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terça-feira, 17 de abril de 2012

Guirlanda para o SuperZiper

Desde que as meninas do SuperZiper anunciaram a promoção-desafio para marcar os 5 anos do blog, não parei mais de matutar como conjugar o material indicado - tecido, botões, linha, fitas e madeira - em um projeto realmente original. Nesses tempos em que muito se cria, mas também muito se copia no universo craft, a tarefa parecia mesmo bastante desafiadora. Passei bons momentos de recreio na rotina puxada vasculhando os arquivos da memória em busca de algo que tivesse criado e que nunca vira circulando nos meios das manualidades. Quando lembrei das florzinhas de tecido nas sementes de eucalipto, trabalhinho que inventei ainda menina, dei pulinhos de contentamento. E daí foi fácil montar a proposta dentro de um tema que adoro, as guirlandas.

Misturei os ingredientes assim:


Madeira

Busquei os galhinhos da bougainville que caíram do superninho das maritacas e com eles montei a base para a guirlanda.
Fitas
Amarrei os gravetos com fitas de dois tons e linha.
Tecido
Montei as florzinhas com círculos de tecidos nas sementes de eucalipto. Quer aprender? Ensinei aqui.

Linha

Juntei os buquês à base amarrando com linha e, depois, mais fita.



Botões

Nos intervalos, colei botões coloridos (a cola foi liberada a pedido dos concorrentes).



Prontinha, fotografei aqui e ali, em busca de boas imagens, e descobri que a "criatura dos 5 elementos" é bastante fotogênica, rendeu boas fotos.
E então enviei o material, com PAP, às organizadoras do concurso, e esperei pelo resultado com aquela expectativa infantil que ajuda a dar graça aos dias, principalmente quando eles teimam em se pintar de cinza.


E como criança, confesso que "murchei", não por não ter sido vencedora, mas por não encontrar a guirlanda na galeria dos participantes. Deixei recado pras meninas do SZ, há dias, para esclarecer se o trabalho concorreu ou não, mas não tive resposta.


Uma pena... Mas valeu. Na porta, a "bonitona" (modéstia no bolso...rs) faz sua parte para reacender a alegria inocente da menina que fui e a ir em frente na sua companhia, mais confiante. Que assim seja. Amém.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Guirlanda "do limão, a limonada"



Nesta Sexta, duplo desafio: acompanhar as "gurias" sempre afiadas nas ideias crafteiras e seguir firme e forte na proposta de uma imagem por dia, melhor dizendo, um projetinho por dia, na contagem regressiva à espera do Natal.
E para animar um pouco as coisas por aqui, aí vai uma brincadeirinha: quem adivinha o material usado na confecção dessas rosas rubras? A charada tá no título: do limão, a limonada.
Na estrutura da guirlanda, arame enferrujado (adoro!) torcido e fita de um presente fofo que ganhei há tempos de uma arteira de primeira.
Mais uma chance! Abre a foto, olha bem de pertinho.

Descobriu? Pois é, confesso que muitas vezes torço o nariz para o fruto de invenções com materiais reciclados. Confesso também que meu preconceito primeiro dessa lista é com as garrafas plásticas, com poucas mas belas exceções. Exemplo disso é a decoração deslumbrante do Natal Luz, em Gramado, trabalho de profissionais primorosos na utilização das PETs.

Me rendi à embalagem metalizada das pastilhas de cálcio, companhia diária com sabor cítrico para a "manutenção do esqueleto" (rs), assim que a tira foi delineando pétalas. Daí foi só perder a resistência e experimentar o efeito enrolando as florzinhas. Gostei mais ou menos.
Depois de pintadas com tinta spray, comecei a levar fé no potencial das vermelhinhas.
E quando casei com as bolinhas, o arame amarronzado e a fita singela, disse amém ao novo rebento.
Tão bom perder um pouco da rigidez com as impressões preconcebidas, exercitar a flexibilidade, não é mesmo?
Que a disposição para fazer limonada docinha com os limões que a vida apresenta não nos abandone jamais. Que a gente siga suando a camiseta da criatividade com muito tônus resiliente. Amém!
Nota: as rosinhas podem ser feitas com papel metalizado das embalagens a vácuo, como as de café.

