segunda-feira, 13 de maio de 2013

Flores + botão: buquezinhos originais

(foto: Lu Gastal)
Fui convocada a pensar no mimo para presentear as mamães que almoçaram no Vero, restaurante do filho, no seu dia. Na verdade, levantei o dedo bem antes de ser chamada, louca para colocar a minha colher  cor de rosa no ambiente sóbrio do estabelecimento predominantemente masculino. E como não vejo melhor associação do que flores e mulheres, mais ainda mulheres mães, idealizei encontrar uma forma menos padronizada, desde flores mais campestres, até a apresentação que fugisse do tradicional celofane e fita. 
Para montar uma ideia, a velha estratégia sempre funciona: abro as gavetas e caixas e vou revendo os materiais com aquele olhar clínico que as crafters sabem que podem confiar. Derruba o projeto inicial, experimenta outra versão e outra e, de repente, bingo! Bati o olho na lata com botões e visualizei o potencial para usar as pecinhas de um jeito original.
E assim nasceu o protótipo, montado com cravo, margaridinhas, galhinhos de cipreste e lavandas (fresquinhas, colhidas no quintal lindo da amiga Anelise), amarrado com fita mimosa e botão. 
Levei-o para a Lu Gastal, no Bazar de sábado (assunto para outro post), e é dela a foto tão alegre como o encontro, mostrando o pequeninho na mesa das gostosuras.

Mais 30 me esperavam para serem montados no sábado à noite. Na linha de produção, desafio para uma pessoa avessa aos métodos, o jeito foi trabalhar mesmo por etapas. Entrei a madrugada perfumada de lavanda e quando amarrei o último cartãozinho, a casa dormia e dei o grito de guerra só na imaginação, cansada mas feliz por continuar mantendo a parceria com o filho.
Como em tantos outros momentos, sonhei com a invisibilidade para poder ver a reação das mães recebendo a surpresinha, mas desconfio que elas gostaram... (rs)
Fica a sugestão para lembranças de festas e o meu abraço atrasado às amigas do Amém pela data de celebração do amor mais "vero". Que o elo com nossos filhos e mães nos abotoe sempre à busca de cumplicidade e trocas. Amém.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um convite


Confesso que me sinto feito menina-moça às vésperas do debut (apesar desse rito de passagem ter perdido espaço e vez entre a galera de hoje e eu  nunca ter sequer sonhado com ele, bem pelo contrário).  Participar de um bazar comandado pela Lu Gastal, musa crafter de tantas de nós que lidamos com as manualidades, é uma experiência que me diz muito e me faz muito feliz.
Então, quero convidar as meninas (e meninos também) de perto para dar uma passadinha por lá. Uma oportunidade pra gente se conhecer, bater papo, ver os produtos que preparamos com carinho para as mamães (daqui banquinhos crochetados e mandalas embaladas com ares retrô), num encontro gostoso regado a chazinho e gostosuras.
Será um prazer enorme, podem acreditar.
Que o sábado seja de sol, aquecido pelas boas companhias. Amém.

domingo, 28 de abril de 2013

Biscoitos do André, bolos da Rita

Nas questões culinárias, sou contraditória. Prefiro sempre o salgado ao doce, mas na hora de por a mão na massa, é a confeitaria que faz meus olhos brilharem e a colecionar um "acervo" de receitas de doces que, que se me propusesse a testar uma por dia, levaria anos na empreitada.
Nos últimos tempos, tenho me disciplinado a ir pra cozinha preparar doces só nos finais de semana, e também escolhido receitas pequenas. Tenho uma diabética em casa, comportada diga-se de passagem, mas não dá pra provocar demais. Sem falar nos cuidados com a tendência da herança dessa genética. 
Então, vou relembrar com vocês as últimas experiências, com meus pitacos, receitas de duas "feras" gastronômicas: a musa Rita Lobo e o conceituado André Nogal, marido da musa do decor Vivianne Pontes.
Ontem foi a vez de conferir os "baci di dama", beijos de moça italianos, numa adaptação de André. Como biscoito é "praia" que surfo com certa facilidade, confirmei que são mesmo fáceis de fazer, rendem bem, crocantes daquele jeito que derrete na boca. Na próxima fornada, reduzirei o açúcar. Como são recheados com doce de leite, meu paladar gritou o excesso. Mas, sem dúvida, deliciosos, perfeitos também para presentinhos. Receita aqui.
Mudcake, um bolo com muuuuuito chocolate, é daqueles doces pra se comer menos do que se costuma, como avisa Rita Lobo. Com uma textura muito macia e sabor bem forte, casa perfeitamente com sorvete de creme. Receita aqui.

