quarta-feira, 31 de julho de 2013

Lembrancinhas com minibrownies para uma "menina-moça"



Esta semana comemoramos com muita, muita alegria os 82 aninhos de minha mãe. A espera e expectativa pela data de nossa menina-moça mais parecia de uma debutante dos anos 70, e quem diz que os dias passavam na velocidade que ela gostaria? As semanas se arrastaram, já que os telefonemas para convites começaram lá em junho. Mas, enfim, finalmente o dia 29 chegou e, com ele, a aniversariante que amanheceu com um sorrisão de dar gosto e assim se manteve ao longo das horas, recheadas de abraços e carinho de tantos.
Nos bastidores, essa filha fez tudo um pouco. Brincou de promoter, de decoradora, maquiadora, cabeleireira, fotógrafa, doceira... (rs) Uma delícia se dedicar a uma festa, quando tempos atrás, a dedicação era toda voltada a sua saúde, a sua recuperação.
Cada passo dessas últimas semanas foram motivo de agradecimento, e por isso tive a ideia de presentear os convidados com corações, afinal, todos eles participaram de alguma forma desse processo curativo, desde aqueles que estiveram ao lado nos momentos difíceis, àqueles que contribuíram com suas orações e boas intenções.
Comprei forminhas de alumínio em forma de coração, um mimo, e preparei brownie com receita certeira do Panelinha. Para quem quiser conferir, está aqui. Substituí o chocolate branco por nozes e assei rapidamente, não mais que 15 minutos, para ficarem bem úmidos.
E aí veio a melhor parte: embrulhar e enfeitar os presentinhos.
Acondicionei em saquinhos de celofane e fechei com fita mimosa e cartãozinho para o qual usei um molde pronto, arquivado há muito tempo e que se prestou como uma luva. Adicionei o texto e mandei imprimir e cortar.
Juntei uma colherzinha, já que o doce ficou com textura molinha.
As lembrancinhas fecharam com chave de diamante o encontro de tantos corações, alguns distantes há décadas, mas sempre unidos pelo afeto dos laços que nos mantêm fortes em todas épocas.
Reunir tantos que amamos numa só "cajadada", num espaço criativo e caloroso como o Villa D´Assisi, foi um elixir milagroso. A semana segue e as lembranças daqueles momentos continuam nos alimentando de felicidade.
Felicidade que aprendi a buscar com essa aniversariante faceira, guerreira, a quem dedico meus aplausos e rendo todas as homenagens, com todo meu coração.
Que o entusiasmo e a busca pelo bem-viver esteja sempre entre nós. Amém.

sábado, 27 de julho de 2013

Merchandising doméstico


Cada um com seus apaixonamentos. Essa é a regra da casa onde as coisas e coisinhas da cozinha são predominantes, sem entrar no universo dos materiais crafts, um capítulo realmente à parte. Utensílios, livros, revistas, apetrechos culinários sempre fizeram meus olhos brilharem de um jeito especial. O gosto foi herdado em potência nunca imaginada pelo filho, que fez dele sua profissão, e nessa realidade, mais coisas e coisinhas começaram a circular, até aquelas sempre desejadas de longe, com ares profissionais. São aros, fôrmas de diferentes tamanhos e formas, sem falar na minha coleção de cortadores de biscoito, um xodó. Mas como é da condição dos aficcionados, sempre tem algo na listinha do que se precisa muito(rs). Assim, na última semana, tive chilique quando me deparei com forminhas de silicone para cupcakes numa promoção do fermento Royal. Como não tinha recomendações muito positivas sobre as fôrmas desse material, me mantive há naos com o pé atrás, até porque não são baratas.
Bem, mas a tal promoção era chance de testá-las com custo muito atraente. Comprei um kit, 2 fermentos e 6 forminhas, por menos de 6 reais. Estreei com os melhores bolinhos de cenoura do mundo, e me rendi à facilidade do silicone de não precisar untar e desenformar num vapt-vupt.
Aprovadas, precisava de mais delas, em outras cores, para formar um arco-íris. E voltei ao súper e fiz um rancho de 6 potinhos de fermento que rendeu uma dúzia e meia de forminhas.
Recebi a cunhada, as sobrinhas e os sobrinhos-netos para um café nos dia seguinte com as belas bem recheadas de muffins de morango e pão caseiro, o hit da estação gelada na casa.
As visitas adoraram os quitutes e ganharam até lembrancinha na saída: 1 potinho de fermento. Rimos bastante do presentinho e já tive notícias que ele anda inspirando uma jovem confeiteira.
Enquanto isso, nosso bebezão recuperou-se de uma gripe braba, com direito a várias injeções (ô dó), explorando novas camas. A preferida, como todo felino autêntico, foi essa aí. Gato merengue encaixotou-se, branquinho como leite, e elegeu ali como o melhor lugar do mundo para se proteger da friagem danada dessa semana gaúcha.
Que os apaixonamentos nos rendam criatividade ilimitada e muitas pequenas grandes alegrias, sempre! Amém.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Com quantas camisetas se faz um jardim?

