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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mosaico com cascas de ovos

E a saga das casquinhas de ovos segue colorida por aqui... Até o Coelho da Páscoa deve estar olhando de lado, cabreiro, com essa movimentação fora de época. Mal sabe ele do que minha obstinação é capaz quando me encanto por algo. Apaixonada por seus tons e textura, não consegui guardar a produção das casquinhas tingidas que mostrei aqui. E, então, auto-inspirada por esses ovinhos, resolvi "eternizar" a última leva dos corantes do seu Adamy montando mosaicos em pequenas peças de cerâmica. Com perdão do trocadilho, peixinhos, conchas e tudo que remete à mar não são minha praia, tenho uma resistência daquelas que não se explica. Mas, as duas criaturinhas estavam guardadas há anos, compradas às cegas num passeio ao litoral, e lembrei delas quando convidei Bruno para brincarmos de juntar caquinhos.
Não resisto, mais um perdão: "sobrinho de peixa, peixinho é". (rs) Os minúsculos pedacinhos usados pelo querido companheiro de invenções de moda ficarão na nossa história, tenho certeza. Tamanha superação de um impaciente não é mesmo pra se guardar como relíquia, assim como as cenas que fotografei na memória de suas mãos jeitosas e olhar atento enquanto dividíamos o pote de cola e a melhor maneira de desenvolver o trabalho?

Já a tia não estava nos melhores dias de paciência e cobriu seu peixe com cacos maiores, louquinha para fazer a barra nos vasos em miniatura.

Outros, iguaizinhos, em tamanho grande, já estão na fila para também ganharem novo visual. E como toda febre, não paro de imaginar destinos para a paleta de cores armazenada nas caixas de papelão e de juntar mais e mais casquinhas. Vamos ver o que esses quebra-cabeças ainda produzirão... (tens outras ideias, Vero, rainha do mosaico?)

Que de pecinha em pecinha a gente se faça mais inteiro (e colorido também). Amém.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pra Páscoa não passar em branco

Dias difíceis com a saúde da mãe complicada desafiam a capacidade de perceber o colorido da vida. É preciso um esforcinho a mais, eu sei. Então, em meio a aflições, registrei a Páscoa quase como uma medida terapêutica. Uma maneira de me conectar com as pequenas belezas que também em momentos de coração pesado ajudam a aliviar, a reconhecer que a luz está sempre presente, manifestada nas coisas que nos fazem bem.
Vesti a casa na última semana com lembranças, presentes e recordações de anos passados e as poucas novidades que consegui preparar. As casquinhas tingidas ganharam fama pela divulgação no
Dcoração. Foi uma alegria ver o produto da cidade ficar conhecido por esse mundão afora, como só um blog de tanto prestígio consegue. Por obra desses roteiros que nem sempre compreendemos, soube agora que essa foi a última Páscoa em que os corantes foram fabricados. A tradicional empresa de carimbos que os produzia há décadas fechou suas portas. Fico na torcida que alguma outra reconheça seu valor e dê continuidade a essa história tão bonita do seu Adamy e família. E apegada como sou, guardei as sobrinhas das tintas para testar um uso novo: pintura no papel, feito aquarela.
Não tive tempo nem disposição para recheá-las, mas emprestaram sua cor junto aos anjinhos e ao coelho, que este ano ficou assim, branquinho, graças a uns jatos de tinta spray. Gostei desse recurso para dar nova cara a figuras simples, até mesmo encontradas em lojas de 1,99. Parece porcelana, não?
Uma família orelhuda também saiu da caixa onde moram as mimosices pascoalinas. Tão bom rever essas criaturinhas que convivem com a gente poucos dias no ano. Os ajudantes do Coelho foram trazidos por uma colega há tanto tempo, mas lembro tão bem do quanto me encantei com a proposta lúdica da peça.

Na porta, a guirlanda da Páscoa passada, irmã de outras que produzi e mostrei aqui.

O pano de prato foi presente da sogra, que não está mais conosco. Na cozinha, um jeito de ter seu carinho por perto.

E a coelhona, presente de outra colega querida, com seu sorriso aberto que não esqueço, ganhou seu nome. Silvinha é de fé, está comigo há muitas e muitas Páscoas, sempre com esse ar de boneca antiga que não envelhece.

Se é época de renascer, que renasça com força a esperança. As borboletas que voltaram com o outono fazem a sua parte, brincam, dão rasantes, pousam e se alimentam nas suas flores preferidas. Tudo para chamar minha atenção para os ciclos perfeitos do universo - acredito.

Que a alma guarde o recado. Amém.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Ovos com mosaico...

... de casca de ovo, positivo e negativo, tomaram uma parte muito, muito boa das minhas horas da noite de ontem. Coisa pra louco - li nos olhos daqueles que me viram colando os pedacinhos. Salve a loucura! - mudinha, respondi pelo sorriso grande, retrato da satisfação pelo resultado, tão singelo, como percebo a Páscoa, e pela paciência que Deus me deu de sobra e que nunca canso de agradecer.
Um cesto recheado de ovos de galinha, que costumo manter na cozinha, é uma das imagens que mais me falam de riqueza, abundância. Ovo, nas mais diferentes versões, sempre me chama a atenção e encanta. As simples casquinhas, reservadas durante algumas semanas, me convidam a inventar moda, fazem cosquinhas na imaginação pelas inúmeras possibilidades. Então, depois do papel de seda, foi a vez de fazer um aproveitamento total delas. Adoro isso: "pintar e bordar" com apenas um ou dois materiais muito simples. Neste caso, as casquinhas e cola. Vamos ver mais de perto?

Com poucos ou muitos caquinhos as figuras nascem graciosas.
Quanto menores os pedacinhos, mais trabalho, é claro, mas gosto dos dois efeitos.

Além do amor, pode-se personalizar os ovos para presentear com o nome, apelido ou inicial do presenteado, não é uma ideia linda?

E para os pequenos, dá até para criar orelhudos estilizados!
Como o espírito pascoalino baixou de vez por aqui, aguardem que logo, logo volto com outra técnica para decorar casquinhas (na foto acima, o início da nova história), seguindo a mesma busca: projetos simples, de custo quase zero e beleza autêntica, como eram nas Páscoas da minha infância. Que a noite renda, aqui e aí! Amém.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aberta a temporada de Páscoa

Pra ajudar seu Coelho, recrutei meu ajudante fiel, e não sei o que gosto mais disso tudo: se dos movimentos para esperar a Páscoa como antigamente ou da performance do Bruno, que mesmo crescendo a olhos vistos, continua entusiasmado com esse tipo de preparativo.
Depois de uma tentativa frustrada com papel crepom, tudo culpa da memória que me traiu na escolha do material pra essa técnica velha conhecida da minha cozinha, fomos adiante usando papel de seda umedecido para cobrir as casquinhas de ovos. Forno por uns minutinhos e feita a mágica!

Aí sim as cores mancharam como se espera: de maneira inesperada.
E para me surpreender bem mais que o efeito marmorizado dos ovos, meu braço direito dessa vez também tratou de fazer a produção e fotografar o resultado dos momentos doces às voltas com os papéis coloridos. Eis uma tia derretida com a sensibilidade e senso estético desse geminiano que faz acontecer com tamanha agilidade.

O outro agitadinho em cartaz nessas semanas que antecedem a festa, vulgo Orelhudo, também deve estar orgulhoso do artesão mirim, não é mesmo?
Que a gente se contagie, do jeito de cada um, pela esperança que a Páscoa semeia em cores, à luz única do outono. Amém.