E para fechar a "cozinha experimental", um bolinho com gosto de casa de tia. Como as laranjeiras foram generosas nesse outono, não poderia perder a oportunidade de perfumar a casa com um cheirinho nostálgico. Super prático, com resultado garantido, como são as receitas assinadas pela Rita. Aqui.
Que a semana seja doce, farta e nos desafie a explorar novidades de diferentes sabores, cores, aromas e boas sensações. Amém.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Banco-cogumelo, uma fofura!

 

Não é novidade nenhuma que tenho fixação em cogumelos. A primeira e única vez que me deparei ao vivo com um desses de conto de fadas, vermelho com bolinhas, fiz um estardalhaço tão grande, que mesmo quem me conhece a vida toda arregalou os olhos e não conseguiu disfarçar uma certa preocupação.
Já me dediquei a dar forma a eles em feltro, com rolhas e pelotines, crochê, e ontem, a uma maxi ideia que vinha me rondando. 
Liguei o "motorzinho" e com lã grossa, a capa do banquinho rendeu rápido. Para a montagem, as soluções foram se apresentando conforme vislumbrava o cogumelão pronto.
Vamos aos passos? 

1- Primeiro fiz a capinha com lã grossa, agulha 3,5 e crochetei daquele jeito "intuitivo", com pontos altos, aumentando aos poucos e , nas últimas carreiras, sem aumento, para arredondar. 
2 - Para "engordar" o assento, um fuxicão recheado de plumante sem fechá-lo totalmente. Arrematei com um quadrado de feltro.
3- Vesti  a almofada com o crochê, passando um torcido de fios na base da capa e amarrando.
4- Cortei pomponzinhos brancos de lã e costurei na capa com vários pontinhos para achatá-los.
Prontinho, depois de me esbaldar fotografando a lindeza com meus gnomos e fadas, uma criaturinha muito fofa chegou para o verdadeiro test drive. E não é que a top modelinho se engraçou mesmo pelo "fofão" (e pelo gatinho da Ana Sinhana)!  
Com a alegria de Mariana, a serelepe sobrinha-neta, desejo um lindo fim de semana a todos. Amém.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Mandalas aqui, ali, acolá!


Mandaleira que se preze sofre inevitavelmente do olhar compulsivo pelas "redondas". Reconhece mandalas por onde anda, desde as mais espetaculares criadas pelo Pai do Céu...
(esta maravilha abriu-se em flor hoje, e com tamanho esplendor, caiu como uma luva para ilustrar o post)
...até as mais inusitadas...
Criá-las com diferentes materiais é um desafio muito, muito prazeroso. Além do vidro, onde a pintura transparente faz uma festa de cores... 
 (falando nisso, aproveito para mostrar as embalagens fofas, vintage, das últimas peças, criadas para o Dia das Mães)

... a simetria do crochê também possibilita inventar muita moda "mandaleira".
Se a base for circular, temos então a faca e o queijo na mão, e de pontinho em pontinho vimos nascer mandalas lindas, no meu caso, a maioria das vezes, espontâneas, que ganham forma a cada carreira, sem muito planejamento. 
Assim nasceu a capa desse banquinho. Primeiro, uma base de ponto alto e, na sobreposição, a cereja do bolo: uma estrela arredondada presa com bordadinhos singelos.

Os pezinhos foram pintados como a Ana Matusita ensina aqui, na versão do seu banquinho fofo com crochê.
Tendência que a gente acaba se encantando, esse detalhe faz uma diferença e tanto, não?
Arrematei com pomponzinhos, coringa dos acabamentos.