Fiz um limpa no armário, o filho também e o resultado já era previsível para a dupla adepta do jeans&t-shirts: uma coleção de camisetas velhinhas, algumas de estimação, mas que mesmo com dor no peito precisávamos desapegar. As mais inteiras foram para doação, as outras guardei, sabendo do seu potencial. Como julho é um mês recheado de aniversariantes, ando às voltas com a confecção de presentinhos, um bom motivo para começar a reutilizar os guardados.
Ontem lembrei de uma almofada que fiz para a fofa da tia Dada e revirei o blog atrás dela. Puxei minha orelha pela bagunça dos meus marcadores, mas enfim encontrei aqui. Junto, o tutorial das flores com tirinhas de malha. Arregacei as mangas para reaprender a técnica, mas como aquele espírito anárquico de inventar moda não me abandona, depois de aplicar a primeira rosa, resolvi picotar uma tira amarela, costurei o miolo e nasceu uma margarida.  Depois, com malha cor de laranja, costurei por dentro, fui franzindo e o resultado me lembrou uma camélia. Finalizei o buquê com folhas em verde-mate. 

O bacana desse trabalho é como reconhecemos diferentes tons de uma mesma cor, o que quase sempre passa desapercebido quando vimos as camisetas como vestuário. Mas mesmo com a fartura de opções, confesso ter buscado outra peça no armário para a flor laranja e me contive para não cortar uma blusa cor de rosa ainda bem "usável" (rs).
Outra graça que me encanta nesse reaproveitamento da malha é o  jeito meio "desleixado" da costura que produz formas espontâneas, sempre únicas.

As tirinhas rendem muito, então, vamos lá catar outras ideias para utilizá-las.
Um fim de semana colorido de disposição para descobrir novas possibilidades nas gavetas dos armários e nas gavetinhas do coração. Amém.

sábado, 6 de julho de 2013

O primeiro pão a gente comemora!

Sábado festivo por aqui, com gostinho bom de debut na cozinha. O veranico de julho levantou a possibilidade de aproveitar a temperatura mais alta para por as mãos num projeto arrojado. Para tantos que dominam a arte de fazer pão, essa ousadia parecerá um exagero. Mas, sei bem que desenvolvi um tabu em relação a minha capacidade de preparar pão, quase um trauma (rs), depois de algumas poucas tentativas frustradas, há muitos e muitos anos. Também justifico com a falta desse hábito na casa de minha mãe, que conta até hoje ter desistido da empreitada numa das poucas vezes que experimentou as lidas padeiras. A massa que ficara crescendo durante a noite aprontou uma surpresinha daquelas na manhã seguinte: extrapolara os limites da bacia, esparramando-se pelo chão, numa meleca histórica. O relato narrado de forma teatral deve ser o culpado dessa minha "fobia" ao tal fermento que precisa de tempo para levedar e mostrar sua força. Temo que cresça demais e faça o mesmo lambuzo, mas temo mais ainda que o danado não funcione e a massa não cresça o suficiente.
O rumo desse papo seria diferente se num muito abençoado dia uma nova personagem entrasse na minha vida para compartilhá-la como jamais suporia naquela época. Ana, que busquei numa fase tão difícil para ajudar nos cuidados com minha mãe, convalescendo de um AVC, logo ganhou minha confiança e, em poucas semanas, minha admiração. Não demorou também para que os laços evidenciassem que nossa relação estava numa escala muito além da profissional. Nosso troca-troca diário renderia um bom livro de auto-ajuda, com capítulos dedicados a várias áreas: economia doméstica, espiritualidade, psicologia, saúde e... culinária. De alma modesta, e iluminada, não cansa de afirmar que tem aprendido muito com nosso convívio, também com minha experiência no fogão e com algumas dicas do filho chef de cozinha. Nessa atmosfera de reciprocidade, também afirmo com todas as letras que não passa um só dia que não aprenda alguma coisa com a Ana. E entre tantos aprendizados, até pão ela conseguiu me ensinar a preparar, ficando ao seu lado de olho em cada movimento.
Então hoje, me encorajei a passar pelo ritual sozinha, mas com o telefone por perto caso precisasse de um help da mestra. Não foi necessário incomodar a amiga no seu descanso merecido. Três pães fofinhos enfeitam a mesa como troféu e um perfume de casa de vó ainda recepciona quem chega acordando a fome.
Pra quem também é novato nessa praia, deixo a receita:

