terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Costurar, bordar, crochetar, recortar, colar...

Eis a receita descoberta ainda criança e desde lá seguida à risca para não "pirar". Na companhia de linhas, agulhas, tecidos, mais fácil fica lembrar que a vida segue mostrando sua beleza, todos os dias, mesmo quando o céu fecha a cortina e aqui embaixo precisamos fazer um esforcinho maior para lembrar que o sol mora sempre lá, soberano, bem no alto, onde nossos olhos nem sempre conseguem ver.
Então, em tempos de aflição com mãe doente, minhas mãos imitam as delas, tão habilidosas, e trabalham para ajudar a descansar a mente e sossegar o coração. E assim nascem, meio que milagrosamente, coisinhas coloridas, um sinal que me alegra e tranquiliza: a receita continua funcionando.
Talvez em busca de aconchego, fiz almofadas. A primeira, uma cena idêntica a que não cansava de desenhar quando menina. Com os recursos da patchcolagem, aplicar formas de tecido é quase uma brincadeira de montar. Ah se aquela menina tivesse um rolo de papel termocolante.... - imagino enquanto costuro.

A outra comecei a crochetar o miolo pela estrada afora, na volta de Garopaba. Depois foi só fazer um fuxico gigante, recheá-lo com manta acrílica e costurar a mandala colorida no centro. Fiz também uns biquinhos de crochê em volta, para modelar melhor a peça e dar um arzinho ainda mais de vovó.
Para completar o canto do crochê, o xale trazido da praia no encosto do sofá e a primeira almofada crochetada aqui. Porque gracinha chama gracinha, a boneca vintage volta e meia recebe a companhia dessa outra fofura, que se encarrega de "enfeitar" as almofadas com seus pêlos branquinhos. Nada que boas sacudidas (nas almofadas! rs) não resolvam.
E a outra metade do coração aquele, que sábado ficou famoso lá no BananaCraft (obrigada, Dani!)? Ganhou outra personagem e a mesma frase para presentear a sobrinha. Para uma alminha-gêmea da minha, pude soltar o freio, abrir as janelas da imaginação, e aí as borboletas e abelhinha voaram em bando para alimentarem-se das ideias da menina-flor. Colhi zínia rosada e lavandas bem cheirosas e amarrei no presente embalado. Acho que a menina-flor aprovou, parece que até a ouvi batendo palminhas lá dentro. E a menina aniversariante, essa fez o mesmo, mas com seus olhos, em piscadinhas de tanta luz!
E enquanto alinhavo o post, a voz que acorda a memória da sabedoria repassada começa a me assoprar fragmentos de uma das mais belas orações, reconhecida assim pela semente mais funda da minha alma. Vou atrás dela e reencontro um tesouro em forma de livro. Uma pausa para mergulhar na força de um jardim. O pequeno livro, O jardineiro que tinha fé, da minha valiosa mestra Clarissa Pínkola Estés, na íntegra você encontra aqui. A oração divido com vocês:


Recuse-se a cair.
Se não puder se recusar a cair,
recuse-se a ficar no chão.
Se não puder se recusar a ficar no chão,
eleve o coração aos céus e,
como um mendigo faminto,
peça que o encham,
e ele será cheio.
Podem empurrá-lo para baixo.
Podem impedi-lo de se levantar.
Mas ninguém pode impedi-lo de elevar seu coração
aos céus — só você.
É no meio da aflição que tantas coisas ficam claras.
Quem diz que nada de bom resultou disso
ainda não está escutando.

(A florzinha singela nascida do considerado inço, numa frestinha de nada de terra na minha escada, é a oração viva, e a ela dou vivas!)
Amém!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Somos o que amamos (com PAP)

