa alma. E foi assim que a comadre me trouxe a tesoura mais linda do mundo...


O dedal mais charmoso... A latinha de balas mais fofa...
E o São Francisco mais doce.

Na estreia dos presentes, preparei um outro, para uma bela menina que vi crescer e agora usa aliança na mão direita.Sim, querido Quintana, "amar é mudar a alma de casa". A comadre é fera nisso.Que por aqui também os canais do afeto estejam sempre abertos, para irmos mais longe, para estarmos cada vez mais perto. Amém!