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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

E 2011 foi dormir assim...

Atrasadíssima, ainda assim quero honrar o ano velho com imagens da nossa despedida de 2011 e boas-vindas a 2012. Apesar de todas as dificuldades que nele vivenciamos, seria injusto deixar de registrar a luz que, graças ao universo, se fez soberana. Mesmo em dias rodados em preto e branco, fica a gratidão pelas frestinhas de cor que nos salvaram da amargura. Bibi, nosso eterno bebê de quatro patas, é o retrato dessas ternuras que nos nutrem nesses tempos que exigem força e coragem. Amigos de coração iluminado de afeto são outro grande motivo para agradecer. Os que nos acompanharam até os últimos minutinhos do ano trouxeram ainda lichias do seu quintal, saborosas e lindas!
Entre os sustos do ano, teve também belas surpresas. Representando vocês, queridos e pacientes leitores daqui, com quem às vezes estranhamente sonho, como se nos conhecêssemos ao vivo, vesti a mesa da virada com a toalha e acessórios que me trouxeram muito mais que um prêmio, mas mais uma amiga querida para perto. Bela, finalmente teu trabalho tão único estreou, e em noite de gala! (rs) Na noite abençoadamente fresquinha, o fogo do entusiasmo do filho pela boa comida contagiou a todos. Presente sem igual conviver com apaixonados por suas boas causas, não é VERO? Salve a tradição, as superstições! - pensei ao ver o peixe tenro saindo do forno. Se nos ajudará a "nadar pra frente" em 2012, pouco importa, mas que troco de bom grado o peru "que cisca pra trás" do Natal por um pescado preparado no capricho, ah... não penso duas vezes.


Já era outro ano quando aterrisamos na mesa de doces. Frutas em muitas versões na torta de manga, combinadas com massa folhada e pistaches caramelizados, com a qual o chef recepcionou 2012. Uma festa para nossos olhos, um brinde compartilhado à fartura da vida com muitos gemidos a cada colherada.


A mãe do "artista" ousou partilhar do mesmo momento com seu modesto, mas robusto, pudim de sorvete. Para fazer bonito, abusei das amoras, e mesmo bem longe de querer competir, também arranquei aplausos da plateia (rs). Quer experimentar? A receita está aqui.
Que a exemplo da glocínia, primeiro mimo do meu jardim nesse janeiro castigado pela seca, a vida renasça com fé...... pela lente do amor, de olho bem lá no fundinho, onde mora o mais bonito de nós. Amém.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz ano novo!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Da terra da uva...

...trouxe pêssegos, graúdos e perfumados, comprados direto da fonte. As uvas, essas namorei de longe, na região de Bento Gonçalves, nos parreirais que cobrem morros e vales em imensos tapetes, em muitos tons de verde, onde vi nascer 2011. Praticamente toda a produção tem destino certo: as incontáveis vinícolas, que produzem os vinhos que tanto orgulham os gaúchos, e também o suco (adoro!) que abastecem grande parte do país.
Trabalhar a quatro mãos é sempre uma experiência rica, e foi assim que iniciei o ano das atividades na cozinha, o que considerei um bom presságio. Ao voltar do passeio, encontrei uma surpresa daquelas na geladeira: uma massa amanteigada de torta prontinha!, à espera de um belo recheio. Presente do filho, que viajara e não tivera tempo de concluir o projeto. Pus a mão (que exibia unhas vermelhas como raramente acontece e quase me roubam a identidade...rs) na massa e cobri o fundo e um pouco das bordas de uma fôrma de aro removível com ela. Levei ao forno em temperatura alta para pré-assar por 10 minutinhos.
Descasquei e fatiei 5 pêssegos polpudos e cobri a massa com eles.
Misturei 1 xícara de creme de leite fesco (nata) com a casca de meia laranja e levei ao fogo até ferver. Deixei paradinho por meia hora e coei. Bati 3 gemas com 3/4 de xícara de açúcar e uma pitada de sal e juntei à primeira mistura.
Derramei sobre os pêssegos.
Com cortadores de biscoito, recortei corações e estrelinhas com a sobra da massa e distribuí na fôrma. Reparem nos minúsculos pontinhos escuros na massa. São sementinhas de baunilha (de verdade...rs), um luxo que, depois que experimentamos, dói na alma voltar à essência de vidrinho.
Voltei ao forno, dessa vez em temperatura média, por cerca de 45 minutos.
E ficou assim...
... uma gostosura, casando o azedinho da fruta com a crocância da massa.
Para quem quiser cometer o mesmo pecado, encontrei a receita da massa num blog de confeitaria que confio muito, o Chocolatria, da doce Simone, neste endereço aqui. Aconselho a fazer a receita dobrada e a também experimentar sua versão, com recheio de maçãs, um clássico que nunca perde espaço para paladares delicados. Ah, e para garantir a autenticidade da nossa torta de pêssegos, vale investir numa fava de baunilha. Acredite, só o aroma já vale o investimento.
Que as parcerias que alimentam a vida com os melhores condimentos continuem presenteando a nós todos com boas surpresas. Amém!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que 2011...

