sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Flores e cerveja na Sexta de Ideias

Antes que a sexta termine, projetinho vapt-vupt para voltar à companhia tão boa das arteiras comandadas pela querida Cris (que está comemorando o níver do seu Miscelânea de mãos dadas com outra querida, a Cynthia, do Fala Mãe, e sorteando uma almofada cheia de encantos aqui).
O sobrinho Bruno lembrou dessa tia sucateira, adivinhou que eles fariam meus olhos brilhar e pôs os barrizinhos embaixo do braço no final de uma festa regada à cerveja. É mais um daqueles casos em que só a embalagem me seduz, já que sou da turma dos sem-graça (rs): passo bem longe das loiras geladas e meio cálice de vinho quase me leva a um coma alcoólico.


O pai do Bruno, irmão engenhoso e dono de uma boa-vontade que me orgulha, tratou de abrir as latonas. E elas então transformaram-se em cachepôs divertidos para as flores que pintam a primavera na área de entrada.

Aproveito para mostrar outras soluções encontradas no que por pouco não se perdeu no lixo. A gradezinha de madeira veio de uma engradado de garrafas. As laterais da caixa ainda aguardam um destino criativo, talvez um cabideiro.

O baldão foi resgatado num depósito de sucatas e é multiuso desde que chegou aqui. Além de abrigar a orquídea da terra, também faz bonito como balde de gelo nos churrascos ao ar livre.



O cesto velhinho, já sem uso, agora enfeita a parede como toda mandala sabe tão bem fazer. E a estrelinha? A estrelinha é para a Nana, do Manga com Pimenta, que salvou o Amém do danado do malware, responsável pelos tantos novos cabelos brancos nessa semana. Obrigada, querida!

Um final de semana bem criativo, cheinho de ideias que "descem redondas". Amém.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Atendendo ao chamado da primavera, eu tô voltando

"A primavera me pediu para abraçar sua rara e delicada flor. É uma orquídea, uma açucena ou um perfumado jasmim? É uma fada disfarçada que faz perdurar a alegria de saber que existe gente meio flor." (Marli Blankenheim)
Divido com vocês a mensagem da amiga poeta, terapeuta, profunda conhecedora das palavras e da alma humana, uma das melhores pessoas que tenho a graça de ter por perto. Mal sabia eu que o sinal do celular que me acordou hoje cedo acordaria também o reconhecimento da beleza, às vezes camuflado quando se anda às voltas com as voltas que a vida dá.
A todos que aqui passaram nesse mês de recolhimento e deixaram demonstrações de carinho e amizade, minha gratidão. O tempo é atípico, a rotina mudou, temos minha mãe agora conosco e todos os olhos e sentidos dedicados a sua recuperação e bem-estar. Mesmo quietinha, tenham certeza, a companhia de vocês é um afago que me faz muito bem. Vou voltando devagarinho, acomodando as horas, recuperando a inspiração, combinado?
Abraço colorido e perfumado, querida gente meio flor. Uma linda primavera pra todos nós! Amém.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

São Francisco no Sexta de ideias (6)

Lembram da imagem que a comadre me trouxe de Assisi? Lembro que ela justificou o presentinho, dizendo saber que não sou desse tipo de religiosidade, mas que escolhera a lembrança por ter pensado em mim lá no seu santuário. Interrompi logo suas desculpas apaixonada pela criaturinha vinda de tão longe. Passaram-se meses e São Francisco continuava aqui ao meu lado, no meio da bagunça da mesa de craftices, note, livros... Olhava pra ele e entendia que quase sempre demoro mesmo para encontrar o lugar de cada personagem, de cada peça que chega para fazer parte do cenário da casa. Mas também reconhecia o mal-estar que a desordem sempre acaba causando nos bagunceiros, e apesar de curtir a companhia próxima de Francisco, resolvi buscar um habitat mais justo para ele. Sem nenhuma inovação, pensei num oratório pequeninho, de acordo com seu tamanho, e logo encontrei a estrutura numa caixa de sabonete. Com estilete, recortei a "vitrine".
E na parte retirada, desenhei e cortei a moldura superior.
Forrei com tecido.