Não tenho nenhuma dúvida, a afirmação linda de um dos meus "gurus" mais amados, Rubem Alves, é tão verdadeira quanto seu dom lapidado de ler e descrever os pormenores da alma humana. E se somos o que amamos, muito cuidado (rs): tão fácil fica nos decodificarem pelo o que nos rodeia, por nossos amores, pelas escolhas que fizemos por amor, por nossa turma que se encontra pelos caminhos do coração.
Escolhi a frase para o primeiro cenário dos muitos que pretendo criar para citações que me falam à alma. Mas não foi dela que partiu a inspiração. As formas muitas vezes me dizem mais que as palavras. Então, tudo começou assim, numa caixa de bombons, presentinho escolhido com segundas intenções (rs) para o marido. Amei o coração gordo, e sabia desde a primeira olhada na prateleira que ele poderia render bem mais que um agrado para um chocólatra.
Forrei o fundo da base.
Encapei o lado interno e o externo com tecido floral.
Escrevi a citação com caneta para tecido em retalho claro e colei.
Depois, dei à luz uma menininha com cabelos coloridos que ama flores. Desisti de fotografar a "gestação" pelo improviso e jeitinhos que vou dando para formatar as bonequinhas. Sorry! O corpo normalmente é de arame, que torço, emendo, amasso. A cabeça, um fuxico, e as roupinhas, é só lembrar dos tempos em que brincar de costureira das bonecas eram horas que não se via passar. Acomodei a menina na sua casa-coração e escolhi dois outros elementos que me revelam para lhe fazerem companhia: flor de renda e borboleta (amor dos mais antigos).
O quadrinho se juntou a outras coisinhas que amo, e a parede ganhou outra vida com sua recém-chegada moradora. Amei!
Mas se amores antigos têm seu lugar sempre reservado, novos amores arejam a vida com ventinho de renascimento, eu sei. Talvez a frase pinçada para o segundo cenário anuncie que Saramago, tão amado por multidões, está se chegando devagarinho, fazendo a corte e, quem sabe, perderei a resistência várias vezes experimentada com seus livros nas mãos e acabarei seduzida por sua genialidade ainda encoberta pra mim.
Em temporada de procrastinação de verão, seu recado precisa ficar bem à vista.
E foi então parar em cima do espelho, garantindo que será lido, ou ao menos visto com o cantinho do olho. No mesmo espaço do corredor (corre, não! - diz o mestre), outro coração, outra menina, esta uma fadinha também nascida aqui, a almofadinha ganha da amiga Helena, que de tão mimosa se negou a morar na caixa de costura, e a guirlanda do pinheiro, que caiu nos meus amores e agora enche de graça a moldura. Lá no fundo da imagem refletida, as luzinhas de Natal enfeitadas de flores, que já foram do quarto, agora ganharam permanência por todo ano no vão entre a sala e a cozinha. À noite, acendem de vez minha faceta indisfarçável de quem precisa de um clima um tanto mágico e de diferentes expressões da beleza para assegurar (um certo) equilíbrio com as outras facetas da vida, aquelas que não amamos, mas que devem ter, com certeza, suas razões para nos desafiarem.
Para não nos perdermos por aí, que em tempo algum a gente perca de vista o que amamos. Amém!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Outros achados em Garopaba