Pão da Ana
Ingredientes:
1 kg de farinha de trigo
1/2 xícara de óleo
1/2 xícara de açúcar
2 colheres (sopa)  rasas de sal
2 colheres (sopa) de fermento biológico para pão (de bolinhas)
água morna
Preparo:
Faça um montinho com a farinha dentro de uma bacia e uma depressão no centro.
Coloque ali o fermento, o açúcar, o sal e o óleo.
Aos poucos, acrescente a água morna e vá misturando com as pontas dos dedos.
Junte mais água e envolva a farinha até dar ponto na massa (visguenta e molinha).
Cubra com um pano úmido e deixe a massa crescer (cerca de 3 horas).
Sove (os movimentos me lembram esfregar roupa no tanque) sob superfície enfarinhada e separe a massa em 3 porções.
Sove novamente cada porção e coloque em fôrmas untadas.
Espere crescer mais uma vez por mais ou menos 1 hora.
Leve ao forno em temperatura média, preaquecido, até dourar.
Retire do forno e pincele com uma mistura de café com um pouquinho de açúcar para a casquinha ficar macia.
Um brinde a essas criaturinhas que põem fermento no meu afeto, em nome da mãe e da filha emprestada. Um brinde ao universo que, nas suas manobras inesperadas, me presenteou com uma irmã camarada, uma companheira de fé, literalmente. Amém.
E, se quiser saber mais sobre essa palavrinha - companheiro - olha só que belezura este post da amiga Cecília, do Quilts são Eternos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Domingo "colorex"


Numa arrumação no armário da cozinha na semana passada, reencontrei uma preciosidade lá no fundo: o prato de bolo Colorex herdado da sogra. Na época, torci o nariz pra ele, mas guardei, afinal, era um presente e provavelmente recheado de histórias de aniversários da família do marido. Na minha casa de menina também tínhamos um desses, que saía da prateleira em todas as festinhas para acomodar as tortas produzidas pela mãe, aquelas que acompanhávamos de perto os passos do preparo e aguávamos até a hora de saborear. 
Domingo meu prato antiguinho voltou à cena como cama de uma receita também vintage.  O Brigadeirão, que a  exemplo do Quindão, é barbada de fazer: aqui.
Antes disso, preparei o bolo de pêssego que Jamie Oliver chama de pudim, numa adaptação livre (rs) de outra adaptação, enfim, uma anarquia culinária que teve final feliz. Substituí os pêssegos in natura por pêssegos em calda que também estavam perdidos no armário. O resultado é um bolo de massa bem leve e úmida, perfeito tanto no chá ou café da tarde, como na sobremesa, nesse caso, melhor ainda se servido morninho com sorvete de creme. A receita está aqui.
Porque gosto que me enrosco de publicidade antiga, tão reveladora do modo de viver de cada época, ri muito quando reencontrei o slogan da Santa Marina para sua linha de louças:
"Se não for Colorex, não é Colorex".
Que não nos falte cor, sabor e bom humor. Amém.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mesas floridas, apimentadas, iluminadas para os namorados