Cobri a caixinha com tecidinho de outra estampa, miúdo também.

Depois de coladas e secas as partes, fiz uns fricotes com fita e florzinhas recortadas de renda.
E lá foi São Francisco pra sua casa nova, morar na parede já bem habitada da sala. Fim da novela? Eu também acreditava que sim, até a ida ao supermercado no início da semana. Olhos arregalados com a superpromoção de bonsais, a 5 reais, voltei pra casa faceirinha com uma miniatura de cipreste. Por este preço camarada, dá até para correr o risco da frustração se ele não vingar, como já aconteceu outras vezes - me convenci rapidinho. E começou outro caça ao melhor lugar, agora para a arvorezinha. Provisoriamente (a desculpa é sempre essa, e o provisório quase vira permanente), coloquei a miniatura na mesinha de canto, onde à tarde entra o Sol. Ontem, assim que bati o olho no bonsai iluminado, tive o estalo aquele que faz a gente mudar o rumo das histórias, e corri para libertar São Francisco de sua vitrine apertada.
Levei-o para junto da natureza, onde sempre foi e será seu lugar.

E na companhia do passarinho, que voou de um outro cenário em miniatura...

... por enquanto, e se ele ajudar, por um bom tempo, tenho agora um santuário que me convence.

Me sinto realmente protegida cada vez que namoro a cena de longe, pela graça das pequenas dimensões e pela sincronia que trouxe São Francisco nesse momento em que a vida me confirma que a simplicidade, não necessariamente franciscana, abre portas para tantos tesouros.
E como a busca por ela parece ter virado mania, a novela também não fica nesse capítulo. A embalagem, com esse recorte tão lindinho, inspirou novo projeto e já está em adiantado processo de transformação. É a ideia da próxima Sexta. Espero vocês, e as meninas "comandadas" pela Cris também.

Ah, o cobre-jarra de uma dessas Sextas já está morando em solo carioca, com uma amiga que muito me honra por me chamar de "sorrizão", desde esse nosso encontro aqui, a querida Cecília, do Quilts são Eternos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais crochê no Sexta de ideias (5)



O crochê vem sendo uma tábua de salvação nesses meses de pouco tempo, pouca inspiração e pouco sossego, itens tão indispensáveis para as manualidades. Com a sacola companheira carregada de lãs e agulha a tiracolo, as salas de espera, os intervalinhos entre um cuidado e outro com a mãe, os recreios rendem pequenas confecções que nascem meio sem destino, numa quase compulsão. Então, para esta Sexta, projeto que também ajuda e muito na motivação (obrigada, Cris), as florzinhas e folhas que já coloriram guirlandas na Páscoa se reuniram em galhos secos, ideia encontrada em perambulações pelo mundo virtual das artesanias, onde ando mais quietinha, sem muito comentar. Que as amigas me perdoem.

Como na semana passada, o projeto requer o básico do crochê e permite infinitas variações. Os círculos, com duas ou mais cores em ponto baixo, fazem bonito como flor estilizada.
As folhinhas começam e terminam com ponto baixo entre os pontos altos. Faço tudo "no olho", mas neste endereço tem PAP bem explicadinho. E neste aqui, vários vídeos para crochetar flores de muitas formas.

Monte o arranjo colocando as florzinhas e folhas em um galho, aproveitando as pontas para fixá-las, sem precisar nem de cola. E tá prontinho o vaso com suas flores perenes pra enfeitar um cantinho da casa, enquanto esperamos, ansiosos, pelas cores da primavera.

E pra fazer um suspensezinho, o cobre-jarra da última Sexta pegou o rumo da estrada para presentear uma querida crafter que conheci por aqui e ao vivo. Semana que vem conto onde ele foi morar.

