segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Recado dos gnomos

Depois do Alfredinho, chegou a hora do Betão dar as caras por aqui. Quem me acompanha de outros Natais sabe que essa é paixão muito, muito antiga, e que em dezembro, mais ainda do que em outros meses, o povo pequeno invade a casa. Alguns saem de seus lugares consagrados e se mudam para pequenos cenários natalinos. Outros, que durante o ano dormem junto aos enfeites do pinheiro, finalmente despertam e acordam a graça que guardam, acredito, só pra me agradar. Betão veste as cores da cozinha "nova", azul e vermelho, e se instalou na peça esmaltada que um dia pertenceu à alguma vó alemã. É a vedete do cômodo. A relíquia foi arrematada já fez tempo nos saldos da loja da amiga Anelise Bredow, e o cartão imantado também. Será que a vovó aprovaria seu novo uso, com a lousa adesivada? Creio que originalmente servia para pendurar utensílios junto ao fogão, mas adorei sua outra função inventada juntando uma coisinha e outra, como o anjo em forma de fôrminha de bolo, presente de uma querida que também vive com um pé no mundo da Lua, cercada dos elementais.

Que a semana seja iluminada de uma certa magia pra todos nós! Amém.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Encaixotando as "bolachonas"

A produção pequena das mandalas neste final de ano passou hoje pela última etapa e a pilha de caixinhas coloridas enche agora meu peito da sensação gostosa de missão cumprida.

Pra quem quiser dar uma espiadinha no que elas guardam, fica uma amostra:














Como em toda "fornada", também dessa vez me perdi de amores por uma mandala em especial. Eis a xodó da vez...
transparente, com flores foscas, imitando vidro jateado...


e o beija-flor doce que ganhou o brilho extra dos meus olhos.

As peças estão à venda. Para saber mais sobre elas, dê um alozinho pelo e-mail:


Um sábado bem colorido a todos! Amém.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Guirlanda "do limão, a limonada"



Nesta Sexta, duplo desafio: acompanhar as "gurias" sempre afiadas nas ideias crafteiras e seguir firme e forte na proposta de uma imagem por dia, melhor dizendo, um projetinho por dia, na contagem regressiva à espera do Natal.
E para animar um pouco as coisas por aqui, aí vai uma brincadeirinha: quem adivinha o material usado na confecção dessas rosas rubras? A charada tá no título: do limão, a limonada.
Na estrutura da guirlanda, arame enferrujado (adoro!) torcido e fita de um presente fofo que ganhei há tempos de uma arteira de primeira.
Mais uma chance! Abre a foto, olha bem de pertinho.

Descobriu? Pois é, confesso que muitas vezes torço o nariz para o fruto de invenções com materiais reciclados. Confesso também que meu preconceito primeiro dessa lista é com as garrafas plásticas, com poucas mas belas exceções. Exemplo disso é a decoração deslumbrante do Natal Luz, em Gramado, trabalho de profissionais primorosos na utilização das PETs.

Me rendi à embalagem metalizada das pastilhas de cálcio, companhia diária com sabor cítrico para a "manutenção do esqueleto" (rs), assim que a tira foi delineando pétalas. Daí foi só perder a resistência e experimentar o efeito enrolando as florzinhas. Gostei mais ou menos.
Depois de pintadas com tinta spray, comecei a levar fé no potencial das vermelhinhas.
E quando casei com as bolinhas, o arame amarronzado e a fita singela, disse amém ao novo rebento.
Tão bom perder um pouco da rigidez com as impressões preconcebidas, exercitar a flexibilidade, não é mesmo?
Que a disposição para fazer limonada docinha com os limões que a vida apresenta não nos abandone jamais. Que a gente siga suando a camiseta da criatividade com muito tônus resiliente. Amém!
Nota: as rosinhas podem ser feitas com papel metalizado das embalagens a vácuo, como as de café.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A reninha no seu cenário

Dentre as tantas e tantas ideias guardadas na pasta de Natal, escolhi a dedo uma delas para dedicar umas horinhas na tarefa tão boa de materializar o que povoa meu imaginário assumidamente infantil (rs).
A caixa de mudas de flores se mostrou uma base perfeita para abrigar a pequena rena construída com um dos materiais que mais me fascinam: tronquinhos, galhinhos de árvores, musgos, tudo recolhido rapidinho numa expedição no pátio.

Rolha também é um recurso tão versátil, não?
Neste reino do faz-de-conta, com certeza nada tropical, tem neve azul clarinho. São bolinhas de grelots. Nele não poderia faltar de maneira alguma um ajudante de Papai Noel, e lá veio Alfredinho, morador antigo da casa, fazer companhia à recém-chegada.


Todo ano, acabo elegendo uma feitura natalina como a menina dos meus olhos. Continuo inventando outros enfeites, todos nessa proposta de simplicidade que cada vez me seduz mais, mas começo a ver que dificilmente a reninha perderá seu posto de "a coisa mais querida deste Natal".