E ficou assim... Namoro recente, não me canso de admirá-lo.
Que o transformar com paciência ( paz + ciência: a ciência da paz, grande sacada da minha "guru" Claudia, do Via Tarot) seja motivador, sempre. Amém.

domingo, 21 de abril de 2013

O toque da borboleta


O outono mostra sua generosidade no quintal, tanto nas poucas mas carregadas laranjeiras, como nas roseiras, ou melhor, na única que, sabe-se lá por quê, não atrai as danadas formigas cortadeiras. Sem falar nas borboletas, muitas e de diferentes tipos que bailam da manhã à tardinha, sempre me chamando para caçá-las em cliques que exigem paciência e tempo. Mas, como para toda regra, uma exceção, e provando que a vida, por mais rotineira, tem lá suas surpresas que volta e meia nos tiram o fôlego, dias desses uma criaturinha alada mostrou-me a força do imprevisível. Descansando no varal, avistei-a de longe e fui chegando de mansinho para tentar fotografá-la. Pareceu-me tão calma, que arrisquei aproximar a mão, contendo até a respiração para não assustá-la. Logo a bela foi-se chegando, chegando, e como milagre, escalou minha mão e ali repousou, confiante, enquanto meu coração disparava de alegria e a vontade era dúbia: silenciar profundamente para sacramentar o encontro e, ao mesmo temo, gritar para mostrar o feito a todos. Não foi preciso. Passada a euforia do primeiro instante, senti que poderia me movimentar e levá-la para passear por dentro de casa para exibir o troféu. 
Minha mãe alardeou: Isto é sorte! Sim, sim, respondi convicta. Tirei a sorte grande! 
Guardei  essa certeza da experiência tão rica em significados numa gavetinha especial da memória. Quando menos se espera, o que sempre desejamos muito cai nas nossas mãos. Talvez como prêmio, talvez recompensa, talvez a tão marqueteada lei da atração, ou simplesmente, como diria o poetinha Quintana, que já deve estar cansado de tanto ver seu recado circulando pelos caminhos virtuais, mas que nesse momento, sorry, impossível não lembrar: "O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você".
E de um degrau da maturidade que se conquista dia a dia, muitas vezes a duras penas,  reconheço que a indigesta impossibilidade de correr compensou-me com uma boa capacidade de contemplar. Tenho olhar "comprido", especialmente com a natureza, e com a graça dos céus, mente e coração que se alimentam dessas visões de beleza feito borboleta com seus néctares.
Que os milagres do cotidiano nos toquem e retoquem com leveza nossos espaços densos. Amém (em coro com a algazarra das maritacas no alto do pinheiro do jardim). 

domingo, 7 de abril de 2013

Coração crochetado

                            

E o outono vem chegando de mansinho, intercalando dias de sobra do verão com outros de avant premiere da minha estação preferida. Ô tempo bom para tantos rituais... Entre eles, buscar lá do fundo do armário a sacolona de lãs e projetar feituras. Para o aquecimento das mãos meio enferrujadas no manejo das agulhas, escolhi um trabalhinho inspirado nas guirlandas de uma Páscoa passada. Para quem quiser conferir, elas estão aqui.
 Fiz um coração com arame e cobri com pontos baixos.                            

E com lãs coloridas, crochetei personagens para habitar esse mundinho "amoroso": joaninha, cogumelo, borboleta e flores.
Fico devendo o passo a passo das figuras porque elas vão nascendo com pontinhos que se juntam conforme a necessidade da forma, de um jeito quase intuitivo, mas garanto que não é complicado. As pecinhas são pequenas, então desmanchar e refazer não requer lá tanta paciência. Para uma gracinha a mais, usei pomponzinhos de grelots. Tudo colado com a bendita cola quente, em pinguinhos, para não ficar à vista. Gostei da fofura que vai desembarcar na casa de amiga querida como manifesto de carinho pelo aniversário.
No canto do sofá, outra fofura acompanhou os movimentos da agulha em sono profundo, também já no clima de dias friozinhos, bem enroscado.
Que o outono nos traga momentos produtivos de recolhimento, povoados daquele calorzinho no coração que o fazer com prazer costuma nos presentear. Amém.
P.S. - O título da postagem é da amiga Jud, lá pelo Facebook, que assim como eu, não se sossega numa só artesania e vive experimentando novas técnicas, novos materiais, novos desafios.
                                           

