quarta-feira, 21 de julho de 2010

O pequeno e o gigante

Quem será que se escondeu entre a bruma e os cogumelos no tronco que já apareceu aqui, em época de Natal, e hoje brinca de esconde-esconde em parceria com outro que resolveu entrar em ação?
Onde estará o gigante que acordou assoprando um bafo tão quente na rua que a umidade não poupou nem a lente da câmera, provocando mágicos efeitos, e faz a casa fria transpirar às bicas pelas paredes...
vidros... espelhos...
chão...
transformando a gatinha e as rosas perfumadas em peças de cristal?
Ah, seu malandrinho do jardim, será que também estás com a alma incomodada ou te deleitas vendo os cogumelos crescerem afoitos no seu dia ideal...
pensando talvez num banquete para logo mais à noite...
enquanto à humana aqui só resta encontrar tarefas bem comportadas, sentadas, já que o chão escorregadio é perigo grande e constante para a turma dos bengaleiros?
E como os vidros das mandalas também aderiram à transpiração, e assim sem condições de serem pintados, acendo o forno para matar dois coelhos: finalizo as "bolachonas coloridas" e o calorzinho ajuda a secar a cozinha, que mais parece pista de patinação.
Que venha o vento frio para por a correr esse ogro...
e nos salvar do mofo e do frio da alma desabrigada! Amém!

8 comentários:

Cecilia Helena disse...

Puxa vida Rosana, moramos no mesmo país e falamos a mesma língua, mas o clima... você jura que está tão úmido ai na sua terra, pois aqui mais parece um deserto, quente e seco, com muito pó e fico esperando frente fria, mas a tal camada de ar quente não a deixa passar!!! Já estou programando a volta dos edredons para o maleiro, o meu já parei de usar há tempos, calorenta que sou! Lindo post, esse gnominho é lindo demais e fica perfeito junto aos cogumelos! Bjs

msgteresa disse...

Alo,Rosana!
Que post bonito e suave!
Mas que gigante e esse que anda soprando forte e umido pelos bosques gauchos? E haja folego pra suportar tamanha umidade, hein, minha amiga?
Se console com a nossa umida sina carioca destes dias...Por aqui andou chovendo muito ( tres dias inteiros e quase sem parar ) e a umidade tem tomado conta da nossa casa tambem...Eu sei que ja te disse que moro perto de uma pequena mata, num reacanto umido e fresco desta cidade imensa, e neste nosso pequeno refugio do corpo e da alma, sabemos bem o efeito da umidade... E a luta contra o mofo do tempo e da mente e uma luta nossa de cada dia!
Mas resmungos a parte, nao posso reclamar muito nao... A mesma umidade que nos causa frio e espirros repentinos, e a mesma gentil presenca da vida plena que nos envolve... E fico admirada quando abro as janelas e sinto a felicidade que vem das samambaias, musgos e pequenas plantas que dividem conosco a sua morada ! E tudo faz parte do eterno ciclo natural que tanto nos inspira e encanta...
Agora o sol ja veio pra dar o ar de sua graca, e os cogumelos se encolhem num canto, pra renascer depois, na proxima chuva, enquanto o musgo vai lentamente mudando de cor... Os passaros e as borboletas esaiam suas brincadeiras no vento, as flores desabrocham ainda timidas... Ate os miquinhos brincam tambem!
Posso dizer que o nosso "gigante" ja foi para numa outra terra distante, aguardando uma nova temporada de chuvas...Espero que o "gigante "dai tire umas ferias tambem e que novos ventos venham trazer a musica e a magia de dias azuis, suaves, ternos e brilhantes!

Mando o meu abraco cheio de flores perfumadas pra ti!

Teresa

Rosana Sperotto disse...

Cecília, não sabia que SP nessa época fosse tão seco, ao contrário, imaginava uma temporada de garoas e umidade aí também. Também sou calorenta, e sofro com o verão, por isso a preferência sempre pelo inverno, mas a umidade como a de do ontem foi um exagero e me tirou a paz. Beijo

Teresa, o gigante foi-se embora e hoje, apesar da chuva, a umidade se acalmou. Adoro os cogumelos, vê-los crescer rapidamente, parece mesmo imagens de contos de fadas, comuns nessa época do ano, e não tenho problemas com a chuva e o frio, mas a umidade absurda de ontem, querida, me desconsertou. Veio o vento esperado, e amanhã parece que o sol volta. Beijos da "turma do jardim" pra ti

Cecilia Helena disse...

Rosana, estou no estado de SP, mas a minha cidade(Ribeirão Preto) é um pequeno desertinho, fica no norte de São Paulo e embaixo do buraco da camada de ozônio rsrsrsrsrs e dentre todas as cidades que a cercam, ela é a mais seca e quente, sem falar nos canaviais que cercam toda a cidade que nessa época fazem as tais queimadas da cana,que deixam o ar ainda mais seco, meu pai diz que a cana-de-açucar suga a umidade do ar e do solo, então colega a coisa vai ficar assim por um bom tempo, aqui chove muito é no final do ano e janeiro às vezes fica uns 10 dias seguido chovendo, mas esse ano nem teve isso não, foi mais seco! E dá lhe soro fisiológico no nariz pra aguentar, a minha pequena fonte seca quase que diariamente, tenho que repor àgua todo dia! Bjs

Cintia Branco disse...

Rosana,

Deixa a umidade, ela também precisa de seu momento de diva, de reinar absoluta. Como eu queria alguma umidade por aqui, mas como ela está toda aí, para a bando do sul, o negócio é improvisar com fontes e bacias com água, pois umidade aqui, só em novembro.
Beijos e lindos trabalhos

ESpeCiaLmente GaSPaS disse...

A primeira foto... adoro!! ainda me lembro a primeira vez que vi ao vivo, fiquei vários minutos a contemplar essa bela arte da natureza :)

Fabiano Mayrink disse...

aqui tambem Rosana mais parece o deserto, a grama toda estorricada de sede... da ate dó

By Neymes disse...

OLÁ ACABEI DE CHEGAR POR AQUI,VENHO LÁ DA JUD,QUE LINDAS SUAS MANDALAS,AMEI,VOCÊ USA ACETATO?BOA QUINTA.BEIJOS.VALÉRIA.