Se há coisa que me empolga é ser desafiada a encontrar soluções menos óbvias para projetos "arteiros". Gosto de todos os passos, até daquela angustiazinha que bate quando dá um branco na criatividade e é preciso reconhecer que o melhor é deixar as ideias de molho para retomar mais tarde. Quase sempre essa estratégia funciona, e dessa vez também não falhou.
Bem, a empreitada da última semana passou por todas as fases, inclusive aquela satisfação sem preço de ver o resultado e dizer "Yes, ficou bacana como sonhei!" (modesta a moça...rsrs).
Na missão de decorar as mesas do restaurante do filho para o jantar do Dia dos Namorados, desde o início me fixei na ideia de usar flores menos badaladas para a ocasião do que as consagradas rosas, e logo visualizei a beleza meio esquecida das camélias, ao meu ver, igualmente exuberantes. Começava  aí a maior tarefa da gincana "decorativa". Há muito lamento o quase desaparecimento de várias flores cultivadas em tantos jardins e quintais no meu tempo de criança. Talvez a pressa que rege nossas rotinas modernas tenha tirado do mercado as espécies que demoram a florescer, como as camélias. Prioriza-se aquela mágica de fazer nascer jardins da noite para o dia, com plantas glamourosas resistentes, que dispensam maiores cuidados e paciência de esperar crescer e  florescer. O certo é que ainda me espanto quando vejo palmeiras "brotarem" em horas, canteiros se colorirem de arbustos vistosos, simetricamente, num piscar de olhos. Definitivamente, prefiro a jardinagem à moda antiga, a torcida para que as mudinhas vinguem, a troca delas com as amigas, a delícia de ser surpreendida por uma novidade que os passarinhos trataram de trazer. 
Mas, voltando às camélias, depois de várias investidas com o olho espichado pelos pátios alheios sem sucesso, resolvi pedir socorro pelo Facebook, do tipo "procuro camélias, quem poderá me salvar?!". (rsrs) Considerem que as floriculturas raramente têm essas belezuras à disposição, por isso a dificuldade maior. Amigas então se mobilizaram, cada uma apontando um caminho, até que o universo resolveu dar também uma mãozinha e numa das indicações, lá estavam elas, lindonas, cor de rosa, a nossa espera. 
Com elas nas mãos, foi barbada compor os arranjos de acordo com o projetinho inicial. Sobre guardanapos de papel rendado, velas baixas em cima do pé de taças de espumante e o mimo confeccionado especialmente para os casais levarem como lembrança: geleia de pimenta preparada pelo filho, embalada em vidrinhos decorados com fitas e pimentinha de murano.
E o ambiente se vestiu de um romantismo suave, com um arzinho retrô, como, acredito, as relações amorosas andam meio carentes, e com um toque apimentado para aquecer o clima dos apaixonados. (Viram que lindo o painel com fotos antigas da cidade impressas em papel de parede?)
Na recepção, um convite para curtir a noite com o coração bem aberto (inspirado na Casa al Mare).
Enamorada do resultado da empreitada, fica a confirmação de que o velho e sábio chavão é a porta para as mais ternas alegrias: "Faz com o coração, e tudo flui, prospera, se ilumina". Amém.
Para conhecer um pouco mais do Vero, clique no link:
http://www.diariodecanoas.com.br/webtv/programas/458012/chef-vicente-sperotto-fala-sobre-o-corte-norte-americano-prime-rib.html

sábado, 8 de junho de 2013

Ritual de nona para um menino crescido

Bruno, meu sobrinho querido, fiel escudeiro para tantas empreitadas, esteve de aniversário esta semana, e essa tia, numa crise de coração derretido, entregou-se a uma nostalgia daquelas que faz a gente chorar como bobinha a cada lembrança das cumplicidades que nos unem. 
O menino crescido, no alto dos seus 12 anos, dispensou festa e badalações, e cada um arranjou um jeito de comemorar com ele em pequenos grupos ao longo dos dias. Hoje foi a nossa vez de finalmente abraçá-lo e, para marcar a data, resolvi por a mão na massa, seu prato preferido, como minha mãe fazia quando era criança em ocasiões especiais.
O ritual começou ontem à noite com o preparo da massa, sob a supervisão da mãe e orientação do filho, já que há anos não fazia a receita. 
Para uma boa quantia, numa bacia faça um morrinho com 500 g de farinha de trigo com uma cavidade no meio e quebre 5 ovos, um a um, dentro. Vá mexendo até agregar bem e depois, numa superfície enfarinhada, sove rapidamente. Se necessário, junte mais farinha. A massa deve ficar bem firme. Corte porções da massa e abra com rolo, o mais fino possível. Cobri com uma toalha e as "bebês" dormiram assim.
Hoje pela manhã tratei de cortar o macarrão, enrolando as folhas de massa e usando uma faca bem afiada, em tiras do tipo pappardelle. Não me preocupei muito com a uniformidade, cortei de forma rústica mesmo. A preocupação presente era só uma: não esquecer de reservar as rebarbas para a maior atração da macarronada.
Enquanto o papppardelle caseiro cozinhava em água abundante e salgada, sob os cuidados do homenageado...
... cortei as sobrinhas em pedaços pequenos e fritei em óleo quente. Aí já dava para antever o retorno ao passado... Os fritinhos eram disputadíssimos naqueles tempos em que não existia salgadinho industrializado, então resolvi me desforrar e fiz uma quantidade bem farta deles.
Cobri o macarrão com um ragu (carne de panela  com molho, bem cozida e desfiada) e salpiquei rapidamente os "torradinhos", enquanto mãozinhas ligeiras roubavam os petiscos descaradamente.
Voltei à mesa da cozinha de minha mãe na primeira garfada. Ela, ao lado, recordava saudosa seu dotes culinários. E o aniversariante, este continua sendo o agente mais fofo que me devolve a infância, mesmo já se despedindo dela.
Que nossos amores nos movam sempre por caminhos temperados de carinho. Amém.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pudim de claras e quindão: gostinho vintage