sábado, 30 de março de 2013

A Vila dos Coelhos


Costumo usar o baú da sala para montar o cenário da Vila de Natal e esse ano, depois de passear pelos  encantos de Gramado e Canela (RS), território do chocolate, voltei recheada de ideias para compor uma cena de Páscoa sobre o móvel, relíquia da avó do marido.
Reuni a coelhada que passa o ano escondida... 
e outras peças curingas, como o bule de ágata, que abriga uma mini árvore de Páscoa, protegida pela coelha, a fada e o gnomo.
A casinha, onde vivem as fadas em todas as épocas, ganhou como base uma "bolacha" de madeira e acolhe a coelhinha mimosa e o coelho de orelhas muito grandes e seus pertences.
Pendurei ovinho-cesto, borboleta e passarinho no topo.

À noite, quando sobra um tempinho, acendo a vela, apago a luz da sala e aperto os olhos para desfocar a cena em busca do estado alterado aquele, o encantamento infantil, cada mais valioso conforme a idade anda.
Quando isso acontece, nem que seja por segundinhos, reforço a disposição para seguir "malhando" para fortalecer meu tônus emocional. Assim, com um pé no mundo da fantasia, do jeito que melhor sei fazer.
Que a Páscoa nos provoque o apetite pela renovação da fé (na vida, no homem, no que virá), sempre! Amém.

sábado, 23 de março de 2013

Singelezas de Páscoa

Se tem exercício que me faz esquecer do mundo é esse de dar forma a uma proposta sem ideia preconcebida. Adoro os movimentos da criatividade que vão buscando elementos daqui e dali para montar um projeto que se desenvolve assim, espontaneamente, e num belo momento, se mostra pronto.

Foi com esse astral que nasceu o arranjo de Páscoa no balcão da cozinha. Primeiro chegou o coelho, um bibelô barato que ganhou "maquiagem de porcelana" com uns jatos de tinta spray. Foi logo pulando no prato de bolo e pedindo companhia.

Busquei então a saboneteira de anjinhos e foi só olhar para os lados para ver que a pomba de massa de pão, criação da nossa cuidadora na última fornada, ficaria muito bem instalada nesse ninho celestial. Um pouco de palha e pronto, a imagem do aconchego. 


Em outro espaço da cozinha, dois pequenos cachepôs saltaram à vista. Bingo! Do tamanho e textura que a cena precisava. Daí foi só dar um pulinho no quintal e colher as cores que me falam da Páscoa:  o rosa das flores da Sete Léguas e o azul-quase-roxo das últimas hortênsias.
Tão singelo e tão sedutor aos meus olhos cansados de decorações carregadas ao estilo vitrine de shopping.
Que a gente desenvolva mais e mais o olhar certeiro ao que nos rodeia, e "faça chover" com o que se tem à mão. Valendo tanto nas lidas arteiras, como no trânsito com as situações da vida. Amém.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Minicestos com amendoim açucarado

Sou apaixonada pela cestaria indígena. Em nossa região, é comum encontrar índios kaingang, na maioria meninos e meninas (uma carinha mais linda que outra, numa rotina tão questionável pelos direitos das crianças), vendendo seu artesanato super colorido pelas ruas. Nessa época, a oferta fica ainda mais vistosa e irresistível e preciso fazer uma ginástica de autocontrole sempre que passo por eles.
(foto Delfim Martins)
Se resisto à compra, aproveito a inspiração para mais uma invenção com as casquinhas de ovos.  Substituo a palha por tirinhas de papel crepom bem torcido e vou colando na base, misturando cores.
Para uma bossa, uma trancinha fica lindo! 
As possibilidades são muitas para os enfeites e acabamentos. 
Dá pra fazer alcinhas, tampinhas, arabescos, flores...
Não vou mentir, precisa-se de uma boa dose de paciência, especialmente com a meleca da cola. Mas, rendam-se: o resultado compensa, não?
Prontinhos, para rechear também temos várias opções: M&M´s, jujubas, balinhas, mas os meus, não penso nem meia vez,  amendoins açucarados, sempre!! A maior perdição da Páscoa, troco chocolate por um bom punhado deles, sempre! Por isso,  testei várias receitas até chegar nesta com aquele "pulo do gato" que faz toda a diferença.

