
Mandala em vidro com 12 cm de diâmetro (vendida)
Mandala em vidro com 12 cm de diâmetro


Disponíveis para venda

Mandala em vidro com 12 cm de diâmetro (vendida)
Mandala em vidro com 12 cm de diâmetro


Há algumas semanas, Teresa também me presenteou com essas fofuras devidamente identificadas:A Lúcia Pietra, do blog Arte Sã - Arteira e Artesã, que como Teresa usa reticiências como que para continuar o pensamento, se encarregou do segundo capítulo com uma surpresa digna de grande final:
Rô....quando li seu post... quase chorei... de saudades de Goiás velho...Rô....eu conheci pessoalmente Cora Coralina..comi dos doces feitos por ela mesma sentada no quintal da casa da ponte...Depois de conhecer Cora e Goiás Velho a minha vida mudou...a cada ano, ano e meio tô por lá, pois é onde consigo recarregar minhas energias...aquela cidade inteira é uma arte...você anda pelas ruas e sente a historia que ela traz, além de encontrar com gente do mundo inteirolá... pintores, músicos, escritores, escultores, atores...ela pulsa...cada beco tem seu cheiro, sua cor, sua historia...Quem sabe poderíamos ir juntas para lá, sou amiga da presidente do museu da Casa de Cora...Lá não se gasta muito....as pousadas são simples, aconchegantes...tem uma que fica literalmente sobre o Rio Vermelho...é maravilhoso dormir com o som da água... Pense na ideia de irmos para Goiás juntas...ia ser maravilhoso..conheço cada beco...cada canto cada cheiro...ai que saudades...
Mil beijos...
Lu
À generosa Lu, que conheceu Cora, que comeu dos seus doces, que me estende a mão para realizar o sonho de pisar no habitat da poeta e que hoje apaga velinhas, um abraço grande de aniversário.
Às duas, meu agradecimento pela gostosa parceria que confirma as palavras da mestra, tão bem lembradas pela Taia Assunção, do Zambia meu lar, Brasil meu jardim, em outro comentário: "Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
A Cora, que gerou todo esse movimento nos reunindo numa doce ciranda, uma prece de pura gratidão.
Corte as solas e as abas (metade da sola)
E junte as duas partes apertando levemente para "colar".
Leve ao forno médio por mais ou menos 15 minutos, cuidando para que os biscoitos não fiquem corados demais. Para o glacê, na batedeira, bata 1 clara com 4 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro e 1 colher (sopa) de suco de limão, em velocidade máxima, por 5 minutos. Acrescente mais 250g de açúcar de confeiteiro e volte a bater por mais 10 minutos. Mantenha em pote fechado até o momento de usar.
Espalhe o glacê sobre a aba dos chinelinhos usando uma espátula pequena, e para facilitar, molhe-a na água antes de cada biscoito, assim ele espalha mais uniforme.
Enfeite com confeitos (a variedade deles me deixa enlouquecida nas prateleiras) e espere secar.
Para embalá-los, acomode em bandeijinhas de papel, um ao lado do outro, misturando modelos e fechando bem com filme plástico, para não perderem a crocância. Os meus preferidos são estes aí, com bolinhas de todas as cores... Parecem saídos de uma ilustração de livro infantil, e se piscar duas vezes, quase vejo a senhorinha sua dona (rsrs).
E para seguir o conselho de Cora por inteiro, a primeira flor da roseira menina que deu à luz na semana passada, uma festa no meu jardim.
Que a alma luminosa da querida mestra nos faça uma doce companhia e nos desperte para recomeços e novos começos. Amém!
Desde que a Vivianne, do De(cour)ação, lançou a pergunta E você, o que faz de antigo ?, volta e meia me pego reconhecendo os hábitos que vêm de longe, voltando nos anos e encontrando em mim a porção da minha mãe, nas lidas da casa, na condução dos dias divididos entre o trabalho e as tarefas domésticas. E é com gratidão que percebo que muito das pequenas coisas que me fazem bem, e que temperam a rotina com uma dose preciosa de satisfação, tem sua origem lá, na casa dela que um dia foi nossa, e no seu jeito entusiasmado de lidar com o dia-a-dia. Do ganha-pão no seu salão de beleza, trabalho tantas vezes exaustivo, à sua cozinha sempre ativa, entre agulhas de tricô e crochê nos pequenos intervalos, reservando um tempinho para regar o jardim sempre florido... hoje tenho convicção que foram esses os ingredientes que a salvaram quando o caminho foi despenhadeiro e os ciclos de perda prematuras desafiaram sua capacidade de retomar o gosto pela vida.
Preparei conservas, tal qual faziam a mãe, tias, vizinhas, avó, e só lamentei a falta da folha de parreira para cobrir os pepinos, como manda a tradição. Enquanto esterilizava os vidros (que se avolumam no armário à espera de uma customização, talvez como a Susi, do Copy & Paste, mostrou ontem aqui), não contive uma série de pensamentos rasos, trocadilhos baratos e metáforas evidentes a partir da perguntinha que não queria calar: o que nos conserva?
Hoje, abro mão do café, pelo exagero de variedades e, em muitos, com pouca qualidade, mas não queira passar corrido pelas tendinhas, daí conhecerão o tamanho que meu mau humor é capaz de alcançar (rsrs). Na verdade, pra mim o melhor do passeio está ali, entre verduras fresquinhas, fruta colhida há poucas horas, legumes sem padrão de tamanho (ando agoniada com essa necessidade de padronização dos urbanos), ovos com gema cor-de-laranja, feijão tenro, mel, pinhão, e baldes onde perco o bom senso e saio feliz da vida com uma braçada: as flores antigas, em buquês fartos, misturando as espécies que só encontro lá.
Adálias repolhudas, pesadas, que só se sustentam bem juntinhas, uma apoiando a outra...
E as zínias, com suas cores da palheta de Frida Kahlo, iguais às cultivadas no Sítio de Monteiro Lobato...
misturadas às camélias, tão antigas, tão injustamente fora da moda, tão lindas quanto as rosas, que me lembraram este post aqui do Alexandre Mauj Gonzalez, do Lost in Japan. Estas vieram no ranchinho e estão ao meu lado, as outras foram distribuídas.
Os frutos da caneleira e a casquinha de canela, que precisa secar, para dar sabor a algum doce. Quem sabe uma compota de fruta (goiabas, abundantes nessa época), como minha avó gostava de exibir, em vidros hermeticamente fechados por anos a fio, enfileirados na prateleira da cozinha, enquanto nos perguntávamos por que tanta espera, quando, meu Deus, seriam abertos para nos lambuzarmos com os intocáveis doces em calda .
Pelas mãos que semeiam e colhem dia após dia, um presente espontâneo, daqueles que fazem a gente querer voltar para continuar a conversa mansa e tão rica de aprendizados para quem sabe tão pouco sobre as coisas da terra.
E depois do passeio, no domingo chuvoso, ainda no clima de dona de casa prendada, com cesto de fitas e linhas no colo e notebook ao alcance dos olhos e das mãos, porque estilo retrô de ser tem seus limites, terminei a camiseta, hoje fotografada na sobrinha, primeira a encomendar sua Alice, toda faceira.