Como prometido no post de ontem, vamos seguir no garimpo pelas ruas, algumas bucólicas, de Garopaba. Para quem está chegando agora, clicando aqui você vai ao começo desse passeio. Para as meninas que se entusiasmaram com os achados e se perderam na minha situação geográfica, a amarga realidade (rs): voltamos de Santa Catarina ontem, e neste momento, o panelão escaldante do Vale do Sinos (RS) chia. Aff!
Voltemos então rapidinho, ao menos pelas imagens, ao paraíso!
Gosto muito desta casa, e sempre dou uma paradinha, como manda a placa (rs), para namorá-la. Casas me fisgam em qualquer escala, e assim como a Regina, do lindo blog Casa de Retalhos, sou obcecada por elas em miniaturas, em todos os estilos.
Imaginem então meu encantamento na frente desta luminária, com direito à cortina de bolinhas...
... e desta outra, uma casa de orações, réplica da Igreja Matriz, na ponta sul da praia que preserva o astral, o cotidiano e a história dos pescadores.
Como o dia anunciava mais chuva, a Feira de Verão foi a salvação para seguir explorando as maravilhas artesanais dos catarinenses, que há décadas respeito pela qualidade e originalidade. As casinhas, e outras peças bacanas de cerâmica, também estão expostas lá. Aqui, assim que coloquei o pé, sabia de antemão que a Susi, do Copy&Paste, fã incondicional do crochê, se sentaria para ver tudo com calma. Eu, perdi as palavras com o xale e, logo adiante, a voz, com o preço da peça em liquidação: 15 reais! Não é justo - me cobrava - com a mão na carteira. E a crocheteira só fazia aumentar minha culpa: Não paga nem a linha... - Eu sei, minha senhora, como sei! - murmurava com os olhos nas possibilidades. Fim da novela: ele veio comigo, mas provavelmente vai cobrir não meus ombros, mas o encosto da poltrona.
Só porque o Natal ficou logo ali atrás no calendário, resisti às muitas formas e formatos dos pequenos presépios temáticos dos bolivianos, sempre presentes com seu artesanato típico nas feiras aqui do sul. Sei que em dezembro lembrarei, e me arrependerei, mas...
Voltando à rua principal, a Flor de Vênus é sem dúvida a esquina mais encantadora aos meus sentidos. Extremo bom gosto somado a muita sensibilidade e pitadas generosas de ousadia só poderiam render um espaço que é cara e a alma da sua dona, a querida e talentosa Jane. Fico devendo para a próxima visita imagens das roupas artesanais, peças únicas belíssimas, carro-chefe da loja. Deixo a bolsa registrada como prova singela das minhas palavras.
Na outra vitrine, a maior delas, habitualmente dedicada a fadas e mandalas, este verão exibe esta ideia luminosa que muitas de nós já namorou pela net e que a criativa Jud ensina a fazer aqui. Várias lâmpadas foram transformadas em vasinhos, decoradas com glitter dimensional, pedrinhas, linhas, com efeito super delicado, perfeito para compor a cena junto com as criaturinhas aladas e as ¨bolachonas" de vidro. Sucesso reconhecido pelos veranistas que não se cansam de fazer um pit stop para admirar.
Bem ao lado, outras ideias luminosas na loja que produz suas próprias velas (e que, perdoem, esqueci o nome). Como já trabalhei com esse tipo de produção, dou um valor e tanto às peças bem-acabadas e criativas. Mas foi na calçada que parei mais tempo para olhar muitas vezes o expositor. Lembrei do pinheiro de sobras de madeira que fizemos aqui, e também deste endereço aqui, que "faz chover" com esse material.
Mas nem só de programas crafteiros se faz umas micro-férias gostosa. Outros achados também ficam para lembrar com ternura. Na pousadinha, uma menina felina demarcou seu território e ninguém ousou querer jogar xadrez e interromper sua soneca .
E os novos amigos (um deles mergulhando), todos com menos de 10 anos, dividiram muito na boa a hidro, os planos de verão, o papo solto e se ofereceram até a repartir a sobremesa, uma musse rápida de capuccino, que a mestre-cuquinha passou a receita com maior gosto.
Será que eles também se agitaram, meio eufóricos, para atravessar o túnel de Morro Alto? Na ida, o debut. Na volta, cliques e mais cliques para ilustrar o ditado tão batido, e tão verdadeiro: Quem procura, acha! Acha até a luzinha no fim do túnel!
Obrigada pela companhia, meninos parceiros de viagens de toda vida. Obrigada pela companhia, seguidores de fé do Amém. Que a gente continue juntos procurando e... achando! Amém!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Garopaba, com gostinho de quero mais

Garopaba (SC) é amor antigo, é saudade perene dos muitos verões com curtição sem igual nos acampamentos na beirinha da praia. Um formato de férias que se incompatibilizou com as condições físicas, mas que deixou um álbum de mil páginas no coração com recordações daquelas que fazem a vida valer dobrado.

