Na cozinha dos amigos que recebem com almoço preparado sem pressa, no ritmo das brasasNa tenda de produtos da colônia na BR 116, em Picada Café, cozinhando pinhões para os viajantes
Na minha sala, colorindo de laranja quente as noites geladas
Na cozinha dos amigos que recebem com almoço preparado sem pressa, no ritmo das brasasNa tenda de produtos da colônia na BR 116, em Picada Café, cozinhando pinhões para os viajantes
Na minha sala, colorindo de laranja quente as noites geladas
Quase pássaros na forma, donas do seu tempo, pura celebração da liberdade.
Moranguinho
Vô Rudy esteve na família por alguns anos como vô emprestado, emprestando-nos histórias e receitas de vida com sua presença forte e terna. Orgulhava-se de sua habilidade nas lidas da confeitaria, e atribuía a ela a bênção de ter sobrevivido à guerra. Contava que como prisioneiro na Alemanha, fora incumbido de trabalhar na cozinha, e ali desenvolveu um talento que desconhecia. Seus doces caíram nas graças de superiores militares, o que lhe garantiu privilégios, o maior deles, a graça da vida preservada.
Quando batia à nossa porta todo faceiro com o bolo-presente, era a própria imagem desse milagre que é a regeneração da alma, capaz de recuperar a alegria, transmutar a dor em amor. Talvez o Dia dos Pais tenha trazido a saudade para perto, e depois de anos, busquei a receita no caderno e prometi segui-la à risca. E não é que reencontramos vô Rudy pelo sabor inconfundível do seu bolo mármore?! A singularidade está no tempero: noz-moscada e licor de chocolate. A singularidade está no tempero...
Bolo mármore
Ingredientes: 200 gramas de manteiga, 250 gramas de açúcar, 4 ovos, 1 xícara de leite, 500 gramas de farinha de trigo, 2 colheres (sopa) de fermento em pó, raspas de limão, 1 colher (cafezinho) de noz-moscada moída, 1 colher (sobremesa) de essência de baunilha, 3 colheres (sopa) de cacau, 3 colheres (sopa) de licor de chocolate
Modo de fazer: Na batedeira, bata a manteiga com o açúcar até ficar clarinho. Junte os ovos, um a um, e continue batendo. Acrescente a metade da farinha e a metade do leite, e bata. Adicione o restante da farinha com o fermento e o leite e bata mais um pouco. Misture os temperos: casca de limão, noz-moscada e baunilha. Separe um terço da massa e nela misture o cacau e o licor de chocolate. Coloque a massa clara em fôrma de furo central, bem untada e enfarinhada, e por cima a massa de chocolate. Misture levemente as duas massas com um garfo para marmorizar. Leve ao forno alto nos primeiros 20 minutos e baixe para médio por mais cerca de 20 minutos. Faça o teste do palito para verificar o cozimento. Depois de frio, polvilhe açúcar de confeiteiro ou cubra com cobertura de chocolate.
Mas como esse também era um bolo para presente, enquanto assava as agulhas funcionaram para fazer o cobre-bolo. Tule, um crochezinho em volta com miçangas e um morango, petit-pois, como diz a música do Nando, para fazer uma graça à aniversariante, outra mestra-doceira, que dia desses ganha um post só seu.


A mesinha sem uso serviu de base para a construção e, na falta do martelo, um pedaço de lenha resolveu o problema com os pregos
Os móveis, exclusivos, com design do tio João, 90 anos de pura inspiração
Telhado azul, por que não?

Solte-se e divirta-se!
Mandala do livro Mandala Designs, de Martha Barfeld
As cerejeiras ornamentais, árvore símbolo do Japão, pincelam o final de julho na serra gaúcha feito Monet. Com tons e sobretons de rosas intensos, tiram o fôlego, ganham a cena. E a gente olha, olha, olha ... Fotografa, fotografa, fotografa... e não consegue parar de exclamar "Que lindo!". Não duram assim, romanticamente floridas, muito mais do que uma semana. Então, assim como os japoneses, que se apropriam dos parques e praças na época da sua floração em alegres piqueniques para contemplá-las, ainda dá tempo de aceitar esse deslumbrante convite da natureza e subir à serra nos próximos dias. Seus olhos com certeza agradecerão...
"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão..." Friederich Nietzsche
Atualizando: logo após este post, namorando as lindezas de um dos blogs que mais alimentam meus olhos, o desiretoinspire, vejam só quem encontrei por lá: as bolas de vidro sopradas da Tunísia, compradas na feira de artesanato aqui da cidade, e que usei na composição da foto. Surpresa maior ainda por terem os mesmos tons. Ah, esse mundo é mesmo pequeno para quem gosta do azul...
... minha mestra crafter, vó do coração, que por quase 90 anos tricotou sonhos, aqueceu os bebês com pontinhos tecidos com a delicadeza e beleza de sua alma-menina e suas agulhas mágicas e que agora descansa em nuvens de algodão no céu mais azul que a sua serenidade conquistou.
Boneca peruana, artesanal, a 7 reais! (quanto tempo de trabalho por esse preço tão baixo)
Luminárias marroquinas

Anjinhos peruanos
Cachepôs e porta-velas da Tunísia
Perfumando-se entre as toalhas macias, Bibi encontrou novo e inusitado lugar para se refugiar do frio, e a casa se derreteu...

Eles fizeram o maior sucesso nas casas das avós, exibindo estampas, paisagens, como presente de bodas de ouro e prata ou souvenirs resguardando viagens. Hoje, com o estilo vintage vestindo as casas com essa atmosfera que mescla nostalgia, delicadeza e o resgate do "lar doce lar", os pratos de parede voltam a ocupar espaços de honra formando coloridos patchworks de louça, cerâmica, porcelana.
As imagens garimpadas em diferentes sites de decoração são pura inspiração para abrir o armário e olhar com outros olhos os pratos guardados ou, quem sabe, esquecidos ali.


