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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quem bate?

É o frio!


Que conforme a meteorologia deve desembarcar com força no território gaúcho nessa madrugada, com direito à geada e, provavelmente, ao vento minuano que até agora mantém-se recluso nessas paragens.
Bate junto uma nostalgia...
Dos meus 7 aninhos, quando o comercial das Casas Pernambucanas, assistido na TV dos vizinhos, anunciava o inverno que naqueles tempos parecia mais rigoroso. Será que tudo parece mais (bonito, cheiroso, amplo, gostoso, alegre, colorido... e também mais triste, escuro, assustador, doloroso, gelado...) na infância? Porque o inverno continua me trazendo impressões carregadas de boas lembranças, e continua me parecendo intensamente aconchegante e me envolvendo num bem-estar que me faz mais produtiva e conectada a projetos que preenchem os dias de sentido, o anúncio das frentes frias provoca um certo alvoroço por aqui. Logo começam os preparativos para curtir as baixas temperaturas que devem bater à porta, e a casa se movimenta lembrando contos de Grimm ou Andersen, com personagens recolhendo lenha, fogão com brasas, sopa borbulhando, o histórico caderno de receitas revisitado, sacolas de lã e agulhas em prontidão, mantas e cachecóis a postos na cabideiro, bolsa de água quente revisada e, para garantir pés quentinhos, meias grossas recuperadas do fundo da gaveta e uma pantufa-boneca, de flanela (como recomenda as Casas Pernambucanas) que aqueceu meu peito à primeira vista, numa loja lá em Canela.

E para reforçar o clima de lar doce lar de contos de fadas, um pequenino juntou-se à turma da casa no fim de semana, presente da doce sobrinha, sucessora no trabalho com o Sininho e nos encaminhamentos das fantasias infantis.

Fim de semana que começou com reunião de pessoas queridas, ex-colegas amigos, amigos ex-colegas, em volta de panelas fumegantes de feijoada que deram um suador à cozinheira destreinada de abastecer grandes mesas....

Mas que com as parcerias nas tarefas... Driblou até problemas com o fogão do salão de festas da amiga. E lá foi a panela passear em outra cozinha, para na volta ser ovacionada pela torcida... E finalmente ouvir-se o tão aguardado chamado: a-t-a-c-a-r!Temos fome mesmo de quê? Feijão, arroz, couve, farofa e risadas, abraços, calor dos laços bem atados pelo coração, saudade de alguns aplacada, saudade de outros antecipada...

(Mas, não adianta bater, saudosismo prematuro, que eu não deixo você entrar...)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Em cartaz: pizza e alegria!

Quando Pedro nasceu, e fui escolhida uma de suas dindas, meu afeto que nos últimos dois anos transbordava pelo primeiro (e único) filho pôde ser multiplicado por dois. E os dois cresceram muito juntos, enquanto as duas comadres se dividiam nos cuidados com eles para dar conta daquele período em que se monta a vida. Mochilas e sacolas transitavam entre as duas casas, mais ainda em época de férias.
Nas últimas férias, Pedro, que nos últimos anos estuda em Barcelona, passou uma temporada na casa da mãe aqui no RS, junto com sua amada, a amada espanholinha Laura. E os companheiros de infância voltaram a juntar suas bagagens, agora com seus talentos desenvolvidos, para construir um roteiro de uma noite deliciosa.
Em cena, o chef que ama pizza e o jornalista que ama cinema. Na plateia, nossa profunda gratidão pela colheita dos nossos meninos que trabalham assobiando guiados por seus dons
.
Que o entusiasmo da dupla nos inspire a por a mão na massa dos sonhos que crescem na gaveta quentinha dos nossos talentos. Amém!