Hoje, Garopaba amanheceu assim, mais linda do que nunca, com céu aberto e mar de ver os pés com água na cintura, depois de vários dias de muita chuva que castigou o Estado e turvou suas águas. E com essa promessa de um dia pleno de sol para lavar a alma e o corpo, nos despedimos desse querido paraíso quase fazendo beicinho, mas também agradecidos pelos quatro dias especiais que conseguimos roubar da agenda, em cima da hora, para uma fuga estratégica do calor e da mesmice.
Além das incontáveis belezas naturais, a cidade é reduto de outros agrados para os olhos. Para olhares crafteiros, então, o ideal é passar umas semaninhas percorrendo as dezenas de lojas, lojinhas, ateliês, bancas, feirinhas que reúnem um artesanato genuíno e também inovador. Com a chuva persistente, meu programa preferido em "Garopa" é mais justificado do que nunca e acabo levando na "garupa" a turma que procura distração enquanto o mar e o tempo estão fechados. Conforme vamos percorrendo parte do circuito das artesanias, vou lembrando de muitos de vocês que, com certeza, adorariam engrossar a fila dos passeadores. Na parada em um megabrique, quase ouvi as exclamações e os gritinhos de algumas garimpadoras de carteirinha (rs). Vai aí um aperitivo:No imenso pavilhão, nem em um mês inteirinho conseguiria-se ver tudo que mora ali. Fiquei tão impactada com o acervo de antiguidades e outras coisas e coisinhas com potencial pra isso e aquilo, que pouco fotografei. Por isso, algumas dessas imagens são do sobrinho Bruno, que se encarregou de registrar, entre outras, a cena "aérea", enquanto o filho se engraçava por um maçarico sueco que acabou vindo na mochila.
Já este clic é meu e adoraria que o objeto de desejo também o fosse. Com um equipamento desses, faria piquenique toda semana, talvez até com lenço na cabeça, para fazer jus à sua época (rs). Vintage de berço, o escolhido para as meninas daí que amam o estilo suspirarem profundo. No segundo piso (sim, o "massacre" é dobrado!...rs), Bruno encontrou estas relíquias e me avisou: "Tanana, tem muuuita coisa legal lá em cima!". Preferi evitar a escada e ver pelos seus olhinhos. Enquanto isso, me derretia em frente às tantas cristaleiras abarrotadas de delicadezas, como estas porcelanas florais que parecem roubadas de uma casa de fadas, não acham?
Amanhã o passeio continua com outros achados. A quarta-feira foi longa, a quilometragem também e tá na hora de dormir. Espero vocês para seguirmos garimpando pela bela Garopaba, combinado? Que tenhamos bons sonhos (quem sabe embalados pelo mar). Amém!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Gratas surpresas!

Da natureza
No jardim, abatido pelo calor e seca, avisto pela janela uma coroa cor-de-rosa despontando entre outras flores caidinhas. Espicho o olho, animada, e num canto ao lado, as pontinhas de outra recém-nascida também dão o ar de sua graça. Quero logo ver de perto quem são essas rainhas gêmeas, suaves no tom, fortes para driblar as adversidades do verão.

Surpresa!! A corte é formada por três! majestades, que esperaram sua progenitora tombar, depois de meses firme e bela, para assumir o canteiro. Tão lindo quanto as flores, o recado das bromélias, da infinitude da vida, é de uma esperança que fala mais a meu coração que muitas filosofias e religiões.



Dos gnomos

O carteiro, que sorri com certa familiaridade pelas visitas frequentes, chega com o embrulho e já quero adivinhar quem de longe quis fazer um agrado. Não identifico o remetente e ansiosa abro o pacote. Surpresa!! O livro tão amado e cuidado, presente para o filho ainda criança, que há bem mais de uma década criou asas, volta às minhas mãos como mágica! Quase não acredito, abraço e cheiro para matar a saudade, e vasculho pistas para encontrar o autor de tamanha façanha. Nada! Recorro ao Google, digito o endereço do remetente e caio numa livraria-sebo (Só podia, as edições estão esgotadas há anos! - falo sozinha). Desisto dos meios virtuais para matar a charada e resolvo curtir a alegria. Folheando bem devagarinho, vou reencontrando os velhos conhecidos como acontece com bons amigos: como se estivéssemos juntos ainda ontem. Aí paro na frente desta criaturinha... ... e faz-se a luz! Ora, quem poderia ler meus desejos com tanta clareza e decidir satisfazê-los senão uma gnoma? A comadre, é claro! A generosa amiga da vida toda, dinda com D bem grande do filho que a chama de dinda Baixinha (como prova da sua descendência do povo pequeno), só ela esqueceria, ou deixaria propositalmente de assinar o feito, entusiasmadíssima, projetando minha felicidade.

Só elas, as miúdas elementais da Terra, para me lembrarem com tanta propriedade da grandeza do feminino. Sim, queridas, celebrar é preciso, se enfeitar também, viver em harmonia, mais ainda.

