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sábado, 31 de agosto de 2013

Uma festa handmade (1)


Com quantas mãos se prepara uma festa no melhor estilo "feito em casa"? Preciso parar para fazer as contas dos tantos pares de mãozinhas ágeis que se dedicaram ao projeto de fazer da noite de formatura da namorada do filho uma celebração à altura de sua "querideza". Alinhados na proposta de encontrar soluções criativas na decoração e nos comes, passamos semanas mostrando e discutindo ideias e aí entendi na prática do que valem as horas que passo navegando pelos sites e blogs crafts. Revirei e vasculhei as pastas com dezenas de sugestões, uma mais linda que a outra, e fomos selecionando as mais viáveis. O legal é que sempre rola aquela "malandragem" de dar uma outra versão à ideia original e as propostas vão se encaixando.
Selecionei algumas soluções que testamos, usamos e aprovamos, no making of e na festa, e vou dividi-las por materiais em vários posts.
No quesito vidro, pintei vários potinhos de geleia e conserva com tinta vitral. A dica é pintar por dentro e não economizar na tinta. Acaba escorrendo um pouco, mas não prejudica o resultado. Fiz alça com arame e prendi nos lados torcendo com alicate. Eles formaram um arco-íris transparente que por si só roubam a cena em diferentes ambientes. Usamos uma parte como vasinhos pendurados junto à cascata de luzinhas de Natal no cantinho das fotos. 
 É muita lindeza, não? Quase vejo fadinhas espiando entre os pontos de luz...
Coloriram também as muretas da entrada do salão...
e como pequenas luminárias na mesa do couvert.
No próximo post, as versáteis toalhinhas de papel, as doilies, e tudo que inventamos com elas.
Que tenhamos ou inventemos motivos para festejar, sempre! Amém.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Minha janela feliz e o graveto roubado


Nas última semanas, as marias-sem-vergonha perderam de vez toda e qualquer inibição e com suas cores vibrantes são o centro das atenções de quem chega aqui. Já à distância, o pessoal é fisgado por sua exuberância e sobe a escada em exclamações, buscando os melhores adjetivos para expressar o maravilhamento com o maciço vermelho-rosa-lilás que emoldura a base da janela. Junto delas, muitos penduricalhos que foram se enturmando na grade feiosa, infelizmente necessária, na tentativa de camuflá-la. As bandeirinhas budistas, confesso que escolhidas mais pelo olho na graça da sua expressão do que pela questão espiritual, ainda assim cumprem seu papel de me lembrar do poder do invisível. "As bandeiras de oração são para os seres como uma medicina suave, um apelo silencioso à maravilha que temos dentro de nós desde sempre e para sempre", esclarece este site dedicado ao tema. E como budismo e natureza andam de mãos dadas, reina uma harmonia bonita nesse espaço compartilhado. Gosto dessas "construções" que vão se criando espontaneamente, sem muitos critérios, e que estão em constante movimento. Obras inacabadas, talvez assim defina melhor a impressão também das casas que me agradam. E a janela principal da minha é assim, o retrato do seu interior (e do meu também). Volta e meia chega uma coisinha nova para mudar o cenário, e mesmo com resistência taurina ao desapego, sai uma outra para dar o lugar. E dessa vez saiu um irmão gêmeo desgastado pelo tempo para entrar outro mais robusto e novinho em cor.

A madeira foi surrupiada do cesto com gravetos para a lareira no nosso último passeio.  Amor instantâneo pelo azul desbotado, super vintage, separei logo do monte e coloquei rapidinho na sacola, na esperança do delito passar desapercebido do marido. Que nada, atrás de mim um par de olhos reprovadores, incrédulos, me observava. Bem mais incrédula fiquei eu com sua reação à minha ação de recolhedora de "lixo" tão conhecida, repetida mil vezes ao longo da vida partilhada. Mas dei a mão à palmatória com sua observação: Tá minado de cupins!! - Sim, mas... ainda assim, vou levar e dar um jeito. Ô teimosia histórica! - li no seu silêncio. Mal sabia ele que o melhor da novela do tal graveto estava por vir, e se pensou já ter visto o máximo das ideias hilárias que acabo por colocar em prática, imaginem o tamanho da sua surpresa quando, dias depois, encontrou o pedaço de madeira, belo e faceiro, dentro do freezer, bem juntinho das fôrmas de gelo!



