... desse domingo de inverno, depois de quase uma semana de chuva em todas as suas modalidades - garoa, chuva forte, chuvisco, neblina quase chuva... - em coro, os gaúchos entoaram um só mantra de pura alegria: Ele voltou! E as ruas, parques, estradas, praças, jardins, quintais povoaram-se de sorrisos, chimarrão, bom papo, bicicletas, bolas, livros, tricô, bergamotas, numa reverência sincronizada a sua majestade.
Em Ivoti, no Buraco do Diabo, o núcleo de casas enxaimel com sua feira de produtos coloniais, flores e artesanato me acolheu Ao Sol.




O Sol dispensador de vida
Nada em todo o cosmos se compara ao poder transformador do Sol, que nos confere até mesmo a possibilidade de enxergar. Perigoso em toda a sua força (como o deus Zeus, que nenhum mortal podia olhar sem correr o risco de virar cinzas), o Sol é também pura energia de vida.
"Sempre que precisamos imaginar uma fonte infinita de energia, ou qualidades ilimitadas de qualquer espécie, o Sol nos proporciona um símbolo perfeito, fácil de usar na meditação. Por exemplo, podemos nos imaginar como uma fonte infinita de amor, que se irradia para todos, derramando-se sobre a nossa família, os nossos amigos, conhecidos e estranhos da mesma maneira, numa radiância que a tudo envolve. Nenhum outro fenônemo tem essa conotação de abundância infinita e dispensadora de vida. Assim como, em muitas religiões, os mortais não podem olhar diretamente para a divindade, nós também não podemos apreender o poder assombroso do Sol. Contudo, podemos "visualizá-lo" como uma explosão de luz e força, e para isso basta olharmos à nossa volta, à luz do dia, para observar como o Sol espalha os seus benefícios em todas as direções. As nossas próprias energias espirituais e a nossa capacidade de dar não são menos magníficas. " (Do livro Mandalas da Natureza, de Liza Tenzin-Dolma, pela Editora Pensamento)

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