Por telefone


A secretária liga e anuncia que o médico quer trocar umas palavrinhas. Ouço-as, enternecida. Enquanto ele agradece com seu jeito manso a mandala, presentinho de Natal por sua generosidade e competência em momento de grande angústia no ano passado, lembro de nossos capítulos ao longo de 30 anos, com um intervalo de 10, um hiato que também passou pela "mágica" de desaparecer assim que nos reencontramos. Lembro também da sua agenda superlotada, fato que não o impede de reservar uns minutinhos para a gentileza de um telefonema que é um afago pra mim. Quando nos despedimos, tenho uma certeza fortalecida: aqueles que nos inspiram pelas veias da beleza são presentes inestimáveis. Feliz escolha fiz quando o elegi como o profissional que traria meu filho à luz. Ser recebido para a vida por um ser humano desse quilate é um privilégio, também reconhecido por aquele bebê que hoje, homem feito, inunda os olhos ao saber que a primeira pessoa que o recepcionou ainda lembra daquela noite com detalhes... Não é mesmo de emocionar e de se espelhar?

Por comentário


O PAP que mostra a técnica da pintura de mandalas em vidro (clique aqui para ver) é um dos mais acessados no Amém. Sempre fico alegrinha quando penso que alguns desses interessados podem ter sido mordidos pelo bichinho mandaleiro e estarem curtindo trabalhar com as bolachonas de vidro. Ontem, a alegriazinha se transformou em alegriazona. Vejam por quê:
Marcela disse...
Olá! adorei sua explicação! Estarei fazendo estas mandalas com meus pacientes da saúde mental! Eles vão se apaixonar!

Quis agradecer, mas não encontrei nenhum caminho para chegar direto à Marcela. Faço-o aqui, na esperança de que ela volte a dar uma espiadinha neste espaço que ganhou ainda mais valor por suas palavras tão promissoras. Saber que as sementinhas daqui germinam aí é fermento para a dedicação e o cuidado que os leitores merecem, um incentivo a buscar com esmero a linha que nos aproxima em boas intenções.
Por tão belas, significativas e gratas surpresas, sou imensamente grata aos seus protagonistas e à Luz que nos sintoniza. Amém!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sorvete para visitas de terras geladas

Irmão de amigo, amigo é! E para receber velhos amigos de perto e novos amigos de muito longe nesse final de semana escaldante no Sul, nada mais adequado do que um jantarzinho que terminasse com uma sobremesa que faz bonito e agrada o paladar em cheio no verão (e no inverno também). Como as visitas vêm do hemisfério norte, escapando das nevascas e dispostos a curtir as delícias desse país tropical (que dificilmente me seduzem...rs), o Pudim de Sorvete seria gol na certa. Apostando na escolha, preparei-o assim:
Numa panelinha, misturei 1 bandeja de morangos inteiros*, 1/2 xícara de açúcar e 1/2 de água. Levei ao fogo por cerca de 10 minutos, coloquei no fundo de uma fôrma para pudim e, depois, foi para o freezer.
*Pode-se usar outras frutas, como cerejas, abacaxi, pêssegos, framboesa, ou uma caldinha de chocolate preparada com 4 colheres (de sopa) de chocolate em pó, 1/2 xícara de açúcar e 1/2 de água, apenas misturando-se, sem levar ao fogo.
Para o sorvete, prepara-se um creme com 1 lata de leite condensado, 1 de leite, 4 gemas, 1 colher (de sobremesa) de açúcar de baunilha e 1 colher (de sopa) bem cheia de amido de milho. Mexe-se no fogo até engrossar e deixa-se esfriar.
Enquanto isso, bate-se as 4 claras em neve e acrescenta-se 1 lata de creme de leite (sem o soro).
Mistura-se ao creme de gemas já frio e coloca-se sobre os morangos em calda já congelados. Volta-se ao freezer por no mínimo 3 horas. Para desenformar, leve a fôrma ao fogo rapidamente, passe uma faca ao redor do pudim e... prepare-se para a alegria que se instala na mesa!
Alegria que driblou fronteiras no papo em três idiomas em volta da churrasqueira (traduzido pela supertradutora Susi, na foto acima), à beira da piscina (rs)...
e se multiplicou com o encontro das Amys, a suíça e a adotada num antiquário.
Que a amizade aqueça o melhor de nós, sempre. Amém!
Que o melhor de nós se mostre em doação, também em momentos tristes, como tantos vêm fazendo para amenizar o sofrimento dos cariocas serranos, vítimas da tragédia sem igual no nosso país. Uma maneira fácil de ajudar é pela iniciativa das blogueiras Elaine Gaspareto e a Luci Cardinelli. Clique abaixo e veja como.