domingo, 6 de março de 2011

Saindo da casca

Pintinhos de pompom, macios, anunciam faceiros a contagem regressiva para a festa do renascimento, e para quem o Carnaval passa bem longe, a referênciados 40 dias que antecedem a Páscoa é o sentido maior do feriadão, ensolarado no Sul, para alegria dos foliões e viajantes. Mal sabem eles, os amarelinhos, a carona que pego nessa promessa, o quanto brincar de transformar fios de lã em criaturinhas fofas tem aliviado os dias aflitivos daqui. Além da ninhada, nascem também figuras crochetadas para montar o cenário onde vão morar.
Um arco-íris em forma de florzinhas, folhas, casca de ovo, arranjados em guirlandas cobertas de verde em tom que lembra relva, que lembra ilustração antiga de famílias de coelhos nos preparativos para a Páscoa.
Nessas cenas campestres, também não podia faltar o cesto recheado de ovos, escondido entre as gramíneas, e, vez que outra, cogumelos vermelhos, que aos meus olhos de criança ganhavam em beleza até dos chocolates. Considerei um pequeno milagre reproduzir essas lembranças tecendo pontinhos, laçadas, misturando fios, texturas...
Trocando a agulha de crochê pelas de tricô, o personagem principal da comemoração ganhou forma rapidinho. Segui os passos dos Chiquinhos (aqui) e o seu Coelho ganhou um jeito meio malandrinho. Prevenido para uma Páscoa tardia este ano, já em clima de outono.... ...enrolou-se num cachecol na cor da sua refeição preferida.
Enquanto bordo os votos em pequenos pontos, envergo arame e cubro-o com muitas e muitas voltas de lã, testo pétalas e invento miolos, a fantasia singela da Páscoa toma os pensamentos, multiplica ideias para outros projetinhos, traz para perto um certo encantamento das fábulas, dá um pezinho para alcançar um recreio da realidade. E se o que nasce das agulhas é puro faz-de-conta, não importa. Por momentos, vale tudo, e então fantasia-se o presente na tentativa de resgatar a sintonia com a beleza. E por pura graça, faz-se a mágica! Os olhos recuperados voltam a encontrar a grandeza da vida, num intervalinho de tempo, começando pelas minúsculas manifestações do sagrado no meu jardim.
"O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega." (Ana Jácomo)
Que a esperança seja nosso norte para chegarmos à Páscoa rendidos ao desejo de acordar o que precisa despertar em nós. Amém!
P.S. As guirlandas estão disponíveis para viajar para casas que curtem esperar pelo Coelho num astral de alegria bem colorida. Para falar com Dona Coelha (rs), entre em contato pelo e-mail: rosanasperotto@hotmail.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Flores e sementes no Natal

O amor às guirlandas é tanto, que sofro por antecipação assim que as coloco em seus lugares já projetando o vazio que deixarão quando voltarem para a caixa dos enfeites. Então, como o melhor é assumir as fraquezas, admito meu apego e encontro jeitinhos para não precisar me separar delas, afinal, guirlandas são lindas em todas as épocas. Esta aqui é ainda mais especial. Com seu ar provençal, nasceu num jardim respeitável e foi montada com delicadeza pelas mãos ásperas de Dona Julita. O ritual já faz parte do calendário de dezembro. Despeço-me da guirlanda do ano anterior, já um tanto desbotada, e substituo-a por uma novinha em flor. Garanto assim a presença da boa amiga nos 12 meses que virão lembrando-me o tempo de cada ciclo. Teria melhor lugar para ela morar para cumprir seu papel de sinalizadora do valor de cada hora?
Mas nem só de flores faz-se a beleza plástica dos tesouros da natureza. As sementes são outra paixão confessa. Volta e meia, volto pra casa com algumas ou muitas delas nos bolsos e bolsa. Estas gigantes, que parecem ser de uma espécie de jacarandá, foram recolhidas no chão de um piquenique pelo "sócio" Bruno. Aqui encontramos muitas delas, que ficaram dormindo por semanas no cesto onde vou juntando "coisinhas com potencial", até que foram então agrupadas no aro de vime.
"Recheei" com algumas pinhas miúdas dos pinheiros aqui de casa e finalizei com um laço dourado para mais vez equilibrar o rústico e o sofisticado.
Assim como a primeira, a simplicidade dessa guirlanda também nos fará companhia pelo 2011 afora. Trocarei a fita por uma xadrez e, com roupa campestre, estará prontinha para achar seu espaço, de preferência, bem à vista dos meus olhos.
Que nosso olhar continue se deliciando e inventando moda com os presentes da Mãe Terra. Amém!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A casa é sua, dezembro!

Resisto à "proposta indecente" do comércio de inaugurar a temporada natalina com dois ou três meses de antecedência, como temos visto nos últimos anos. Época de saudosismo à flor da pele, quanto mais quilômetros rodados vou acumulando, mais cresce a necessidade de recuperar e preservar a graça dos Natais da infância e dos tempos do filho criança.
Enquanto espero dezembro chegar, uma incoerência grande pula à vista ouvindo a humanidade em coro reclamar da velocidade do tempo, da escassez dele, e observando o quanto colaboramos em massa para essa aceleração, antecipando ciclos, abreviando intervalos. Quantos de nós arregalamos os olhos quando nos deparamos com lojas e shoppings decorados com Noeis logo depois do Dia das Crianças, isso em outubro!, e acabamos embarcando nessa ansiedade tão bem dirigida a vendas gordas? Considerando que esses cenários permanecerão até janeiro, teremos apenas 9 meses entre o Natal 2010 e o 2011. E assim, impactados mais uma vez, chegaremos ao próximo outubro exclamando o chavão da hora: Nossa, mas já é Natal novamente!
Vou soltando o freio de mão aos poucos e hoje então, no primeiro dia de dezembro, abro as portas à contagem regressiva para a visita de Papai Noel. Na porta, as boas-vindas ao clima da festa no tom que mais gosto: lúdico.
Panelinhas e utensílios de cozinha em miniatura são paixão que não mede idade.
Reuni vários deles ( hoje tão acessíveis em lojas de 1,99 que precisei um esforço extra para não encher o cesto com suas variedades) em volta de uma guirlanda de palha.
Preenchi os intervalos com bolinhas foscas e brilhantes...
e com florzinhas montadas nas sementes de eucalipto como as que ensinei aqui.
Há poucas horas no seu lugar, não me canso de namorar a fofura rosa-amarela-lilás, saudando a menina que mora em mim, aquela que me dá o norte dos prazeres e ancora a alegria, também nessa época de certas melancolias.
Mas quem não combina com nenhuma tristezinha, e me avisou muito antes do calendário que o Natal vem chegando, dispensa as chamadas marqueteiras, acorda devagarinho, no seu tempo, no final de novembro...
e explode em estrelas, como fogos de artíficio, numa festa merecida para quem renasce apenas uma vez no ano, apenas no Natal, e para minha felicidade, no meu jardim.
Que tenhamos um mês de alegrias verdadeiras! Amém!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Criancices (3) com PAP

