No chalé guardião da história, os serralheiros dão as boas-vindas movidos pelo vento da serra, em dia de sol e temperatura de verão, presente para as viajantes.
Uma coleção de cactus, por todos os lados, e a romântica roda d´agua convidam a ficar no pátio sem pressa. Só assim para registrar a palheta de cores, formas e sons que passam pela roda e ganham acompanhamento sinfônico dos pássaros silvestres.
Uma placa escrita à mão na entrada de uma casa, mais atrás na estrada, avisa: "Faço ladrilhos hidráulicos". Para! - peço à motorista. Bato palmas, chamo, espero cheia de esperança, mas as janelas e porta continuam fechadas. O artista não está, fazer o quê? Com uma frustraçãozinha estampada no rosto, seguimos. Mas logo em frente, ali na Casa do Artesão, encontro um pouco da obra e da história do mestre do revestimento em algumas poucas peças (bandejas) à venda na loja. A produção é pequena, explica a moça, porque o artista é pedreiro e tem pouco tempo para se dedicar aos ladrilhos. Bom, mas agora já tenho o mapa para um dia matar a curiosidade e ver de perto como se produz essas lindas peças que já foram desprezadas e hoje voltam a cobrir o chão com a beleza de suas cores e geometria. 
Madeira recortada como se fosse papel emoldura as aberturas e a beirada dos telhados. (Lembrei da tua casa, Laély!)
E lá dentro, um par de bules esmaltados rouba a cena e me devolve à menina que desde cedo gostou de café, mais ainda na casa da tia, vó por adoção.













Um pouco antes de servir, recheie os ninhos com uma colher de nata (creme de leite) e morango, inteiro ou fatiado. 






















