segunda-feira, 5 de julho de 2010

Desabotoando...

(google imagens)
... um vínculo de 20 anos, trabalho que se confundiu com brincadeira, que se abasteceu nas vivências da minha infância e fez da minha criancice a matéria-prima para a criação de quase 900 edições do caderno infantil gestado no coração e batizado de Sininho, um filhote que virou mascote do Jornal VS ...

... a semana começa com a vida mudada, a agenda com estranhos clarões, a intuição sinalizando lampejos do que virá, sem pressa nem atropelos... E como mãe de filho crescido e bem encaminhado, com orgulho de missão cumprida, despeço-me devagarinho de um ciclo de dedicação constante e inesquecíveis gratificações. Ouço o conselho da sábia tia Dada: "Muitas vezes, é mais sadio desabotoar uma situação ao invés de cortá-la". Desabotoo um grande amor para garantir-lhe a eternidade. E numa gaveta forrada de papel de seda e perfumada de tutti frutti, a menina que mora em mim abraça o menino que pelos caminhos da fantasia me fez crescer e juntos asseguram que seguem comigo pelas trilhas vívidas da memória. Em paz, fica a certeza de que tudo está no seu lugar, que os "sininhos" continuarão a tocar e... a nos inspirar. Amém!

11 comentários:

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Que mensagem profunda esse post passou.
Queria conhecer o trabalho que vc fez, deve ser muito bom...

Mas realmente chega a hora de mudanças, de novos rumos. E o que fazíamos, então delegamos para novas pessoas e a vida se renova assim.

e vamos em frente, com a certeza de que buscamos fazer sempre o melhor.
bjs e bom dia!

calma que estou com pressa disse...

ai que belas palavras MÃE- temos que desabotoar , dói , e uma dor que não tem explicação, começa a vir a saudade dos pijaminhas, dos colinhos, do mamãe ... mas meu consolo- deve doer mais para a mãe que vive eternamente atrás do seu filho, o filho que não tem rumo-
bom trabalho Rosana
e amém
bjs

Rosana Sperotto disse...

Oi, Alexandre, é uma pena que o Sininho não tem versão online, mas horas dessas, quando a saudade apertar, mostro algumas páginas dele aqui, tá? É isso aí, vamos em frente, em busca de novos rumos... Grande abraço!

Oi, Lu, pois é, este filho deu outros "trabalhos", diferente das fraldas, pijamas, colos, exigiu atenção na pauta, na criatividade, no superar-se para fazer sempre uma edição inédita... e como com os filhos, olho pra trás e encho o peito pra dizer que valeu muuuito a pena. É verdade, tristeza grande deve ser ver um filho que não cresce. Beijo, querida

Fala Mãe! disse...

Tenho certeza que vai deixar muitas saudades por lá e que pode descansar com a certeza de missão cumprida. Tô curiosa pra saber o que vais aprontar agora, desconfio as artes e gostosuras terão mais espaço agora por aí. Fico muito feliz em ter um exemplar do sininho, e ainda tão especial com a foto dos meus pequenos, quero guardar pra sempre! gde beijo querida e parabéns por todos os anos deste belo trabalho.

Rosana Sperotto disse...

Cynthia, minha querida, eu também fico muito feliz com a participação dos teus pequenos numa edição do meu filho virtual, fazendo parte dessa história que guiou a vida. E agora, "vamos lá pra ver o que será" (gostosuras ou travessuras? rsrs). Beijão!

Cecilia Helena disse...

Oi Rosana é duro se desapegar,né?! Mesmo quando é para melhor dói o coração, as pernas insistem em voltar já acostumadas ao caminho,mas a vida é isso ai! Mas depois dessa dorzinha vem a expectativa do novo que vai entrando na vida da gente e se instalando devagarinho! Tenho certeza que vc irá brilhar no novo caminho, pois tem amor em tudo que faz! Beijos

Rosana Sperotto disse...

Ô Cecília, tuas palavras são um colinho pro meu coração e um balanço para acalantar novos sonhos. Obrigada, querida! Beijo

De Cordeiro disse...

amei seu blog e seus trabalhos! Tenho um chamado Mirepoix, gostaria de conversar contigo para fecharmos uma parceria. Abraços,
De

Rosana Sperotto disse...

Oi, De, seja bem-vinda! Que bom que gostaste do Amém! Infelizmente, não consegui contato contigo pelo teu blog, restrito à visitação aberta, nem encontrei e-mail. Abraço

Laély disse...

Rosana, pena não ter conhecido tia Dada, mas a sabedoria dessa mulher já me é conhecida, há tempos...
Uso as palavras de outro sábio, Millôr Fernandes:
"Toda alegria é assim: já vem embrulhada numa tristezinha de papel fino."
São as fases, não é?
Poderíamos não sentir a saudade da despedida, mas não haveria a alegria do encontro.

Você só irá mudar de palco: "The show must go on!"

Lu Gastal disse...

ro querida! adorei o post "desabotoando" e li com carinho e imaginando a situação! quando viras prá cá! virás no festival de patch essa semana? nao deixe de me avisar! beijo