Tenho as mãos nervosas, como tão bem define a Cecília, do Quilts são Eternos, desde muito cedo. Se a memória é fraca, os registros dos primeiros passos no mundo craft são nítidos como poucos. Volta e meia, retomo algum trabalhinho desenvolvido quando criança, e é uma alegria dobrada, muito por hoje ter tanta fartura de material, bem diferente daquela época de vacas magras no porquinho-cofre. Acredito que foi justamente a escassez de recursos que me ajudou muito a desenvolver a criatividade. Quem não tem cão, procura gato, passarinho, pato, tartaruga para caçar... (rs) e dá um jeito de viabilizar os projetos.
A natureza é um baú de tesouros para os olhos de uma criança que conta com menos de meia dúzia de materiais para dar forma a alguma inspiração. Muitas vezes, a própria inspiração nasce da observação de algum elemento do jardim, da pracinha, do canteiro da rua. Pedrinhas, galhos, sementes, folhas, conchas, penas... valem ouro para a imaginação entrar em ação. Assim foi com as florzinhas que viraram febre quando tinha lá meus 8 a 10 aninhos. Os eucaliptos da redondeza ofereciam seus pequenos cálices sequinhos em abundância, e num belo dia, clic!, fez-se a luz. Juntando a eles círculos de retalhos de tecido estava feita a mágica: rapidamente nasciam lindos buquezinhos. Então montava arranjos, cestinhos, usando como base as também escassas sucatas, já que naquele tempo as embalagens eram poucas.
Para brincar com vocês, encomendei ao meu sobrinho Bruno as sementinhas cheirosas, porque hoje não tenho mais nenhuma dessas árvores por perto. Gentil, meu querido tratou da "colheita" na casa de veraneio dos avós, e quando me entregou, justificou: "Agora não é época das sementinhas, por isso trouxe poucas". Mas elas rendem, e a porção foi mais do que suficiente para a pequena guirlanda. Vamos ver como se faz?
As sementinhas(?) secam na árvore e, na época certa, é possível colhê-las com cabinho. Estas, por já serem velhas e pegas no chão, estão sem o galhinho.
O miolo é estreito e precisamos tirar os "gominhos". Para isto, usei um pequeno alicate pontudo, mas pode ser feito também com a ponta de uma faca.
Para a flor, recorte círculos de mais ou menos 4cm de diâmetro de um mesmo tecido ou de vários.
Pingue um pouco de cola dentro do "cálice".
Coloque o círculo em cima e com a ponta de um pincel firme o tecido, apertando para ajudar a dar forma à florzinha.
O tecido ganhará um leve franzido.
Faça várias florzinhas. Como sou nervosa também com as cores (rs), usei retalhinhos de diferentes estampas e tons.
Agora vamos à guirlandinha. Como mostrei aqui, minhas árvores-vovós produzem bastante cipó e posso tramar guirlandas com eles. Mas se você não tem essa disponibilidade, nas lojas de artesanato encontra-se guirlandas de diferentes tamanhos e materiais. Pode-se também fazer uma base circular de papelão, cobri-la com tecido e depois colar as florzinhas. Enfim, olhe em volta com olhos de criança e com certeza encontrará uma solução para a base do enfeite.
Cole as flores na guirlanda com cola quente, agrupando-as sem se preocupar com muita simetria.
Finalize com um laço de fita.
A minha mimosa ficou assim:
E já está na parede tão exibida quanto sua dona (rs).
Tem menina em casa? Que tal convidá-la para brincar de florista? A menina da sua alma ficou com os olhinhos brilhando e coceira nas mãos com a ideia? Aproveita para levá-la pra passear enquanto procuram eucaliptos cheirosos... Se precisamos de um empurrãozinho para curtir a criança que morará eternamente em nós, o feriado de amanhã dedicado aos pequenos por ser uma boa desculpa, não acham?
As manualidades são curativas, e sou imensamente grata às minhas mãos nervosas que, com seus movimentos, me presenteiam com uma tranquilidade como só elas sabem tecer em mim.