1/2 kg de amendoim cru (com casca)
3 xícaras de açúcar
1/2 xícara de café forte
1 colher (sopa) de chocolate em pó
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de fermento em pó

Misture todos os ingredientes numa panela grande e funda.
Leve ao fogo e quando a calda começar a engrossar, mexa até secar.
Retire do fogo e despeje numa assadeira untada.
O "segredinho" para ficar bem crocante: coloque no forno médio por 15 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar.
Espere esfriar e guarde em pote bem fechado. 
Que dar forma ao que nos encanta seja um exercício de prazer incorporado a nossa rotina como talismã contra as chatices. Amém.

sábado, 9 de março de 2013

Cupcakes de Páscoa


Sábado é dia de bolo, assim como segunda-feira é dia de cozinhar feijão, sexta, faxina, e domingo, a  velha tradição gaúcha, churrasco. Mesmo que essa rotina nem sempre se cumpra, e é melhor que seja assim, gosto desses rituais domésticos com um quê de saudade dos cheiros, movimentos, alegrias singelas de uma casa onde era filha e esboçava a dona de casa que fui dividida com a profissional por anos a fio  e hoje, assumidamente full time.
Então hoje o dia foi ritualístico dentro de tradições que vão se reinventando, encabeçadas por outro personagem que demonstra também curti-las com um entusiasmo que apimenta nossa relação. (rs) Bruno, o sobrinho que é por demais conhecido aqui, já chegou avisando que queria fazer "aqueles" cupcakes de cenoura. Num misto de empolgação e canseira antecipada, concordei, mas fui logo avisando que não ralaria as cenouras sozinha. Ele não se intimidou. Assumiu que se encarregaria da dura tarefa e cumpriu a promessa. Ralou as três cenouronas do início ao fim, e terminou com alguns dedos ralados também, mas nada que lhe roubasse a empolgação. Para ser bem honesta, assumiu toda a confecção dos bolinhos sozinho, enquanto essa tia pipocava entre uma coisa e outra e dava seus pitacos. 
A receita é mesmo daquelas que, depois de provada, não se esquece. Muito diferentes dos bolos de cenoura convencionais, batidos em liquidificador, esses cupcakes têm um sabor bem especial, uma mistura de aromas (o gengibre faz toda diferença!) e textura que  são uma festa já na primeira abocanhada. Um achado precioso que fiz com a grande crafter Ana Sinhana, também boleira de primeira, com quem adoro trocar figurinhas culinárias. Aqui você encontra a receita bem explicadinha, com todos os detalhes como só uma virginiana é capaz de passar.
Fuê pra que te quero! Pra que batedeira se temos um braço forte à disposição?
Depois de assados e frios, resolvemos inovar na cobertura (apesar da original, de cream cheese, ser ma-ra-vi-lho-sa) pensando na Páscoa que vem aí. Preparamos, ops, ele preparou nossa falsa ganache, misturando 160 gramas de chocolate meio amargo, derretido em banho-maria, com meio pote de doce de leite e, uma novidade trazida pelo mestre-cuca: uma pitada de sal. Fiz de conta que conhecia o truque e expliquei -  o sal "acorda" o sabor do chocolate! - e ele aprovou a explicação.
Se a graça do menino era comandar a cozinha, para mim estava muito mais em brincar de fotógrafa. Um clique com esse pratinho... Outro clique com outro pratinho... Em outro ângulo...Vamos ver como fica com a rosinha cor-de-laranja...

E com a coelhinha, não é fofo demais?


Fofo mesmo é ter com quem trocar de papel numa dinâmica tão saudável quanto nossos bolinhos. Que as parcerias nos enriqueçam sempre! Amém.