Amanhã tem mais! Um dia bem bonito pra todos nós. Amém.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Uma imagem por dia, pra esperar o Natal

Blogar é uma ferramenta e tanto para afinar os sentidos com os movimentos do nosso cotidiano. Apesar de estar devagar por aqui, pego-me muitas vezes ao dia criando títulos, bolando posts, caçando imagens para dividir com os amigos do Amém, para pontuar o que chama a atenção em meio à rotina. Frustro-me ao ver que a maioria das ideias não sai do esqueleto, não ganha corpo, mas ainda assim, o simples fato de ter me envolvido com as possibilidades ajuda a manter o olho aberto ao que me faz bem.

E mesmo em ano tão alterado pela roda da vida, graças aos céus, dezembro continua sendo um celeiro farto de fatos de todos os tamanhos que nutrem a alma de boas sensações. Quero multiplicá-las com vocês na proposta que começa hoje de trazer um retrato de Natal a cada dia. Posts curtinhos, estratégia para não usar mais a desculpa da falta do senhor tempo e, antes de tudo, para manter-me antenada ao passos em direção à chegada de mais uma visita de Papai Noel.

Inaugurando o projeto, o "bolão de Natal" do meu jardim, o próprio anúncio estrelado da aproximação da data. Depois de um sono profundo por 11 meses, assim que dezembro chegou seus bulbos acordaram com vigor. A cada manhã, seu esplendor é maior, e maior também é meu encantamento com as formas e o recado da flor dorminhoca, tão bela, tão milagrosa.

Que sua capacidade de renascer nos contagie. Amém!

Até amanhã!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Magricelinha de papel e arame




Vi no Vem da Terra, sempre tão inspirador, que viu no Apartamento Alugado, e por tabela me apaixonei pelas criaturinhas confeccionadas com recortes de papelão e arame. Nasceu então uma irmã delas aqui, mas apesar de pertencer à mesma família, tem lá suas características próprias, resultado dos jeitinhos que vamos dando com o que temos à mão.

Peço perdão pela falta das fotos da "gestação" da magricela, mas nos blogs citados encontra-se o PAP bem completo.

Na falta de papel machê (técnica que ainda quero experimentar), enrolei uma bolota de papel higiênico e cobri com papel de embrulho, amassando, apertando, torcendo para dar a forma da cabeça. Pintei com tinta para artesanato. Nas adaptações, recortei o vestido em papelão, colei e, depois de pintado, costurei com linha de crochê. Fiz cabelo e detalhes com bolinhas de guardanapo de papel.


Em cima do coque da moça, prendi um coração de arame que serve para pendurá-la.

A borboleta que faz a diferença no modelito também foi recortada em guardanapo, colada e pintada e ganhou anteninhas de arame.

Botinhas de papel de guardanapo enrolado e um coração-bolsinha completam o visual fashion da magricelinha que foi morar na casa da comadre. Presente de aniversário para a melhor dinda desse mundo, maior apreciadora das invenções de moda dessa irmã emprestada que precisa, vez que outra, ir ao mundo da Lua e voltar cheia de ideias de criaturas que parecem mesmo de outro mundo. Um mundo tão livre de padrões massificados de beleza...

Falando em beleza, já imaginaram quantas figuras natalinas interessantes pode-se criar com esse material? E quanta curtição pode rolar com a criançada numa rodada de "mãozinhas em ação" para esperar o Natal?

Fica o convite: troque o embalado "made in China" pelo feito amorosamente em casa. As outras meninas da Sexta fazem coro com ideias lindinhas para brincar de ajudante de Papai Noel: aqui, aqui , aqui e aqui.

Divirtam-se! Amém.
Atualizando: a sempre "antenada" às tendências crafteiras Susi, do Copy e Paste, mostra hoje o trabalho supercriativo de uma "artista do papel" que faz maravilhas materializando personagens imaginários do universo infantil. Espie aqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Cabideiro pra cozinha "nova"



Pra quem, assim como eu, gosta que se enrosca de por a mão em projetinhos simples, econômicos e de bom efeito e utilidade, fica a dica do cabideiro confeccionado com uma ripa de pinus e barrado de tecido. Dobrei e recortei gomos numa das pontas da tira de tecido. Depois, foi só colar com cola branca um pouquinho diluída em água, pincelando toda a área coberta para impermeabilizar. Antes disso, passamos Osmocolor na placa e fixamos os ganchos, comprados em loja de ferragens. Leia-se marido, irmão e eu nesse "nós", convocados pela minha inquietação (rs).
A madeira sobrou da cobertura de uma das paredes da cozinha, no projeto maior de "revitalização" do espaço, em espera desde dezembro passado. Como a vida ganhou outras prioridades e necessidades, deixamos os planos de remodelação dormindo. Talvez pela proximidade do Natal, e também pela urgência de envolver-me em qualquer mudança que gere entusiasmo, voltamos a acordar a vontade de criar um ambiente com cara nova na peça mais usada da casa. A mudança mais festejada ficou com os azulejos da década de 70 pintados, finalmente cobertos de amarelinho palha, cobrindo a estampa que mesmo uma fã pelo estilo vintage não aguentava mais conviver. Junto com outras e mais outras ideias "pendurativas", o cabideiro reina agora na parede numa espécie de vitrine de coisinhas que preciso ter ao alcance dos olhos e de outras, ao alcance das mãos.