Se você também quer vestir a camiseta rumo ao País das Maravilhas, a dupla Alan e Rosana anuncia: resolvemos encarar a empreitada e logo novos modelos estarão por aqui, à venda.
Enquanto espero com uma ansiedade infantil para assistir à versão de Tim Burton mais tranquilamente, depois que as salas de cinema desafogarem, contento-me, e como, em brincar com a menina célebre por suas "viagens" reproduzindo-a aqui e ali. Aqui, aplicando na camiseta a estampa belíssima da edição do Sininho de algumas semanas, uma obra-prima do ilustrador Alan Machado, meu parceiro de trabalho no suplemento infantil.
Tema bom de casa para ser concluído no final de semana que promete produtividade com o friozinho chegando e a minha melhor disposição renascendo.
E ali, na colagem que convidou os pequenos leitores a recortar e colar a capa do jornalzinho da edição dedicada a Alice e, depois, rasgar e amarrar retalhinhos para fazer um caderno-agenda transado e personalizado.
Se olhe de frente
Espelho de 20cm de diâmetro, pintado à mão, disponível para venda

... do telefone arrebentado do poste por um caminhão e a ineficiência da Oi para consertá-lo, passei quatro dias numa ilha sem comunicação, nem por voz, nem por texto, restando-me um celular com sinal comprometido e tentativas de sinal de fumaça e telepatia. A abstinência desse mundo paralelo ainda me surpreende e me faz meio apreensiva com o desassossego que a sua falta provoca. Então, para preencher o vazio dessas horas estranhamente livres, capturei e armazenei imagens e títulos, viajei em detalhes que despertam para divagações, talvez compreensões... como as borboletas que visitaram meus olhos muito próximas e também elas em situações atípicas. A preta, malabarista, balançou-se no jovem cipó por mais de hora, e pediu paciência à fotógrafa. Toda vez que esteve prestes a estabilizar-se, abria rapidamente três vezes suas asas, mostrava seus grafismos vermelhos e brancos, o fio voltava a balançar e os registros, a perder o foco. Enquanto respirava curtinho para não assustá-la, examinei cada detalhe da sua anatomia esbelta e forte, mais ainda suas "perninhas", quase um fio de linha de tão finas, capazes de sustentar seu corpo feito para voar com tanta tenacidade. Se quem pode voar longe, entre aromas e cores, vez que outra prefere brincar de balanço, agarrada a um cordão verde frágil, por que não poderia eu também sair do rota dos dias e me deixar embalar por outros pequenos prazeres? Seria este o recadinho da figura alada para essa temporada longe do teclado e da tela? Precisei acreditar que sim...
Acreditei mais ainda que era tempo de retomar o olhar acordado para o extraordinário, que tantas vezes está ao lado, quando outra criatura alada me recepcionou para o café do manhã assim, pendurada de cabeça para baixo. Às vezes é preciso um sacrifício para se ver a vida por outro ângulo - lembra a borboleta da noite (bruxa? clique nela para ver a beleza da estampa das asas) que lembra um arcano do tarô com nome meio assustador: o Enforcado. Essa leitura de possibilidade de visão ampliada que nossos períodos com o "pé amarrado, de ponta a cabeça, na beira de um precipício" nos oferecem ainda é nova para meus pequenos conhecimentos das cartas arquetípicas. Aprendi recentemente com a Cláudia, do Via Tarot, que repassa diariamente sua bagagem grande de conhecimento com a maestria de escritora fluente que é. Para saber muito mais sobre essa ferramenta potente de autoconhecimento, clique aqui e pegue essa via.
E como também aprendi com outros mestres queridos que a premissa básica para se manter "a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo" é crer para ver, dediquei os dias desconectada a uma imersão na geometria sagrada.
E circulei, circulei, circulei... para matar a saudade das mandalas, que nascem assim...
ganham relevo para delimitar seus territórios...