A "técnica" de descupinização, que ouvi do irmão, acabo de ver numa rápida pesquisa que é mesmo recomendada para peças pequenas. Se quiser saber mais sobre os indesejados bichinhos, clique aqui. Se funcionou, só o tempo dirá, mas como está na rua, vale o risco. Na base do graveto, pendurei vidros (de palmito, garrafinha de azeite de oliva e potinho de remédio) pintados com verniz vitral. O pulo do gato para a cor ficar uniforme é pintar por dentro. Inicialmente, a tinta parecerá escorrida, mas logo que seca o resultado surpreende. 


E é com esse cartão-postal de primavera prematura que dou as boas-vindas à vida que se renova, mesmo que em  pequenas escalas, e aos que dela  participam, ao vivo e online. Amém.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vidrinhos, pra que te quero?

Quero pra colorir esta Sexta de Ideias, pra me juntar às companheiras queridas das craftices, mesmo que já seja quase sábado. Pra dar um destino bonito que justifique a coleção deles, de variados formatos, tamanhos e procedências (geleias, palmito, pepino, extrato de tomate...) que abarrotam o armário e quase me configuram uma acumuladora compulsiva. Pra, enfim, fazer a mágica aquela que tanto encanta as sucateiras de plantão, transformando o descartável em objetos com a assinatura do nosso gosto, aqueles que dão um calorzinho no peito quando a gente passa o olho.

A ideia namorada há meses em vários blogs reúne "a fome com a vontade de comer", já que o material é o mesmo utilizado na minha produção das mandalas: tinta vitral e tinta relevo dimensional. Lembro que outra experiência nesse tipo de reutilização rendeu este móbile aqui, mas naquela época não conhecia o "pulo do gato" que faz toda a diferença na hora de pintar os potinhos de vidro.

Vamos ver então como usar a "varinha de condão" para criar vasinhos...
e lanternas bem alto astral? Com a tinta dimensional "desenhei" uma barrinha na parte superior do vidro, "no olho", sem me preocupar muito com a simetria.

Depois, preenchi com bastante relevo.
Colei algumas miçangas com a própria tinta relevo, deixei secar e só então experimentei o "pulo do gato": pintei a parte interna do vidrinho, com pincel médio, puxando bem a tinta.
A pintura, que fica manchada inicialmente, depois de seca ganha uniformidade, o que não acontece quando pinta-se por fora.
Um achado essa técnica mostrada pela Cris, do competente Vila do Artesão!
Para o vasinho, fiz alça com arame envelhecido (enferrujado pela umidade, com as marcas do tempo que adoro!), torcendo as pontas com alicate.
Colhi lavandas bem fresquinhas, nascidas na última semana no quintal, e flores de trevo, singeleza pura que brota na grama alta e dá até dó de aparar, para inaugurar o vasinho na parede.A lanterna comportou uma vela pequeninha que produziu uma atmosfera azulada tão tranquila, serena, ingredientes que a gente preza ainda mais quando deixamos uma zona de turbulência, não é mesmo? E como ela logo viraria vaso, não poupei cliques, garantia de ter à mão a imagem daquela nuvenzinha de paz.
Que ela chegue aí, levando um pouquinho da beleza que me ampara por aqui. Amém!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sobrinhos que são uns...

... amores, da primeira e segunda gerações, de sangue ou de coração, não deixam o bicho do mau-humor (presença que me ronda o verão afora) se instalar no astral por muito tempo. Porque embarcam nas minhas criancices, aceitam os convites na primeira chamada, e lá vamos nós brincar de ser feliz (treino que exige empenho e merece disciplina diária, muitas vezes suado, outras, deletado) ...
... no jantar à luz de velas, assessorado por Murilo, guardião das lamparinas montadas com vidros de conservas, sobras de arame da construção e miçangas.

... no espetáculo do fantástico Tholl, confirmando, com a boca nas orelhas e a alma aos pulos, que o show de todo artista tem que continuar, não é, minha eficiente sucessora?

... no faz-de-conta que aqui é uma confeitaria com a garçonete mais encantadora!
... no ateliê de verão (o quartinho craft foi transferido à área dos fundos, em construção, logo mostro) orientando mãe e filho, compenetrados, na customização de um banquinho.
... na piscininha, presente perfeito de Papai Noel (seu codinome: marido) para essa criança calorenta que teima em me desassossegar, em tardes de refresco e chamego com Bruno.


Obrigada, meus queridos, por me lembrarem do valor de pescar o melhor dos dias (mesmo os terrivelmente abafados... rs). Obrigada por tão boa companhia! Que nossas cirandas de aprendizado tenham sempre a melhor das melodias: essa que nasce e vive pelos canais do afeto. Amém!