Entre elas, esses tesouros, recheados de histórias, frutos da história de amizade com minha querida Lourdes e sua mãe, que contei aqui. O ralador ganhou status de amuleto assim que o presente chegou. Poderia ser diferente sabendo da sua origem? Pertenceu à sua avó Rosamunda (isso lá nos anos 30), que por osmose considero um pouco minha também, mesmo que não a tenha conhecido. E o pano de louça, pode uma criaturinha com mais de 90 anos continuar sua jornada crafter com tamanho esmero?

No próximo post, que espero não ficar tão pendurado no tempo como nas últimas semanas, mostro mais da cozinha "nova".

Agora passa lá na Cris e nas outras meninas prendadas da Sexta e alimente seu "bichinho carpinteiro".

Que a gente não esqueça, nunca, de perseguir as novidades, sejam elas do tamanho que forem. Amém.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estante vestida





Tenho o olho espichado pelos briques desde a época de montar a casa para casar, isso lá na década de 80, coisa que fazia muitos torcerem o nariz, afinal, comprar tudo novinho era o sonho da grande maioria das noivas. Mesmo assim, com teimosia própria de uma taurina, temperada por certa rebeldia riponga (rs), firmei algumas propostas consideradas indecentes para o gosto vigente: fico com a cama da avó do marido, seu baú também, o balcão da sogra, as poltronas preteridas pela prima... Não quero sofá, me serve melhor um colchão no chão. Também troco de bom grado as estantes moduladas, tão na moda naqueles tempos, por caixotes de maçã (aí o povo quase desmaiava...).


Conto isso com aquele gostinho de orgulho que a subversão à ordem costuma deixar na gente, mesmo que tenha sido uma coragem bobinha. Conto para dizer da alegria que me toma vendo hoje pelos blogs tantas meninas montando seus ninhos com propostas tão parecidas àquelas que me entusiasmaram (e continuam entusiasmando). Conto para recontar a mim mesma que, graças aos céus, o tempo não levou meu olhar garimpador, esse que me salva da necessidade de ter o que tantos sonham, o que tantos pagam alto demais considerando-se tão efêmera a alegria de determinadas aquisições. Mas longe, bem longe de mim, qualquer pretensão de discurso ao desapego, já que o preço baixo não determina um valor afetivo menor ao que me rodeia. O encantamento pelas minhas coisinhas, sejam elas de terceira mão ou zero bala, é igual, e também como taurina genuína, sou apegada a elas feito chiclete. Tanto, que algumas me acompanham nesses 30 anos e continuam recebendo meu olhar enamorado, como a nossa cama de ferro, que não troco e não vendo por nada.


Tudo isso para mostrar a última investida na tentativa de organizar a bagunça que tomou conta da casa desde a vinda da mãe para morar conosco. Na pressa, recolhemos para a área dos fundos todas as traquitanas, todos os livros e toooodo o material de craftices do quartinho "guarda-tudo", para acomodá-la. Os meses foram passando e a gente ajeitando as coisas aos poucos, tal qual a nova realidade da família. Maleiros abarrotados, armários idem, ainda faltava encontrar uma morada para aqueles livros que gostamos de ter à mão. Foi quando entrou em cena a pequena estante arrematada há quase um ano num brique pobrinho de opções. Bem detonada, na época serviria para o acalentado craft room, depois de uma bela repaginada. Como o sonho está em stand bye, arregaçamos as mangas para torná-la útil às necessidades atuais. E não é que a bichinha coube direitinho no vão do armário do quarto?! Aqui, um parêntese: o roupeiro parece mesmo conspirar a nosso favor, desde que chegou desmontado, vindo da sua primeira dona, minha amigona Lourdes. Conforme o irmão montava, crescia a expectativa pelo espaço para o ar-condicionado. A torcida foi ao delírio quando as paredes se encaixaram em volta do condicionador certinho, tão justo, que talvez nem um armário sob medida ficasse assim perfeito. Mais um trunfo em defesa da compra de usados na ponta da minha língua (rs). Peguei carona no entusiasmo do Bruno e na energia física dos seus 10 aninhos e, depois de pintarmos a estrutura, no segundo tempo fizemos a colagem dos retalhos de tecido de maneira bem livre, sem muito pensar, sem muito querer combinar.
Arrematei com barrinha de crochê feita pela mãe, um tesouro tamanha delicadeza!


Depois de ocupada, o fundo colorido foi desaparecendo, encoberto pelos livros.
Mas não faz mal, a cena do meu querido companheiro de aventuras crafteiras compenetrado na sua missão, essa vale por todas as horas mal sentada ao seu lado, pelas mãos grudentas de cola. Também pela frustração de não encontrado o tom certo da tinta e nem um jeito de disfarçar o antipático fio do ar-condicionado naquele cantinho quase perfeito que me lembra casa de praia dos veraneios da infância.
Valeu, Bruno! Valeu, Cris e companheiras dessas Sextas que põem fermento no bichinho grilo que ainda mora em mim (rs)! Até a próxima! Amém.