... nasça bonito pra nós, em nós!
Amém! (em coro, pessoal! rsrs)
Abraço bem grande!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Um viva à vida, bela e doce!

Para saudar o ano que logo vai nascer, e reafirmar o compromisso de não perder de vista ingredientes que temperam os dias com gosto de quero mais, como a beleza, a doçura, a delicadeza, a amorosidade, as parcerias, a esperança, a paciência, a coragem... escolhi duas receitas da nossa cozinha compartilhada para dividir com a querida turma que passa por aqui e alimenta minha "fé na vida, fé no homem, fé no que virá..."

Aí em cima, a torta de frutas vermelhas, assinada pelo filho, sobremesa do último domingo que arrancou suspiros da platéia enquanto era montada, enfeitiçou os olhos dos comensais quando pronta e logo foi desmontada em fatias para vê-los chegar perto do nirvana (marketing de mãe é imbatível!).
Sem o chef por perto para detalhar, dou as diretrizes para o preparo, deixando espaço para a coragem de cada um para soltar a criatividade. Para a base - três camadas de merengue - foi usado o suspiro que ensinei aqui, montado com saco de confeitar em linhas bem juntinhas para formar retângulos, sobre papel manteiga. O modo de assar é o mesmo explicado na receita.
No recheio, creme de confeiteiro, que pode ser substituído por chantilly, frutas vermelhas (morangos, mirtilos, amoras, cerejas frescas) picadas e coulis das mesmas frutas (ferve-se com um pouquinho de água e açúcar e passa-se na peneira). E para decorar, caramelo, que também pode ter uma versão mais prática, Karo, e as belas frutinhas! Não é para acordar todos os sentidos e dar as boas-vindas ao novo ano no melhor estilo "fui eu que fiz"?

O bolo amanteigado de frutas, receita testada e aprovada há muitos Natais, já foi vedete das produções personalizadas na época em que vesti o avental de cake designer. A castanha moída na massa faz dele um bolo muito saboroso, durável e versátil. Para o Ano-Novo, pode ser assado em forminhas de cupcake e distribuído na ceia marcando os lugares na mesa.
Ingredientes: 300g de manteiga sem sal, 6 ovos, 400g de açúcar, 500g de farinha de trigo, 1 xícara de leite, 2 colheres (sopa) de fermento em pó, 250g de castanhas-do-pará moídas, 1 xícara de passas sem sementes, 1 xícara de damascos picadinhos, 1 xícara de tâmaras picadinhas, 1 xícara de frutas cristalizadas picadas (opcional)
Modo de preparar: Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar e as gemas até clarear.
Junte a farinha peneirada com o fermento, intercalando com o leite.
Acrescente as castanhas, as frutas passadas na farinha de trigo para não afundarem e, por fim, as claras em neve.
Coloque em fôrmas untadas e enfarinhadas e leve ao forno forte por cerca de 50 minutos (faça o teste do palito).
A receita rende 2 bolos grandes ou 4 médios (assados em fôrmas de papel para panetone, como o da foto).
Uma sugestão: quem não gosta das frutas pode substituí-las por 1 xícara de chocolate granulado, mantendo as castanhas moídas, e temos então um super bolo formigueiro.

Que tenhamos todos muito apetite pela vida em 2010! Amém