Algumas receitas parecem levar pó de pirlimpimpim tamanho o encantamento com o qual são recebidas quando chegam à mesa. Ícones da culinária que saem e voltam à moda, nos remetem a deslumbramentos da infância que nos faziam salivar, nos entusiasmam enquanto se prepara e nos inflam de empolgação quando finalmente vimos que deu tudo certo. 
Com os clássicos quindão e pudim de claras a coisa funciona assim, ao menos aqui em casa e na casa da comadre, para onde foi a dupla preparada no fim de semana. Olhinhos brilharam quando apareceram para fechar o almoço preparado pelos filhos e se juntaram ao hors concours sorvete de morango da anfitriã. 
Interessante que as duas receitas que causam tanto impacto, são facílimas de preparar, especialmente o quindão. Experimentei o da Rita Lobo, mas prefiro a minha versão:
Ingredientes:
5 ovos inteiros
5 gemas
400 g de açúcar
100 g de coco ralado (sem açúcar)
Bato tudo no liquidificador e coloco numa fôrma untada com manteiga e polvilhada com açúcar. Levo ao forno em temperatura média até ficar corado. Desenformo ainda morno.
Já o pudim de claras estreou na minha cozinha após anos de namoro à distância. Confesso que não sou fã de carteirinha dele, mas também não deixo de gostar. Então, como o desperdício me incomoda, resolvi testar a receita do Panelinha (aqui), já que havia preparado o quindão da Rita e sobraram as 10 claras. 
A receita é descomplicada, só faltou avisar que a fôrma precisa ser grande porque o pudim cresce. Então, o topo grudou no teto do forno, levei um susto quando o tirei, mas acabou tudo bem, salvo o o fato do trabalho para remover a meleca grudada no fogão. Também reduzirei os ingredientes da calda pela metade da próxima vez.
Que os dias sejam doces e leves como o pudim de nuvem. Amém.

domingo, 2 de junho de 2013

Um "acampamento" 5 estrelas

Por muitos anos namorei a proposta audaciosa desse lugar que se pode dizer único com U maiúsculo. Na semana passada, pisei  finalmente nesse sonho como uma princesa que se dá de presente de aniversário um pacote de muitas coisas que tocam sininhos na sua alma. 
O Parador Casa da Montanha é um verdadeiro combo de alegrias para quem ama o frio, a serra, o clima campeiro e barracas!
Sim, as acomodações da pousada são em barracas! Mas barracas com confortos que toda minha experiência de campista de anos não imaginaria, num cenário de tirar o fôlego.
Com isolamento térmico e decoradas com extremo bom gosto...
delicadezas nos tons, formas, no perfume do difusor, na música suave presente em todas as acomodações que não chega a prejudicar o deleite do barulhinho bom do rio.
Imaginem um lugar encantador em cada recanto mesmo sem a presença do sol nos dois dias que estivemos lá. Imaginem  a companhia de um livro nesse cantinho inspirador...
ou nessa cama...
quase dentro da paisagem...
com direito à hidromassagem.
A pousada oferece duas modalidades de acomodação: as barracas suítes, onde ficamos, e luxo, menores, como esta acima.
As temperaturas baixas atraem turistas de todos os cantos à região famosa pelos canyons.
E eles dão nome às barracas, assim como animais dos Campos de Cima da Serra.
Um lugar pra descansar os olhos nos seus horizontes muito amplos, estender o descanso por todo corpo e pela alma, conhecer "toda a paz que houver nesse mundo". 
O fogo de chão...
à beira do rio...
o entardecer silencioso...
o aconchego dos ambientes...
o pequeno SPA...

o calor da lareira...
o jantar reservado...
o bolo-surpresa... 
Guardei tudo em papel de seda como uma bênção do Pai do Céu.
Que a idade nova, que estreou com capítulos tão bonitos, carregue em si muito do que preciso para seguir perseguindo sonhos e dando conta da realidade. Amém.
P. S. - Aqui você encontra todas as informações se quiser conhecer também esse paraíso.