Beijos azuis, de paz e carinho a todos!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Sexta de ideias (4)



Com o friozão que faz aqui, suco não é lá muito convidativo, bem ao contrário do café, chá e chimarrão, para os gaúchos mais autênticos do que eu, companheiros nesse inverno histórico. Mesmo assim, desde que vi essa sugestão dada pela Susi, amiga querida que faz do Copy & Paste uma vitrine rica de inspiração, me agarrei à ideia de criar algo parecido. Então, com bolinhas e correntinhas nasceu o cobre-jarra, ou cobre-copo.
Mesmo quem domina só o beabá do crochê tem condições de reproduzi-lo, tamanha a facilidade. Corte um círculo de tecido de mais ou menos 20cm de diâmetro, faça uma bainha estreitinha e cubra com pontos baixos bem próximos. Depois, siga com carreiras de correntinhas, com 6 a 7 laçadas, com cores "combinativas". Para arrematar com graça, prenda bolinhas com miçangas .
O cobertorzinho é versátil...
... e pode ser usado também como guardanapo.
Fica aí a contribuição para essa Sexta de Ideias, proposta da Cris queridona, aberta a quem quiser entrar. Abraço bem grande a todos! (Perdoem a falta de luz nas fotos, registro da semana cinzenta daqui.)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sexta de ideias (3)


O velho e sempre charmoso carimbo de batata, outra produçãozinha publicada no Sininho, faz o convite para reunir a criançada numa mesa de bagunça bem gostosa. Você também pode usar na decoração de papeis para pacotes, cartões, envelopes e até mesmo em tecidos e paredes, com tinta adequada, o que quero muito experimentar (e daí mostro pra vocês).

Usei cortadores pequenos de biscoito. As fotos relembram os passos que lembram a infância.













Não fica um amor?

As outras meninas do Sexta também mostram ideias bacanas hoje, aqui e aqui. Inspirem-se! Amém.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sexta de ideias (2)



Crianças em casa, férias curtinhas de inverno aqui no Sul. Por 20 anos, esta foi a pauta da última semana de julho do Sininho, caderno infantil do Jornal VS, meu filho virtual. O trabalho de criação do caderno, sempre por temas, me deixou um baú abarrotado das melhores lembranças, a valiosa sensação de ter cumprido o melhor de mim e também me fez uma pessoa temática. Mesmo que às vezes lute para me desvencilhar dessa mania de querer englobar assuntos e produções dentro de um único foco, quando vejo já tomei o velho caminho, e lá estou eu tematizando. Então, pra matar a saudade de desenvolver ideias para a criançada, nesta "Sexta" sugiro um teatrinho de sombras para curtir com os pequenos desde a montagem dos personagens, roteiro até a apresentação. A atividade, com as fotos, foi publicada no suplemento, mas como plagiar a si próprio não é pecado, aqui estão elas para inspirar mamães, papais, dindos e, quem sabe, professores. Você pode escolher personagens em sites de imagens ou, para facilitar, abrir e imprimir a imagem do rinoceronte (se a memória não me prega uma peça, Quindim, do Sítio do Picapau Amarelo), colar em cartolina e recortar. Depois, fixe um palito de churrasquinho no avesso da figura. Monte o palco esticando e prendendo um lençol em um canto de paredes, de preferência com um sofá ou poltrona dentro para que o artista possa se esconder. Providencie também um abajur para iluminar e projetar a sombra. Reúna a galerinha e apague a luz do cômodo, momento tão esperado pelos artistas e público. Deixe a gurizada inventar uma historinha, improvisando falas e movimento, enquanto manipula o personagem. Eles com certeza surpreenderão, como costuma acontecer com crianças estimuladas a inventar a moda, não é, Elisa e Laély?

Bom espetáculo! Amém!

