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domingo, 1 de setembro de 2013

Uma festa handmade (2)

Com quantos corações entusiasmados se faz uma decoração delicada? Neste caso, dois diretamente envolvidos em pontuar o espaço campestre da festa com mimos iluminados. Para isso, escolhemos usar, sem abusar, as toalhinhas de papel, um verdadeiro coringa para inúmeras possibilidades. As doilies miúdas, em formato de coração, enfeitaram os fios de luzinhas e emolduraram o grande vão do salão. Mais simples impossível. Um furinho na toalha onde se passa a lampadinha, sem necessidade de uso de cola. 
Para as mesas, montamos luminárias com taça de espumante como base envolvida em doile versão guardanapo rendado cor de rosa, retangular. Pinguinhos de cola são suficientes para fixar. Dentro do copo, uma velinha. Em julho, quando acabara de bolar a ideia, os pequenos abajures, em duas versões, renderam uma publicação na  Zero Hora, com PAP. 

Dispensamos toalhas de tecido e optamos por papel pardo em tiras, como passadeiras, para vestir as mesas, e para demarcar os lugares, toalhas redondas sobrepostas. 
O jogo do circular com os retângulos de base criaram uma harmonia interessante.

À noite, depois de muito suspense, finalmente pudemos nos encantar com o efeito das luzes acesas junto aos vazados.

Gosto de acreditar que assim como se formata um ambiente, uma festa, também na vida as pessoas têm seu tempo para chegarem e ocuparem seu espaço, muitas delas, acrescentando luz aos nossos dias.
"Um fio invisível vermelho conecta aqueles que estão destinados a se encontrar, independentemente do tempo, lugar ou circunstância. O fio pode esticar ou se emaranhar, mas nunca vai se romper." (provérbio chinês)

No próximo post, as flores (lindas) da festa! Que elas nos inspirem a fazer de setembro um tempo colorido. Amém.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Abraçando Cecília forever

A filha Helena já tinha me dado a alegria do abraço real, depois de muitas trocas bloguísticas, e de dividir a mesa num jantarzinho inesquecível aqui em casa, junto com minha hóspede Laély, no início de junho. Ontem, no capítulo seguinte da nossa história recheada de sincronias, foi a vez de abraçar Cecília, a mãe. E a tarde emburrada e fria do Sul ganhou ares de festa que o coração reconhece quando não vê o tempo passar e o papo se desenrola macio como novelo de lã nas mãos das tricoteiras. Tal mãe, tal filha, as duas são mestras em quiltar tecidos, linguística e também assuntos para uma conversa colorida e harmoniosa, e assim foi nosso café na Villa D´Assisi, espaço bacana em São Leopoldo que reúne um combo de belas propostas: restaurante, livraria, escola de música, ambiente para exposições e shows de boa música, tudo isso ambientado numa casa de grande bom gosto.
Gosto bom experimentado pelas meninas nos doces e bebidas, como o "Brasileirinho", escolha certeira da carioca Cecília que não se intimidou com a baixa temperatura e optou por um café com sorvete. Não poderia me encolher, como gaúcha e entusiasta do inverno, e acompanhei o pedido da visita em outra versão: waffle quentinho com sorvete de creme
.

Mas antes disso, Edna, cunhada de Cecília, encarregou-se da trilha sonora do encontro no piano à disposição dos clientes. Despretensiosamente, nos presenteou com sua música e fez bonito.
Seguindo o tour pela Villa, na livraria mais uma sincronia aguardava Cecília bem à mão na estante que tem como atração os relógios mostrando as horas em diferentes partes do mundo: Tito Madi, citado por ela no post de chegada ao Rio Grande, que pode ser visto aqui.
Amizades que rapidamente criam intimidade é dádiva preciosa. Em pouco mais de uma hora estávamos tão à vontade que o papo passou também pelo banheiro, um show de estilo na Villa. Sabíamos que as meninas que nos acompanham também gostariam de conhecê-lo e, então, tratamos de clicar.
O amplo toalete da casa, que já foi moradia, manteve seu estilo anos 60 (ou seria 50?) e causa impacto. Um túnel do tempo com os azulejos contrastantes, almofadas, flores, bancada, todos na mesma paleta de cores (e seguindo o preto e rosa, a fotógrafa e sua bengala, com destaque para o colar com mandala: olha ele aí, Helena!), um ambiente totalmente "mulherzinha" que nos faz sentir divas em um camarim.
Menos diva, mas com um outro glamour embalando a aura, o das boas experiências vividas, começo mais um dia gelado com direito a auto-retrato, com a alma e o peito aquecidos pelos pontinhos da Cecília.
Abençoados são os pontos de luz que nos agrupam nesse surpreendente patchwork das vidas que se encontram, forever.