Atualizando: a querida mentora do Sexta de Ideias, a Cris, mostra hoje como segredar de um jeito muito fofo, a Carol, a fazer um borboletário lindinho , e a Bela revela as manhas para confeccionar um saquinho de tecido com o capricho que diferencia suas peças. Vale conferir, vale participar também!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Uma fadinha grávida

Parece que está virando moda anunciar presentinhos primeiro aqui e esperar a reação do presenteado, rezando para que ele dê uma passadinha pelo Amém e seja surpreendido. Quando isso não acontece espontaneamente, não resisto e deixo um recadinho no e-mail, do tipo: "Tem uma surpresinha pra ti lá no blog"!, como fiz com a Jane. É legal ver que logo, logo a visita bate à porta e dá retorno, faceirinha.
Parece também que nos últimos tempos, esses gelados, chuvosos e de rotina alterada pela atenção à minha mãe, a síndrome de caracol vem fazendo casa em mim. Encolhida na rotina, estar com as pessoas queridas virou artigo de luxo, e tem me feito muita falta a companhia delas. Até mesmo os aniversários, sagrados na minha agenda, nesse semestre muitos ficaram sem o abraço ao vivo. Assim foi com a Tina, sobrinha que é vizinha de muro, e que mesmo com a proximidade, acreditem, recebeu os parabéns por torpedo. Questiono se essas facilidades atuais não estão também a serviço do distanciamento, quando tanto aplaudimos as distâncias encurtadas que elas nos oferecem. Com certeza, há algumas poucas décadas, sem os recursos virtuais de hoje, nem o frio, nem a chuva, nem o cansaço justificariam deixar de abraçar uma pessoinha especial. Mas, saudosismo não parece muito produtivo...

O post então é outra ferramenta moderna para tentar me redimir pela dupla falta com a mãe do Murilo. Dupla porque também ainda não a apertei contra o peito para dizer-lhe da alegria de vê-la grávida pela segunda vez para nos presentear com mais um(a?) sobrinho(a?)-neto(a?).

Para tocar a alma daquela menininha que circulava livre pelo nosso pátio numa época em que não nos preocupávamos com muros e portões (ô saudismo que não larga do meu pé), fiz uma fadinha. Delicadamente exibida como só as grávidas conseguem ser, abraça a barriguinha.



Cabelos fartos, presos, e asinhas de folhas de roseira.
Que ela fique como lembrança desses meses de espera pela reedição do maior milagre da vida. Que ela abençoe o novo amor dessa querida familinha. Amém!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sexta de ideias


A Cris convidou (e continua convidando) para brincarmos numa roda de ideias nas sextas-feiras. Adorei a proposta, assim como adoro a Cris, sensível, descolada e super talentosa no seu mundo "miscelânico", e outra amiga querida que aceitou o convite e tem se empenhado nos seus PAPs, a doce Bela. Então, fazendo de conta que estamos sentadas na mesma mesa, com os materiais espalhados numa bagunça daquelas bem boas e com muita vontade de inventar moda, faço minha estreia com um projetinho simples: um abajur repaginado, vestido com uma guirlanda de retalhinhos. Tomara que as companheiras aprovem e que as minhas visitas gostem.
Vamos lá então: para a guirlanda, fiz um aro com duas voltas de arame com diâmetro um pouco menor que a base da cúpula. Depois, cortei muitas tirinhas de tecidos variados e fui amarrando com dois nós, misturando as estampas em grupos.
Para fazer uma graça, juntei três flores preparadas com fita de cetim e tecido xadrez. É fácil dar forma a elas, franzindo a fita, dando voltas e costurando na base. Fico devendo o passo a passo porque a guirlanda já estava pronta, na verdade, ela já foi um enfeite de Páscoa. Dar novo uso ao que temos à mão é um exercício que gosto, desafia a criatividade e muitas vezes rende mais do que imaginamos.
Depois de coberta, a guirlanda ficou assim:

Daí foi só vestir o abajur do quarto e salvá-lo da mesmice.

E para me encantar em dobro, trouxe de volta uma figura cheia de significados para morar no ninho de retalhos, bem ao lado da minha cama.

A saudação que ela faz no cartão acabou meio escondida na composição, mas como é uma das que mais me tocam, basta olhar para lembrar: "O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você". Namastê!Quer brincar com a gente, ter um encontro marcado nas sextas? É só chegar! Será uma alegria ver crescer essa ciranda, não é mesmo, Cris e Bela? Amém!


Atualizando: tem mais gente arteira de mãos dadas com os projetos de sexta: a Carol, do Ideias + Ideias, mostra hoje um coletinho muito fofo. Espia lá!